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Bom, estou estudando um pouco sobre aplicações .NET como Serviço e não como Produto, a fim de que seja feita uma assinatura mensal do cliente pelo uso da aplicação.

Contando que a base de dados vai ser única e a hospedagem é toda por minha responsabilidade, esta seria a maneira correta de estruturar o banco de dados?

1 Resposta 1

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Essa é uma questão que gera bastante discussão, visto que muitos fatores devem ser avaliados. Minha intenção com esta resposta não é te falar "faça isso e desta forma" e sim te indicar possíveis caminhos para que você possa se aprofundar e avaliar o que melhor lhe atende.

Há um tempo atrás fiz uma pergunta parecida e obtive uma resposta muito interessante que me ajudou a me guiar num projeto que estava fazendo. Com base nesta pergunta e a resposta nela contida, estudei vários conceitos que me levaram a tomar decisões de arquitetura para o projeto em questão, abaixo um resumo do que entendi da resposta e mais algumas informações que possam lhe ser úteis mais dá uma conferida na pergunta original pra enriquecer o debate.

Basicamente, deve-se montar uma estratégia para atacar dois pontos principais, a arquitetura dos dados e a arquitetura da aplicação.

Arquitetura dos dados

A arquitetura dos dados é primordial, escolhas erradas neste ponto, podem render um montante considerável de trabalho extra quando a aplicação estiver em produção. E quando estamos pensando em uma solução Saas é primordial termos isolamento dos dados entre clientes, entre usuários e entre ambientes (beta, produção).

Existem duas estratégias basicamente:

  1. Bancos de dados individuais por cliente: Nesta abordagem, cada cliente tem o seu banco de dados separado, garantindo assim o isolamento das informações. Apesar de ser o caminho mais lógico, devemos avaliar a questão do custo de manutenção da estrutura em caso de migrações.

  2. Um Banco de dados para compartilhado para todos os clientes: Nesta abordagem temos apenas um banco de dados que contém as informações de todos os clientes e a separação dos dados se dá por meio de estratégias de segregação das informações por cliente e por usuário. Legal, neste caso mantemos apenas uma instância de banco de dados e quando for necessário realizar alguma manutenção no banco o custo de manutenção será bem mais barato, visto que faremos o processo uma só vez. Em contrapartida, o nosso custo de banco de dados e processamento será muito maior e poderemos enfrentar problemas de limitação de memória, IOPs (no caso de bancos na núvem).

Para as duas abordagens você deve preparar a sua aplicação/API para trabalhar da forma desejada e para isso existem inúmeras estratégias que não vem ao caso mostrar aqui.

Arquitetura de aplicação

Apesar de não ser o foco da pergunta, a arquitetura da aplicação é extremamente importante de ser citada e é um fator determinante quando vamos trabalhar com multitenancy.

A arquitetura da aplicação deve permitir que ela seja antes de tudo resiliente e escalável. Não adianta termos uma estratégia bem definida para trabalhar com o banco de dados se nossa aplicação não tem essas duas caracteristicas.

Pense comigo, se tivermos apenas uma instância de nossa aplicação rodando e recebendo tráfego de todos os clientes, uma hora ou outra o servidor vai abrir o bico, aí já viu né... sai ferrando tudo, causando indisponibilidade e travando a aplicação.

Por isso é importante pensar bem na arquitetura da aplicação, na minha experiência com a aplicação acima citada eu enfrentei diversos problemas.

Eu criei a aplicação bem estruturada para que possibilitasse trabalhar com qualquer uma das duas estratégias de banco de dados, mais a minha API era um grande monolito e quando algo consumia um processamento considerável isso impactava os outros usuários aumentando o tempo de resposta e gargalando minha aplicação, sem contar nos custos de processamento da núvem que iam lá em cima em momentos de pico.

Hoje temos diversas técnicas e conceitos que podem nos auxiliar a criar aplicações resilientes e escaláveis:

  • Microsserviços para garantir isolamento e evitar que um problema específico impacte todos os clientes;
  • Arquitetura CQRS para separação entre estratégias de Read e Write;
  • Estratégias de cache para reduzir o acesso ao banco de dados;
  • Podemos usar o conceito de mensageria usando uma fila para armazenar os dados antes da persistência dos dados;
  • Podemos usar o conceito de Api Gateway e API Management para gerenciar microsserviços com eficiência.

Como dito no início, é um assunto amplo e que pode gerar muita discussão, a chave é estudar e ver o que melhor se aplica a sua necessidade. Abaixo vou repassar alguns links legais que podem lhe ajudar a estudar melhores soluções:

Série Desmitificando multitenancy

O que é multitenancy

Wikipédia (é claro, não poderia faltar)

Mensageria não é um bicho de sete cabeças

Introdução à mensageria

CQRS o que é? e onde aplicar?

API Gateway governando a arquitetura de microsserviços

Espero ter te ajudado a definir algo mais concreto.

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    Obrigado Júlio! Abriu um pouco minha mente em relação a isso! – Victor Laio 27/03/19 às 17:01

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