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Estou a migrar para o package purrr, principalmente em relação ao uso da função map. Mas, estou com muita dificuldade de entender os conceitos de programação funcional no purrr.

Gostaria de aprender a aplicar os parâmetros (.x) e (.) dentro de map, em vez de usar o function(x) com a família apply.

Mais precisamente,

  • em quais contextos usar (.x) e (.)?

  • (.x) e (.) são substitutos definitivos de function(x)?

  • como usar (.x) e (.) em outros packages e funções, como dplyr::mutate?

Para demonstrar a minha dificuldade, tento a horas escrever a função a seguir em um map com (.x) e (.), a qual só consigo com function(x):

library(tidyverse)

map(1:10,function(x){
  names<-str_c('var',x)
  assign(names,runif(30,20,100),envir=.GlobalEnv)
})

Já tentei várias configurações com map e (.x) e (.), mas só são geradas mensagens de erro.

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As funções do purrr possuem a seguinte sintaxe:

map(vetor_ou_lista, funcao)

Em seguida o que ele faz é aplicar a funcao para cada elemento do vetor_ou_lista.

funcao pode ser qualquer função do R ou uma função anônima, como no seu exemplo.

Funções anônimas como fórmulas

No entanto, o purrr fornece uma sintaxe alternativa para criar funções anônimas.

Essa sintaxe funciona da seguinte forma:

map(vetor_ou_lista, ~mean(.x + 2))

Nesse caso, a fórmula ~mean(.x +2)) é equivalente a usar como argumento uma função assim:

function(.x) {
  mean(.x + 2)
}

Note o ~ é importante para indicar que você está usando a sintaxe alternativa.Isso tem a ver com o purrr.

O caso do .

Já o . vem por em geral usarmos o operador pipe (%>%). Por padrão o pipe passa o objeto que está a esquerda como primeiro argumento da função que está a sua direita, mas podemos mudar este comportamento usando o ., por exemplo:

TRUE %>% mean(x = 1:10, na.rm = .)

No caso acima estamos passando o . (TRUE) para o argumento na.rm da função mean.

Um outro comportamento interessante e pouco intuitivo é que se você usar o . dentro de uma chamada aninhada dentro da função da direita, ele ainda irá usar o objeto da esquerda como primeiro argumento da direita. Por exemplo:

1:10 %>% cor(y  = rev(.))
#> -1

Veja que neste caso ele calcula a correlação de x com rev(x) o que não teria ocorrido se fizéssemos:

1:10 %>% cor(y  = .)
Error in is.data.frame(x) : argument "x" is missing, with no default

Sendo assim, podemos usar esse comportamento também com o purrr, já que o map é uma função do R como qualquer outra. Isso então pode funcionar:

mtcars %>% keep(names(.) %in% c("gear", "carb"))

Veja que aqui, não uso ~, já que estou retornando um vetor de TRUE e FALSE's.

A sua função

No caso da sua função, acho que o ideal seria fazer algo assim:

1:10 %>% 
  str_c("var", .) %>% 
  map(~assign(.x, runif(30,20,100),envir=.GlobalEnv))

Outros pacotes

A partir da versão 0.8.0 do dplyr (que ainda não foi para o CRAN, mas está no Github) você poderá usar essa sintaxe nas funções mutate_*, summarise_*, etc.

Na versão 0.8 você pode fazer isso, por exemplo:

mtcars %>% mutate_at(c("cyl", "gear"), ~.x + 1e6)

Até as versões anteriores, o jeito do dplyr era um pouco diferente pois usava a função funs:

mtcars %>% mutate_at(vars(cyl, gear), funs(. + 1e6))

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