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Percebi que no r há um vetor oculto no globalenv(), chamado .Random.seed. Mesmo com o globalenv() sem nenhum objeto, .Random.seed ainda fica disponível quando se usa a função ls com o parâmetro TRUE no argumento all:

ls(all=FALSE)
#character(0)

ls(all=TRUE)
[1] ".Random.seed"

E, ao tentar eliminá-lo:

rm(list=ls())

ele ainda fica disponível, pois o length do globalenv() tem 1 como resultado:

length(globalenv())
[1] 1

Assim,

  • qual a utilidade do vetor .Random.seed?
  • como eliminar este vetor? E, quais implicações podem ocorrer caso seja removido?
  • 1
    Que brisa. Boa pergunta! – Tomás Barcellos 24/01/19 às 20:08
  • 2
    Mas é possível eliminar sim. Basta rm(list = ls(all.names = TRUE)). Depois disso, ls(all.names = TRUE) resulta em character(0). – Tomás Barcellos 24/01/19 às 20:10
  • 1
    Outra questão interessante é saber por que ele está no .GlobalEnv. Outros objetos escondidos, como o .Library ficam no base, por exemplo. – Tomás Barcellos 24/01/19 às 20:18
  • Editei a pegunta com base no seu comentário. – neves 24/01/19 às 22:54
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.Random.seed é um vetor de inteiros, contendo o estado do gerador de números aleatórios (RNG) para a geração de números aleatórios em R. Ele pode ser salvo e restaurado, mas não deve ser alterado pelo usuário.

Ele é aplicado em funções como rnorm, rexp, ..., que geram números aleatórios em determinadas distribuições. Então se você não estiver usando números aleatórios, então não deverá ter problemas.

1

Vou complementar a resposta dada pelo @Márcio Mocellin, referente ao segundo tópico:

como eliminar este objeto?

Como citado pelo @Tomás Barcellos nos comentários:

rm(list = ls(all.names = TRUE))
ls(all.names = TRUE)

E, quais implicações podem ocorrer caso seja removido?

Fiz dois testes para verificar a existência de possíveis problemas quanto a isso:

  • primeiro, eliminei .Random.seed;

  • segundo, apliquei duas funções que geram e definem padrões de números aleatórios (apliquei sample e set.seed, respectivamente).

sample funcionou corretamente. E, curiosamente, .Random.seed foi ativada, retornando ao globalenv(). Para provar isto:

#Eliminar .Random.seed do globalenv()
rm(list = ls(all.names = TRUE))
ls(all.names = TRUE)
#character(0)

#Aplicação da função
x<-sample(1:10,10,replace=T)
#[1] 44 39 27 17 10 17 49 49  5 21

#Reaparecimento da função .Random.seed ao globalenv()
ls(all.names = TRUE)
#[1] ".Random.seed" "x"

Quando usa-se a função set.seed, .Random.seed também é ativada e retorna ao globalenv():

#Eliminar .Random.seed do globalenv()
rm(list = ls(all.names = TRUE))
ls(all.names = TRUE)
#character(0)

#Aplicação da função
set.seed(456)

#Reaparecimento da função .Random.seed ao globalenv()
ls(all.names = TRUE)
[1] ".Random.seed"
  • Esta foi uma resposta empírica, baseada em testes. Não sei dizer se existe alguma situação na qual a remoção de .Random.seed seja prejudicial. Só a teoria pode dizer isto. Infelizmente, não encontrei nada (confiável) sobre.

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