2

Estou analisando as formas de versionar as URIs de uma API REST Spring pois, no caso de lançarem um aplicativo novo, a API REST atende o aplicativo novo e suporta as requisições do aplicativo antigo por um determinado período. Mas estou na duvida de como fica o banco de dados, entidades do sistema e as URIs em geral sempre que é adicionada uma versão em uma URI.

Exemplo:

Sem versão, uma requisição para buscar todos os usuários:

http://host:8080/api/usuarios

Com versionamento:

http://host:8080/v1/usuarios

http://host:8080/v2/usuarios

http://host:8080/v1/produtos

Estava pensando em fazer uma entidade Usuario e ao definir os atributos eu anoto eles como não obrigatórios e a entidade sempre é a 'versão' mais atual. Para a versão 'v2' da URI eu crio um UsuarioV2DTO de forma que ele atende principalmente a entidade Usuário fazendo as validações com as annotations necessárias. Para a versão 'v1' da URI, digamos que usuário não possui o atributo 'dataNascimento' e dessa forma ele recebe um UsuarioV1DTO que não possui o atributo dataNascimento e na hora de converter o DTO para Entity o atributo Entity.dataNascimento fica nulo pois não é obrigatório.

O que quero saber é se essa é uma forma correta de versionar, pois no banco de dados os atributos não são obrigatórios e a validação da obrigatoriedade fica na DTO ? Também quero saber se todas as URIs de todos os recursos precisam ser alterados para a ultima versão ou se, no caso de 'produtos' ele pode ficar em V1 até que um dia seja necessário mudar apenas ele ?

3

Existem várias abordagens para o versionamento de uma API, mas deve-se considerar o contexto da aplicação que irá expor essa interface para o cliente.

Vamos entender a API como uma camada totalmente apartada da sua aplicação que contém os domínios afim de facilitar o entendimento:

  1. Na ponta A você possui sua aplicação completa (domínios de entidades, camada web, camada de serviços...)

Neste contexto, você possui a aplicação que vai mudando de tempos em tempos, inclusive o banco de dados, onde acredito ser o X da sua questão.

Vamos aplicar alguns conceitos nas suas URLs:

Para seguir com esse versionamento de URLs, é de extrema importância que cada resposta, para cada método da sua API, seja documentada e não mude. Para conseguir isso uma boa estratégia é utilizar DTOs, eles irão expressar o contrato da sua API (para request e response). Por exemplo:

E irá retornar:

Se você utilizar a própria entidade, vão haver casos em que uma coluna do banco possa deixar de existir, e dessa forma seu contrato irá ser alterado à cada mudança de banco.

Utilizando DTOs, a API v1 irá necessariamente retornar estes dados, quando você implementar a v2, normalmente ela trará dados adicionais comparados a v1, a estrutura de requisição ou retorno pode ou não ser completamente diferente, e com baixíssimo acoplamento com seu legado.

Caso venha ocorrer de, por exemplo, um dado fundamental da sua API ser alterado na base de dados, e você não puder adequar a chamada afim de manter o contrato, a versão da API deve-se então ser depreciada, e os usuários devem ser orientados à atualizar para a nova versão disponibilizada.

É importante ter a visão de que, podem haver N clientes utilizando a sua API, e por isso é de extrema importância dessa camada ser isolada, e com poucas alterações estruturais no corpo das respostas ou requisições. Caso contrário você vai estar quebrando as aplicações usuárias do seu serviço.

Sua resposta

By clicking “Publique sua resposta”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Esta não é a resposta que você está procurando? Pesquise outras perguntas com a tag ou faça sua própria pergunta.