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A maioria das linguagens de programação que conheço tem zero como o primeiro índice de um vetor.

Eu sei que várias linguagens de programação têm o índice um como o primeiro índice de vetor. Até pouco tempo eu achava que isso se limitava a linguagens mais antigas (como COBOL, Fortran, Algol e Smalltalk), mas recentemente descobri que Lua e Matlab também começam seus arrays por 1.

Eu acho que a decisão de índice inicial deve ser algo bastante sério. Que fatores os designers de linguagens consideram para determinar indexação base? Quais os prós e contras de cada forma?

  • 2
    Talvez, e esta é a minha opinião ( questão sinalizado ) , que foi originalmente pensado mais importante que um subscrito significou algo análogo ao leitor humano. Colocar algo no slot zero quando explicando é menos fácil de entender do que colocar algo em um slot . Compilador / interpretador faz algum trabalho de "traduzir" mas não é grande problema. – Bill Woodger 15/10/14 às 18:18
  • Eu quase consegui entender :D – Maniero 15/10/14 às 18:28
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    @bigown Para os mais rapidos, eu uso Ingles. Com menos importancia de tempo, o meu proprio Portuguese fraco. Para respostas, uma mixtura de tempo, Google Translate, e ajuda de meu filho. Isto, so metodo fraco :-) – Bill Woodger 15/10/14 às 18:33
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    @BillWoodger não se preocupe, tem horas que seu texto fica muito mais fácil de entender do que os de alguns dos nossos "nativos". don't worry, sometimes your text is easier to understand than some of our "native"'s – Bacco 15/10/14 às 19:32
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É possível enumerar vantagens e desvantagens de cada estilo de indexação. Mas sinceramente, se alguém disser que uma maneira é muito melhor e a outra é uma porcaria, essa pessoa é meio fanática... Afinal, até mesmo programadores C contam as linhas no seu editor de texto começando em 1 ;-)

Vamos aos exemplos:

Vetor de 100 elementos, começando em 0 como em C, C++, Java ou Python e usando intervalos abertos no final como em Python (isto é, o último índice fica de fora):

  1. A declaração em C, C++, Java, etc. é lista[100] (indicando a quantidade de elementos), mas só dá para indexar até lista[99] (usar lista[100] igual ao que foi declarado seria um erro).
  2. Portanto será necessário usar size()-1 para acessar o último elemento.
  3. O acesso a subfaixas do vetor é fácil. Se eu quisesse andar no vetor de 10 em 10 elementos, é só fazer 0*10, 1*10, 2*10, 3*10. Em Python fica assim: lista[0:10] inclui os primeiros 10 elementos, de 0 a 9; lista[10:20] inclui os elementos de 10 a 19; e lista[20:30] representa os elementos de 20 a 29. Repare que não foi necessário fazer nenhum “+1” nem “-1”.
  4. O segundo elemento se chamará [1], o que é meio estranho. A melhor maneira de interpretar é pensar nos índices como deslocamento: lista[0] é o item do começo da lista, lista[1] é partir do começo e pular 1 (portanto o segundo elemento), lista[2] conta do começo e pula 2 (portanto chegando no terceiro elemento). Se a implementação de baixo nível fizer bom uso desse detalhe na implementação (como a dualidade de ponteiros e arrays em C), pode-se economizar uma instrução.
  5. Se quiser andar em círculos nos primeiros 5 elementos, é possível incrementar o contador assim: i = (i + 1) % 5
  6. Uma faixa vazia pode ser escrita como lista[10:10].
  7. Uma faixa de um elemento fica lista[10:11] (contém apenas o elemento lista[10])

Vetor de 100 elementos, começando em 1, usando intervalos fechados (isto é, o último índice é incluído) como em Matlab:

  1. O primeiro elemento é 1 e intuitivamente os índices são como números ordinais: primeiro, segundo, terceiro...
  2. O último elemento é 100 e a quantidade de elementos é igual ao último índice.
  3. O acesso a subfaixas é um pouco mais complicado: lista(1:10), lista(11:20), lista(21:30). Repare que é necessário usar 10 e 11, 20 e 21, 30 e 31, etc. Como esses valores provavelmente estarão em variáveis, o código fica com vários “+1” e/ou “-1”.
  4. A quantidade de elementos de uma subfaixa é fim - início + 1. Por exemplo, de 11 a 20 existem 10 elementos.
  5. Se quiser andar em círculos nos primeiros 5 elementos, a fórmula fica: i = mod(i, 5) + 1 (agora, em vez do %, usei mod, já que estou usando Matlab como exemplo). Perceba que o “+1”, neste caso, fica fora do da operação mod.
  6. Uma faixa vazia (se suportada) poderia ser descrita como lista(10:9).
  7. Uma faixa de um elemento fica lista(10:10).

Note ainda que essas não são as únicas possibilidades. Eu combinei a indexação começando com 0 e as subfaixas com final aberto como em Python, mas em VimScript os índices começam em 0 e as subfaixas são lista[0:9], lista[10:19], lista[20:29].

Ou então uma linguagem pode ter pouco ou nenhum suporte a subfaixas, o que diminui a importância algumas das características que eu listei acima. As vantagens das subfaixas são bem visíveis em Python, enquanto que em C provavelmente foi feito assim por causa da aritmética de ponteiros.

Outra curiosidade é o Visual Basic, em que uma declaração lista(10) é um vetor de 11 elementos, numerados de 0 a 10. Algumas linguagens permitem escolher qualquer faixa, como em Fortran ou Pascal. Por exemplo, em Pascal ficaria assim: array[-10 .. 10] of integer (pelo menos para arrays de tamanho fixo — arrays dinâmicos são outra história e dependem do dialeto).

Obs.: Quase nunca mexi com Visual Basic nem Fortran, e faz tempo que não mexo com Matlab, então me perdoem se os detalhes estiverem errados. Baseei minha resposta num texto que eu já tinha escrito um tempo atrás.

  • Lembrei de mais uma situação interessante: funções de busca. Uma função de busca que não encontre um elemento pode retornar 0 se os índices começarem com 1, o que é interessante porque 0 pode ser associado à ausência do elemento. Caso 0 seja o índice do primeiro elemento, a função precisará retornar -1 ou indicar de outra maneira a falha na busca (exceção, retorno null, retorno None, etc.). Usar -1 pode ser inconveniente por não ser um valor associado com ausência nem com “false”, impedindo de usar a forma if (! find(...)). – marcus 26/10/15 às 21:47
  • Um artigo com um ponto de vista interessante, mostrando como a história da indexação por 0 pode ser facilmente esquecida e substituída por explicações “após o fato”: exple.tive.org/blarg/2013/10/22/citation-needed – marcus 5/02/16 às 12:33
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Veja essas notas do Dijkstra que eu descaradamente copiei do SOEn.

Basicamente a convenção ajuda a representar sequências sem ter que lidar com corner cases. Sabe aqueles códigos horríveis que possuem ifs para lidar com os limites inferiores e superiores? De quebra essa nota explica o motivo de existência de outra convenção: O porquê de incluirmos o limite inferior mas não o superior no intervalo de funções que lidam com índices (vide funções como substring; para obtermos os primeiros n caracteres de uma string geralmente fazemos algo como string.substring(0,n)).


Veja também esse artigo na Wikipedia que enumera as seguintes vantagens:

  1. Redução de erros por um elemento
  2. Aritmética de ponteiros. O primeiro elemento de um array está na posição 0 - ou seja, em ponteiro, qualquer outro elemento está na posição ponteiro + tamanho do elemento * índice.
  3. A questão de um sequência ser mais convenientemente representada por um intervalo aberto [0, n) do que por um intervalo fechado [1, n] conforme o artigo do Dijkstra.
  • 1
    Dado que numa lista de 100 elementos o último tem o índice 99 (e não 100), a redução de erros por um elemento é algo meio duvidoso; eles podem aumentar. A redução de erros só ocorre depois de pegar a prática, mas isso vale também para a indexação por 1 (e nela já temos prática desde a infância nas primeiras aulas de matemática ou até antes). – marcus 7/01 às 13:55
  • Oi @marcus, eu acho que o ponto do Dijkstra, bem como dos autores do artigo linkado é que indexação por 0 combinada com intervalo aberto costuma, em média, evitar erros por um, principalmente em lógicas de slicing. Pensando no seu exemplo, usar 0..100 com um intervalo aberto (n < 100) no término não resulta em nenhum problema. É possível, é claro, argumentar que 1..100 com intervalo fechado (n <= 100) seria similar. Dito isso, eu concordo com o seu ponto, usar size - 1 para obter o último elemento pode ser bastante contraintuitivo. No fundo é questão de convenção / preferência. – Anthony Accioly 7/01 às 15:53
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Bom, minha segunda sinalização rejeitada (de duas) :-)

Eu entendo que esse site possui regras diferentes do SO - e eu gostaria de aproveitar para dizer que esse site é meu favorito, por uma longa margem, dentre os sites da SE que eu visitei (que são mais do que podem ser vistos no meu perfil) - e talvez não seja tão bom comentar duma posição periférica. Essa é uma questão de opinião também :-)

OK, como resolver essa questão? Primeiro, pegar as quatro linguagens de idade que foram mencionadas, e identificar por que elas usaram "1" como ponto de partida (ao mesmo tempo, estabelecer qual, se alguma, possui "arrays" no sentido que eles são entendidos por muitos).

Então, pegar um punhado de linguagens, de preferência populares, e descobrir por que elas usam zero. Achar a linguagem mãe, onde deve haver uma relação óbvia.

Descobrir se algum dos dois conjuntos de respostas indicam um "agrupamento" de razão que por sua vez dê suporte à ideia de uma razão específica para esse traço.

Também descobrir para Lua e Mathematica (essa pode ser a parte mais fácil) por que eles usam um.

Juntar todos os resultados. Cogitar. Especular. Teorizar. Publicar.

Trabalho para um Historiador da Computação que especialize em Desenvolvimento de Linguagens.


Dijkstra

Um homem de opiniões, todas corretas de seu próprio ponto de vista. Porque para ele seu conhecimento é absoluto, e suas opiniões são fatos.

A man of opinions, every one of them correct to his own absolute certain knowledge.

Algumas citações das notas citadas nessa resposta.

I mention this experimental evidence - for what it is worth - because some people feel uncomfortable with conclusions that have not been confirmed in practice.


Many programming languages have been designed without due attention to this detail [that we had better regard zero as a most natural number].


[a mathematical colleague of mine] accused a number of younger computing scientists of "pedantry" because - as they do by habit - they started numbering at zero. He took consciously adopting the most sensible convention as a provocation.


Dijkstra escreve muito bem. É um prazer ler seus textos, não só pelo conteúdo mas também pelas pitadas de bom-humor.

Porém, afirmar que começar em zero é a única maneira de se fazer as coisas, e que qualquer outra opção não seria nem natural nem rigorosa é... uma afirmação, e parte do princípio de que tudo na sociedade (ou no trabalho), principalmente computação, deve ocorrer por meio do rigor, e levar a alguma conclusão natural que não possa ser contestada.

As coisas não funcionam assim.

Acho que Dijkstra adoraria entrar num elevador e ver um botão Piso 0. Ele talvez se recusasse a entrar num elevador que usasse T para o térreo ou 1 como o último andar antes da garagem.

Na verdade, eu gosto dessa ideia. Imagine o Dijkstra apertando zero e indo para na garagem. Ele volta para o elevador e aperta o zero de novo. Garagem outra vez. Ele iria escrever bem sobre isso, dizendo que o problema é do projeto do prédio. OK. Isso é só a minha opinião e a minha imaginação.

Abra uma gaveta de arquivos. Veja as pastas lá dentro. Se alguém diz "primeira", "última", "terceira a partir do fundo", "aquela ao lado da vermelha" ou algo assim, conseguimos encontrar o que procuramos, independentemente de contarmos do zero ou do um. Pode até ser que precisemos olhar o conteúdo de duas pastas para encontrar, mas vai dar certo se a informação que nos deram estiver correta.

Isso importa?

O processador da linguagem lida com tudo de qualquer forma. Não importa o que nós escrevemos (desde que apropriado para aquela linguagem), o processador da linguagem vai fazer o que ele tem de fazer. Em muitos exemplos não há mais um significado nem mesmo em si própria. Um array associativo não começa com zero, ou um. Hoje há muitas "construções de loop" que não têm de especificar um valor inicial, porque quando você pensa sobre isso, é razoável esperar de uma linguagem de nível mais alto que "eu gostaria de consultar todos os valores dessa coisa, compilador favor começar no lugar certo" funcione como esperado.


Não, eu não vou gastar mais esforço nessa pergunta do que ela vale, sinto muito. Eu a marquei como CW, já que essas são algumas reações a opiniões, em uma pergunta opinativa, que não pode ser respondida de outra forma senão com incertezas, eu certamente não quero nenhuma reputação por isso, ainda que alguém a julgue merecedora.

É uma pergunta para um bar na praia, pra quando você está preso num elevador com alguns programadores, ou para seus sonhos, quando você vence o debate e todo o mundo (da programação) concorda com você.


Posição Inicial 1 = Deslocamento 0

COBOL, aquela linguagem que está aí há um tempo e que talvez poucos entendam, não possui "arrays", mas ela tem "tabelas" com OCCURS.

01  A-TABLE.
    05  FILLER OCCURS 100 TIMES
        INDEXED BY AN-INDEX-NAME.
        10  SOME-DATA             PIC XX.

Para referenciar uma entrada na tabela, subscrevendo, você pode usar o índice data-item AN-INDEX-NAME ou usar um literal ou usar um data-name (somente inteiros, mas nós não temos "ints" dessa forma).

A maneira mais rápida de acessar um elemento é com um literal, porque o compilador calcula o deslocamento. O literal 1 ganha o deslocamento 0. O literal 2 ganha ((2-1) * tamanho do elemento) etc.

O índice data-item você atribui (SET) a um valor. Você faz SET ... TO 1 e o compilador usa um valor zero. Você usa SET ... TO 2 e o compilador usa ((2-1) * tamanho do elemento) etc. Você pode fazer SET ... UP ou SET ... DOWN e o compilador adiciona ou subtrai o tamanho do elemento de forma apropriada.

Usando um índice data-item é a segunda maneira mais rápida. Na maior parte do tempo.

Usando um data-item como subscrito, o compilador precisa gerar código para "converter" o valor para um deslocamento. Um pouco mais de trabalho. Sempre um data-name para subscrever com um valor de 1 será calculado para um deslocamento de 0.

Exceto. Para o caso especial, onde o tamanho do elemento é um.

Nesse caso, o compilador irá usar o valor de data-name diretamente, ele vai apenas "fingir" que a tabela começa um byte antes. Nesse caso especial, o data-name-for-a-subscript é mais rápido que usando o índice data-item.

Nós humanos sempre usamos 1 para a primeira entrada de uma tabela. O compilador usa 0, ou modifica sua implementação de 0 no caso especial de uma tabela com entradas de um único byte e usa 1 para a primeira entrada.

Agora, a situação é, com COBOL, nossas tabelas têm tamanho fixo. Nós precisamos saber quantas entradas existem na tabela, quais são de fato usadas. O compilador não pode nos dizer. Se nós temos que saber quantas são, nós temos que saber que é 0 quando não há nenhuma entrada. Se nós tivéssemos que subscrever de zero, nós teríamos um teste interessante para ver se nós excedemos o número de entradas em uma tabela.

Meu palpite seria que o exposto acima não é a razão pela qual a subscrição "começa" de um no design, mas que o design decidiu, porque o objetivo da linguagem era tornar mais fácil para humanos programarem, que começar por um era um conceito mais fácil de pegar o jeito (naquele estágio da história da computação).

Para conseguir uma base para um ou outro ponto, você provavelmente teria que dar uma olhada na linguagem FLOWMATIC, em que muito do design da mesma foi usada para COBOL.

Possíveltalvezquemsabe não foi nem uma decisão consciente mas algo tão "óbvio" que nem foi muito discutido.

Entretanto, é improvável que qualquer um vivo saiba a resposta para COBOL. Ou FORTRAN. Ou ALGOL. SMALLTALK é um pouco mais novo. Talvez uma resposta possa ser encontrada observando todas as notas de design de COBOL. Talvez não.

É uma pergunta apenas de especulação e opinião, e do modo que eu vejo não há uma resposta "certa" ou "errada" a por que essas linguagens dessa época fizeram assim.

Dijkstra, que parece achar que todos <ol><li> deveriam começar em 0, certamente não sabia.

Resposta traduzida livremente do original em inglês, no histórico de revisões.

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    Most people don't ever intend to design new programming languages. But some of us do, myself included. For us, this is a very relevant question, even if the answer turns out to be "a matter of preference" (it's not: computers are as happy consuming binary code, but programs are written by humans). I wouldn't ask every question about language design here at StackOverflow (most would be more appropriate in a platform like Discourse), but a selected few are sure answerable objectively (I have strong subjective reasons to shun 1-based indices, but they don't fit this site so I'm keeping to myself) – mgibsonbr 15/10/14 às 22:16
  • 1
    Agreed. In fact, one very good reason to choose between one or another is how well it integrates with other programs - potentially written in different languagues (most of them contemporary). BTW: IMHO the answer got a lot better after the edit (those facts about the reasoning behind COBOL implementations are very insightful), so I retracted my downvote. – mgibsonbr 15/10/14 às 22:27
  • 2
    So... who's going to translate this to Portuguese? :) – bfavaretto 15/10/14 às 22:43
  • 2
    @bfavaretto "So... who's going to translate this to Portuguese?" There is goes... Hopefully I didn't mess up the COBOL part. Only left the Dijkstra quote as it is, since I couldn't figure out its exact meaning ("correto com certeza absoluta, pelo menos até onde vai seu conhecimento"? "correto de acordo com seu conhecimento, que é certo e absoluto"? etc) – mgibsonbr 16/10/14 às 2:31
  • 1
    @mgibsonbr Eu também não sei traduzir a citação, tive a mesma dúvida. Bill, você pode explicar o significado pra gente? – bfavaretto 16/10/14 às 2:36

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