3
l1 = [1, 2, 3]
l2 = l1
l1.append(l2)
print(l1)

Por que esse algoritmo retorna uma lista de três pontos? O que essa nova lista significa?

  • este é o site do SO em português, traduza sua pergunta – Ricardo Pontual 1/07 às 8:58
  • Como você está criando uma referencia de l1 em l2, a l2 representa a l1. QUando você fez o append, você criou um "ponteiro" de l1 dentro de l1. Ou seja a quarta posição de l1 irá apontar para l1. È como se a quarta posição fosse a própria lista dentro dela. – Vinicius Morais 1/07 às 11:46
  • Pra que a grosseria e sarcásmo, @Ricardo Pontual ? Isso aqui é SO, não Facebook. developeer4rt5-9, elabore melhor sua pergunta, para que possamos entender sua dúvida. – Thiaguinho Embasamento 1/07 às 11:48
  • 2
    @ThiagoPetherson Não houve grosseria/sarcasmo. A pergunta estava em inglês no Stack Overflow em Português, a orientação para se traduzir a pergunta se fez necessária. – Woss 1/07 às 11:49
  • Entendi, estou do celular, não me atentei. Desconsidere meu comentário, peço desculpas. – Thiaguinho Embasamento 1/07 às 11:50
2

Como você está adicionando a lista nela mesma, isso criará uma recursividade. As reticências são exibidas justamente para que a exibição seja possível, caso contrário seria impossível definir qual seria a saída.

Considere a lista que você construiu após adicionar ela nela mesma:

l1 = [1, 2, 3, l1]

Se você fizesse print(l1) a saída seria, em tese, [1, 2, 3, l1], mas o valor de l1 dentro da lista também seria avaliado e, portanto, a saída seria:

[1, 2, 3, [1, 2, 3, l1]]

Poxa, mas o l1 apareceu de novo e também seria avaliado para gerar a saída, produzindo:

[1, 2, 3, [1, 2, 3, [1, 2, 3, l1]]]

E de novo...

[1, 2, 3, [1, 2, 3, [1, 2, 3, [1, 2, 3, l1]]]]

E de novo...

[1, 2, 3, [1, 2, 3, [1, 2, 3, [1, 2, 3, [1, 2, 3, l1]]]]]

Isso não teria fim, então os desenvolvedores do Python optaram por exibir apenas uma reticência.

[1, 2, 3, [...]]

E uma lista que possui a ela mesma é uma lista cíclica. Parece fazer pouco sentido, mas é possível fazer isso porque internamente (lá em C) a lista do Python é implementada em uma estrutura de ponteiros para o tipo PyObject, que é o tipo que engloba todos os objetos no Python.

typedef struct {
    PyObject_VAR_HEAD
    /* Vector of pointers to list elements.  list[0] is ob_item[0], etc. */
    PyObject **ob_item;

    /* ob_item contains space for 'allocated' elements.  The number
     * currently in use is ob_size.
     * Invariants:
     *     0 <= ob_size <= allocated
     *     len(list) == ob_size
     *     ob_item == NULL implies ob_size == allocated == 0
     * list.sort() temporarily sets allocated to -1 to detect mutations.
     *
     * Items must normally not be NULL, except during construction when
     * the list is not yet visible outside the function that builds it.
     */
    Py_ssize_t allocated;
} PyListObject;

Então quando você adiciona a lista nela mesma, você internamente está apenas adicionando um ponteiro do C, que referencia a própria lista, na lista. Quando você acessa o valor em l1[3] (nesse exemplo) basicamente você estará acessando o valor representado por esse ponteiro que aponta para a própria lista, retornando uma lista de 3 números e um ponteiro (que também apontará para ela mesma (recursivo)).

O fato de ser um ponteiro te permite fazer isso dado que o valor dele não precisa ser avaliado sempre que necessitar do valor da lista.

Você pode confirmar que são os mesmos objetos através do operador de identidade is.

assert l1 is l1[3]
assert l1 is l1[3][3]
assert l1 is l1[3][3][3]
assert l1 is l1[3][3][3][3]
assert l1 is l1[3][3][3][3][3][3][3][3][3][3][3][3][3][3][3][3]

Todas as verificações retornam True.

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