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Multiplas Versões do Python 3

Eu até entendo o fato de haver o Python2.7, o que por si só já é bem chato porque toda hora baixo os módulos pra o lugar errado, mas quando tentei atualizar a versão 3.6 para 3.7 acabou instalando mais uma. Como resolver?

  • É indicado que você pare de instalar apenas com pip install e passe a utilizar python3.6 -m pip install, pois desta maneira você tem explico a versão utilizada. Melhor que isso é se você criar o costume de criar ambientes virtuais. – Anderson Carlos Woss 30/05 às 0:44
  • E não tente desinstalar a versão 2 do seu sistema, isso poderá quebrar muitas dependências internas do próprio sistema operacional – Anderson Carlos Woss 30/05 às 0:45
  • Não tem como, porque tem inúmeros outros softwares que usam Python 2 e Python 3, infelizmente estamos condenados todos a manter as 2 na máquina pelo futuro previsível. – epx 30/05 às 3:48
  • Só se usar Ubuntu (e semelhantes). As distribuições rolling release já vem somente com o Python 3.7 – Anderson Carlos Woss 30/05 às 10:05
  • ... ou pip3 install ... – JJoao 3/06 às 15:44
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TL;DR:

Você não precisa se preocupar com isso - que versões do Python estão instaladas para uso interno do sistema (no caso o Ubuntu) são um problema dele. Para trabalhar com Python você deve aprender a gerenciar ambientes isolados (virtualenv), e instalar localmente a versão do Python e as bibliotecas na versão desejada.

Resposta original

Na verdade, não é interessante deixar uma única versão do Python - você está perguntando uma coisa para o problema errado.

O que você precisa saber é como lidar com múltiplas versões do Python na mesma máquina.

O sistema operacional naturalmente vai instalar mais de uma versão do Python - mesmo que os pacotes principais do sistema já estejam usando Python 3, e o sistema possa ter somente um Python 3.7, basta algum software que precise do Python 2 como requisito ser instalado (por exemplo, o GIMP 2.10), e o Python 2.10 vai ser instalado também.

O que você precisa aprender é isolar todos os seus projetos de Python usando "virtualenvs" - tente começar por este artigo.

Resumidamente, um virtualenv, ou uma tecnologia semelhante, como "pipenv" ou "buildout", permitem que você crie um ambiente isolado em uma pasta, onde você vai ter uma versão pré-selecionada do Python, e vai instalar todos os módulos que você precisa para um dado projeto naquela pasta. Esses módulos do Python não são vistos pelo sistema operacional, e funcionam de forma independente. As bibliotecas e pacotes terceiros são instaladas no virtualenv com o comando pip (e nunca com o gerenciador de pacotes do sistema, como o apt ou dnf/yum)

Isso resolve um monte, uma quantidade quase infinita, de problemas. Por exemplo, é comum projetos para Web de Python precisarem de dezenas de dependencias externas - bastaria que uma dessas dependencias tivesse uma versão diferente do pacote do que está disponível como pacote do seu sistema, e você não teria como desenvolver o sistema no seu computador. (Atualizar manualmente um pacote instalado pelo gerenciador do sistema é garantir que você está corrompendo seu sistema operacional e vai precisar reformatar em breve).

Então, por exemplo, vamos supor que eu estou num Ubuntu 18.04 e instalo algum aplicativo, empacotado para o Ubuntu, que use o Django como base. O aplicativo usa o django 1.2 - uma versão antiga. O "apt" vai se encarregar de instalar no Python do sistema essa versão do Django.

Aí eu resolvo iniciar um sistema novo, em Django - quero usar a versão mais recente - a 2.2 - eu não vou tentar brigar e forçar o django 2.2 dentro das pastas de /usr/lib/python .... só pra começar, isso destruiria o aplicativo que eu instalei com APT que usa o django 1.2.

Eu vou na minha pasta do usuário criar um "virtualenv", com a versão do Python que eu quero, e instalar o django e os pacotes desejados ali - em geral entram versões mais recentes do que as disponiveis pelo sistema operacional.

A sequência de comandos é (no Linux):

python3.7 -m venv env
source env/bin/activate
pip install django

No windows:

python3.7 -m venv env
env/Scripts/activate.bat
pip install django

A primeira linha cria o ambiente isolado, em uma pasta com o nome "env" - essa pasta contem um executável do Python e um diretório de lib. A segunda linha "ativa" o virtualenv - em todo shell (cmd, no Windows), em que você for trabalhar com o projeto, tem que executar os comandos do arquivo activate. Isso coloca o nome do virtualenv entre parentes no começo do prompt - vai aparecer algo como (env) /home/epx/$ - indicando que o virtualenv está ativo.

E a terceira linha é tudo o que é necessário para instalar a versão mais recente do Django, independente do django que esteja disponível para seu sistema, e independente de outros projetos no mesmo computador. E mais ainda: com isso é possível reproduzir a instalação dos seus projetos com exatametne as mesmas versões de pacotes do Python em qualquer computador - então é possível desenvolver seu projeto num Ubuntu 19.04, e colocar o mesmo pra rodar em um servidor CentOS de 2017 - há uma série de coisas para aprender sobre o virtualenv e setup de projetos em Python, mas a base é essa.

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