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Se possível, vamos imaginar um contexto onde é utilizado Spring Boot e JPA.

Durante a construção de algumas API REST, sempre fico na dúvida se devo realizar o padrão model request/response. Para exemplificar, consider o seguinte cenário.

Nosso objetivo final é ter uma API que realiza o cadastro de agendamentos, onde um agendamento pode sem abstraído como a seguinte classe em Java:

public class Agendamento {

    private Autor autor;

    private String texto;
}

Supondo que cada agendamento tenha necessariamente um autor, utilizando hibernate, nossa classe Entity seria algo parecido com:

@Entity
public class AgendamentoEntity {

    @Id
    @GeneratedValue(strategy = GenerationType.AUTO)
    private Long id;

    @ManyToOne
    private Autor autor;

    private String texto;

}

Deste modo, para o cadastro de um agendamento, os campos necessário poderiam ser apenas o texto e o id do autor. Nos levando para algo do tipo:

public class AgendamentoModelRequest {

    private Long idAutor;

    private String texto;

}

Desde modo, o agendamentoController receberia um objeto da classe AgendamentoModelRequest, que por sua vez seria utilizando por um AgendamentoService, fazendo uso de um AgendamentoRepository para realizar o cadastro.

Mas, neste caso Agendamento é muito parecido com AgendamentoEntity (difere pela falta de id), como também será igual ao AgendamentoModelReponse. Assim, poderíamos "sobrecarregar" o POJO agendamento para o contexto de model request/response e Entity.

Fazer isso é necessariamente uma má prática? Pois isso facilitaria muito, uma vez que o contexto é sobre Agendamento, então o AgendamentoController poderia receber o POJO Agendamento (anotado com javax.validation/persistence annotations e fasterxml.jackson.annotation) e utilizando-o para o ser o próprio retorno da API.

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Razões para se utilizar esta estratégia:

  1. Quando você deseja garantir que a interface com a sua API seja imutável
  2. Para evitar que sua API apresente comportamento diferente a cada alteração de entidade de banco, correndo o risco de quebrar os sistemas que já estão integrados a ela
  3. Para separar a responsabilidade da entidade de banco ser a mesma a ser retornada ao cliente, contendo tanto anotações relacionadas à persistência quanto anotações relacionadas à parse (@Table e @JsonIgnore por exemplo).
  4. Para assegurar uma forma mais fácil de realizar testes por camada (sliced tests) e garantir que duas camadas diferentes estejam funcionando conforme o esperado

Respondi também esta pergunta um tempo atrás explicando um pouco da estratégia de versionamento de uma API, que vai muito de encontro do porque utilizar estas estruturas.

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