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Ao capítulo 11 do livro Advanced R, o autor define Function Operator como:

A function operator is a function that takes one (or more) functions as input and returns a function as output.

Tradução Google Translate

Um operador de função é uma função que recebe uma (ou mais) funções como entrada e retorna uma função como saída.

A minha dúvida com esta definição é em relação ao conceito de Function Factory:

A factory for making new functions

Tradução Google Translate

Uma fábrica para fazer novas funções.

Mas, uma Function Factory também recebe funções e retorna uma função como saída:

fun <- function(x){
  c(sum(x), mean(x), sd(x))
}

fun é a função retornada.

Então,

  • qual é a diferença entre Function Operator e Function Factory?
2
+50

O @Ailton está correto quando diz

operador é um caso particular de fábrica.

Mas vou ilustrar melhor essa idéia. Há fábricas de funções que podem ser de diversos tipos, vou mostrar fábricas que são do tipo operador e fábricas que não o são.

Fábricas - o caso geral

A motivação de uma fábrica de funções é fazer uma metafunção, ou seja, uma função que cria outras funções. Com ela somos capazes de abstrair o processo de criação de funções semelhantes.

Um ótimo exemplo de fábricas dentro do são as funções color* do pacote . Essa funções retornam funções que mapeiam valor em cores.

verdes <- leaflet::colorNumeric("Greens", c(0, 4))
args(verdes)
# function (x) 
# NULL

A fábrica nos permite criar uma paleta de cores de forma muito semelhante para o vermelho, por exemplo.

vermelhos <- leaflet::colorNumeric("Reds", c(0,4))
verdes(2)
# [1] "#74C476"
vermelhos(2)
# [1] "#FB6A4A"

Veja, contudo, que a definição geral de fábrica até agora nos permite incluir nela quaisquer funções que retornem uma função, sem incluir restrições ou casos especiais. a colorNumeric, por exemplo, usa textos e números para criar sua função.

Operador funcional - o caso específico

É possível pensarmos num caso específico de fábrica. Um tipo que recebe funções para construir a função retornada. Essa ideia nos permite criar abstrações para pensarmos sobre como modificar as funções recebidas como argumentos.

Um operador funcional não precisa necessariamente operar apenas funções, ele pode receber argumentos de outros tipos também. É necessário, contudo, que receba ao menos uma função dentro seus argumentos.

No capítulo do Hadley Wickham citado ele elenca quatro tipos de operadores:

  1. De comportamento
  2. De saída (output)
  3. De entrada (input)
  4. De combinação

Um exemplo seria criar um próprio pipe.

pipe <- function(...) {
  dots <- list(...)

  function(x) {
    for (i in seq_along(dots)) {
      x <- dots[[i]](x)
    }
    x
  }
}

soma_raizes <- pipe(sqrt, sum)
soma_raizes(c(1, 4, 9))
# [1] 6

Bons exemplos de operadores funcionais no são purrr::safely() e purrr::quietly().

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Não estou dando uma definição formal, mas você tem razão em perceber que os dois conceitos são relacionados. Neste caso, operador é um caso particular de fábrica.

Em Matemática, a expressão operador é usada para algo que associa elementos em um mesmo conjunto. Por exemplo, no R, + é uma função que pode ser chamada assim:

`+`(2, 3)

Sendo uma função que aceita argumentos numéricos e que retorna um valor numérico, ela também pode ser chamada de operador numérico.

Analogamente, um operador funcional não deixa de ser uma fábrica, mas tem como argumentos apenas funções e é algo que retorna uma função.

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