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Quais as vantagens de parametrizar funções em Dart?

void main() {
  metodoSemFuncao();
  metodoComFuncao(funcao);  

}

void metodoSemFuncao(){
   funcao();
}

void metodoComFuncao(Function func){
    func();  
}

void funcao(){
  print("Botão Criado!");
}

Saída:

Botão Criado!
Botão Criado!
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As mesmas de qualquer linguagem :P

Primeiro estamos falando de criar um parâmetro e funções típicas são todas parametrizadas para ter mais relevância. Geralmente uma função deve executar algo com uma informação faltante que ela desconhece de antemão, ela receberá esta informação e fará algo com ela. Quando uma função recebe zero parâmetros ela pode fazer algo muito limitado e em geral ela só está sendo usada para controle de fluxo, ou seja, é só uma forma de evitar um goto, e chega ser até sacanagem chamá-la de função.

Note que em linguagens orientadas a objeto há uma parâmetro implícito nos métodos chamado this (Dart) ou self, então mesmo que não veja ele na assinatura do método ele está lá.

A outra coisa que estamos falando na pergunta é o uso da função anônima, ou seja, um objeto que "guarda uma função" (na verdade ele guarda uma referência para uma função). Então, como quase toda linguagem Dart tem funções de primeira classe e o tipo deste objeto claramente é Function.

Este tipo de objeto é usado como mecanismo de callback.

No caso está misturando as duas coisas, então tem um objeto que "é uma função" e um parâmetro. Desta forma você pode parametrizar uma execução de código. O exemplo apresentado não mostra isso muito bem, mas assim fica melhor:

void metodoComFuncao(List<int> lista, Function func) {
    for (var i = 0; i < lista.lenght; i++) if (lista[i] % 2 == 0) func();  
}

Coloquei no GitHub para referência futura.

Aí chama:

metodoComFuncao(lista, funcao)

Note que não usa os parenteses em funcao, se usar ele chamará a função ali na hora e o seu resultado é que seria passado como argumento, o que no caso daria erro porque o resultado é um void e é esperado um objeto do tipo Function.

Desta forma você está executando algo dentro desta função que não importa para você o que é, é detalhe de implementação, mas você sabe que em determinado momento você quer que ela faça alguma coisa que você definiu em algum lugar, no caso a função funcao(). Se quiser outra coisa para executar passará outra função que executará outra coisa.

Também é possível usar uma sintaxe de lambda e nem criar uma função separada, você já cria e passa a função ali no argumento.

Então você cria melhores abstrações, isolando algo que é comum de se fazer mas o que fazer com completa exatidão você ainda não sabe, falta uma parte, você tem que "preencher a parte sublinhada", que é justamente o que o parâmetro te entrega, só que neste caso em vez de colocar nesta parte faltante um número ou um texto como é mais comum você coloca uma função que será executada e possivelmente dará um resultado (neste exemplo ela só executa mesmo, o que é mais raro).

Algumas pessoas acham isto tão sensacional que começam se lambuzar :)

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