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Quando trabalhado com namespaces, é normal vermos a utilização do use para importar classes externas ao escopo local:

namespace Foo;

use Bar\Classe;
use DateTime;

Também é possível fazer o mesmo com funções:

namespace Foo;

use function Bar\funcao_qualquer;
use function is_null;

Verificando a documentação acerca da resolução de nomes é possível constatar que quando o nome a ser importado refere-se à uma função e essa não existe no namespace atual, o nome será resolvido para o escopo global.

For unqualified names, if no import rule applies and the name refers to a function or constant and the code is outside the global namespace, the name is resolved at runtime. Assuming the code is in namespace A\B, here is how a call to function foo() is resolved:

  1. It looks for a function from the current namespace: A\B\foo().
  2. It tries to find and call the global function foo().

Visto que uma função nativa sempre será resolvida até o escopo global naturalmente, existe alguma vantagem em importá-la via use? Para constantes globais a ideia é a mesma?

Vi fazerem isso na implementação do Zend Diactoros em que há:

use function array_key_exists;
use function fclose;
use function feof;
use function fopen;
use function fread;
use function fseek;
use function fstat;
use function ftell;
use function fwrite;
use function get_resource_type;
use function is_int;
use function is_resource;
use function is_string;
use function restore_error_handler;
use function set_error_handler;
use function stream_get_contents;
use function stream_get_meta_data;
use function strstr;

use const E_WARNING;
use const SEEK_SET;
  • Você sabe algo sobre isso que não é óbvio ou documentado? Me parece que não tem vantagem porque está trazendo pro escopo atual algo que já está no escopo atual. Mas poderia ser útil por algum problema de implementação mulambenta de resolução :) – Maniero 6/02 às 15:23
  • @Maniero A única justificativa que percebi foi para evitar que essas funções sejam reescritas dentro do namespace, mas não sei se seria somente isso. – Woss 6/02 às 15:25
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Existe vantagem em usar a diretiva use em funções e globais nativas dentro de um namespace. Há uma redução de tempo gasto em processamento que, considerando execuções massivas em aplicações de carga, fazem diferença. Não faz diferença para nossos sites pessoais cheios de teias de aranha.. Mas ganho é ganho!


Toon Verwerft, no final de 2016, criou um artigo (em inglês) que sintetiza uma discussão dessa época sobre o caso e que foi iniciada no Twitter (em inglês). No artigo, Verwerft também detalha o benchmark que fez e motivo para a diferença: internamente o PHP verifica primeiro se existe uma função no namespace atual e só depois no global por meio do opcode INIT_NS_FCALL_BY_NAME. Há custo de processamento.

Segundo os testes de Verwerft, a maneira de ganhar processamento é fazer chamadas de funções globais de forma completamente qualificadas (CQ) (fully qualified (FQ)). Uma chamada de função global completamente qualificada elimina o opcode INIT_NS_FCALL_BY_NAME. Nos testes, houve ganho de 2.26% em relação a chamada de funções globais não completamente qualificadas (NCQ) (non-fully qualified (Non-FQ)) - que são as chamadas normais.

Existem duas formas de deixar as globais completamente qualificadas:

<?php

// Método 1
namespace baz;
\foo();

// Método 2
namespace baz;
use function foo;
foo();

?>

No final do artigo, há uma listagem de soluções da comunidade feita por Verwerft. Da lista, listo algumas:

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