2

Dieferentemente de lapply, do.call aplica uma função em toda uma lista (que também é um data.frame). Considere o loop for abaixo:

set.seed(123)

for (i in 1:6) {
  assign(paste('var', i, sep = '_'), 
         runif(30, 20, 100))
}

Posso lançar mão de do.call para transformar estes vetores em um data.frame:

data_1 <- do.call(
  cbind.data.frame, 
  mget(ls(pattern = '*v'))
)

Mas, isso não faz sentido, pois a própria função (seja ela cbind.data.frame, sum, etc.) faria o mesmo sem a necessidade de aplicação de do.call. Por exemplo:

data_2 <- cbind.data.frame(mget(ls(pattern = '*v')))

Agora para a soma:

do.call(sum, data_2)
[1] 10826.89

sum(data_2)
[1] 10826.89

Pergunto:

  • Em qual contexto a função do.call tornar-se-ia indispensável? Por quê?
  • 1
    Ainda não consegui parar para responder, mas a ideia central é fazer vários chamados seguidos – Tomás Barcellos 9/03/19 às 22:55
  • 1
    Um exemplo clássico é do.call e rbind para uma lista de resultados. Lembro de algumas comparações que mostravam que o do.call era mais rápido. – Tomás Barcellos 9/03/19 às 22:57

1 Resposta 1

1

O do.call deve ser usado quando você quer passar uma lista de argumentos para uma função em oposição a passar uma lista como argumento para a função.

Ou seja, chamar do.call(rbind, lista) é o mesmo que chamar rbind(lista[[1]], lista[[2]], ..., lista[[n]]) que por sua vez é diferente de chamar rbind(lista) (ver ao final).

Além disso o do.call consegue ganhar performance em relação a outras opções.

library(tidyverse)

n <- 10 ^ 4 # 10 mil

gerar_range <- function(...) {
  valores <- range(rnorm(100))
  tibble(min = valores[1], max = valores[2])
}

lista <- map(seq_len(n), gerar_range)

microbenchmark::microbenchmark(
  do.call = do.call(rbind, lista),
  rbind = {
    res <- lista[[1]]
    for (i in lista[-1]) {
      res <- rbind(res, i)
    }
    res
  }
)
#> Unit: milliseconds
#>     expr       min        lq     mean    median        uq       max neval cld
#>  do.call  330.6749  354.1027  368.621  365.3997  381.5701  428.9259   100  a
#>    rbind 2611.6736 2727.6387 2828.675 2806.4544 2890.7625 3159.1669   100   b

Created on 2019-03-11 by the reprex package (v0.2.1)

Veja também que por conta do assinalado no início, chamar do.call(rbind, lista) e rbind(lista) podem ter resultados diferentes e por isso não podem/devem ser comparados. Exemplo:

rbind(lista[1:10])
     [,1]   [,2]   [,3]   [,4]   [,5]   [,6]   [,7]   [,8]   [,9]   [,10] 
[1,] List,2 List,2 List,2 List,2 List,2 List,2 List,2 List,2 List,2 List,2

do.call(rbind, lista[1:10])
# A tibble: 10 x 2
     min   max
   <dbl> <dbl>
 1 -2.67  2.24
 2 -2.36  2.24
 3 -2.84  2.82
 4 -2.30  2.05
 5 -3.01  2.73
 6 -2.07  2.75
 7 -2.21  2.76
 8 -3.13  2.14
 9 -2.32  1.92
10 -3.45  2.70

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