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Muitos frameworks que são baseados em rotas usam dois objetos no momento que ele executa a ação correspondente a rota.

Veja um exemplo no Slim:

$app->get('/hello/{name}', function (Request $request, Response $response, array $args) {
    $name = $args['name'];
    $response->getBody()->write("Hello, $name");

    return $response;
});

Outro exemplo em Silex:

$app->post('/feedback', function (Request $request) {
    $message = $request->get('message');
    mail('feedback@yoursite.com', '[YourSite] Feedback', $message);

    return new Response('Thank you for your feedback!', 201);
});

Perceba que os objetos são $request e $response. Entretanto, eu ainda não consigo enter qual a finalidade deles alem do $request permitir a manipulação de parâmetros da URI em si. Sendo assim, gostaria de esclarecer minhas dúvidas.

Dúvidas

  • Qual é a finalidade dos objetos $request e $response no geral?
  • O que eles representam numa requisição da aplicação?
  • 7
    Em resumo é "abstrair" a interface de HTTP de requisição e resposta para o proprio framework e provavelmente a ideia é até recriar elas ou manipulas a fim de poder até mesmo simular uma requisição diretamente no back-end, isso seria útil em cenários como testes unitários. Agora você pode ter certeza que vai aparecer respostas dizendo que isso "são boas práticas", mas em um frameworks PHP a ideia disto muitas vezes é exagerada, frameworks criados com o intuito de fazerem o serviço do Apache e do SAPI (Server API: apache2handler, fast-cgi, etc), muitos frameworks PHP simplesmente exageram [...] – Guilherme Nascimento 31/03 às 0:04
  • 6
    [...] e acabam por serem tanques de guerra para matar formigas, o proprio PHP já se comunica com os SAPIs e trás para si o que é necessário dessa comunicação, então uma coisa é criar uma classe para facilitar pegar esses dados, outra é criar um abstração gigantesca exagerada que faz uma série de ciclos de leitura de coisas que você nem irá usar e o consumo de memória e processador vai nas alturas dependendo do numeros de requisições HTTP. Posso formular uma resposta, mas o que comentei aqui é algo fora do perguntando, uma critica as esses FWs modernos, que acho totalmente necessária. – Guilherme Nascimento 31/03 às 0:04
  • 4
    @WallaceMaxters não quero dizer que é mal abstrair, quero dizer que a forma e a ideia do conceito todo é péssima, mal pensada e um dev de um FW especifico resolve fazer e outros devs gostam e fazem e acaba por muitas vezes a escreverem coisas exageradas com intenção de tentar resolver TODOS PROBLEMAS do "mundo HTTP", quando a coisa poderia ser dividida em módulos e carregar somente o que é necessário, mas os DEVs pensam em querer resolver tudo e a coisa só vai ladeira abaixo :) – Guilherme Nascimento 31/03 às 0:46
  • 4
    @GuilhermeNascimento Em resumo, gastam uma energia absurda para remendar o PHP que provavelmente seria melhor usada pra aprender outra linguagem em vez de aprender um FW. Penso que quem é pragmático use PHP como o PHP foi concebido, com pequenos ajustes, ou então escolhe outra tecnologia que não precise remendar tanto. – Bacco 31/03 às 1:40
  • 3
    @Bacco sim, as pessoas procuraram facilidades e acabam sacrificando muita coisa, eu já disse e torno a dizer, esses frameworks perdem muito feito em performance para outras tecnologias voltadas a web (fora do mundo php), ai as pessoas culpam os servidores ou os clientes por não quererem contratar um "amazon-like" da vida em sites pequenos e médios, mas se negam a culpar as "tecnologias" PHP (frameworks e CMSs por ai). As pessoas ficam ofendidas quando digo que isso é tudo muito mal planejado e que por não entenderem acabam por querer compensar as falhas de outras maneiras (gastos) – Guilherme Nascimento 31/03 às 1:45
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Eu já tive a oportunidade de construir alguns frameworks em linguagens como PHP e Python, bem como já olhei bastante como funciona o código-fonte deles.

Basicamente, podemos entender que a ideia dos frameworks é abstrair cada coisa. E isso não é diferente com a requisição e a resposta.

Toda requisição feita por um cliente web passa pela etapa da requisição e da resposta. E essa é a ideia por trás do Silex, Slim e outros frameworks.

Os maioria dos frameworks utilizaram a classe Request para representar a requisição vinda do cliente. Pode ser que isso varie entre um objeto vindo do parâmetro de um método ou de um factory, mas no final a finalidade sempre é representar a requisição do cliente.

Nele, deve haver informações importantes para o seu backend trabalhar, como por exemplo:

  • Parâmetros de query string ou payload.
  • Tipo de conteúdo requisitado, através do Content-Type ou Accept.
  • Método da requisição e afins.

Essas informações, é claro, não dependem do framework. Elas estão disponíveis no PHP, como por exemplo, na variável $_SERVER com valores prefixados por HTTP_.

Por sua vez, a classe Response facilita bastante a abstração da resposta enviada para o navegador. Pode parecer simples, mas quando você pensa numa estrutura do framework, você precisa estruturar muito bem o que é enviado ao cliente. Um exemplo disso é o fato da saída do browser não poder ser definida antes dos headers. No caso, com o framework você poderia, por exemplo, chamar a definição dos headers depois da definição do que será o output, pois internamente, o framework empilhará a resposta e organizará como tudo será enfiado ao browser.

Além disso, a ideia de ter uma classe de resposta é poder "encurtar" o máximo possível a quantidade de códigos que você vai digitar.

Por exemplo, um framework poderia ter o método $response->json(), interamente transformando os dados de saída para o formato JSON e definindo o header necessário para que o browser entenda sua resposta nesse formato.

Tudo se resume na abstração, como citado pelo Guilherme Nascimento nos comentários. Não é nada que você já não possa fazer com o "PHP puro".

No meu ponto de vista, há vantagens e desvantagens, mas são coisas que você automaticamente assume a responsabilidade por aceitar ou não usar um framework.

Comentando alguns pontos da pergunta

Muitos frameworks que são baseados em rotas usam dois objetos no momento que ele executa a ação correspondente a rota.

Isso é porque basicamente toda o ciclo da requisição se baseia em uma requisição e uma resposta. Os dois parâmetros representa a abstração de cada um deles, podendo ter ferramentas que facilite acesso a alguams coisas.

Por exemplo, PHP puro, para decidir se vai responder com JSON ao cliente caso ele solicite isso pelo header Accept, você teria que verificar se o valor application/json está presente na variável $SERVER['HTTP_ACCEPT']. Já no Framework Laravel, você poderia simplesmente chamar $request->isJson() ou $request->wantsJson().

Se quiser ir além nos exemplos, podemos comentar ainda o caso do Silex (uma pena que foi depreciado), que usa a classe Response para representar uma resposta.

Por padrão, essa classe Response do Silex responde com o valor passado como string no primeiro parâmetro, sendo possível definir status da requisição e headers extras (coisa que alguns iniciantes poderiam ter dificuldades em fazer facilmente). Sem contar que existe classes que podem derivadas de Response, como JsonResponse, que teria como objetivo retornar a resposta já formatada para o cliente (já comentei isso anteriormente acima).

Essas abstrações tem como objetivo criar operações comuns e agrupá-las, como forma de facilitar a vida do programador - há quem discorde :).

PSR-7

Se tiver curiosidade, pode dar uma olhada no PSR-7. A ideia parece estar voltada para dar um norte aos desenvolvedores de bibliotecas sobre como criar as abstrações das etapas da requisição.

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