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Supondo que eu crie um arquivo .h para a especificação de uma função

func.h

#ifndef FUNC_H
#define FUNC_H

int xPy(int x, int y);

#endif //FUNC_H

e depois criei a implementação dessa função em um arquivo .c, como:

func.c

int xPy(int x, int y) {
   int result;
   result = x+y;
   return result;
}

Eu poderei incluir o "func.h" em um novo arquivo (suponhamos main.c)

Suposto código de main.c

#include "func.h"

int main() {
   int a = func(10, 10);
   return 0;
}

Até aí tudo bem, porém, no processo de compilação parece não ser o bastante fazer

gcc main.c -o main

Eu tenho de fazer

gcc func.c main.c -o main

Eu gostaria de saber o porquê disto ser necessário. A diretiva #include "func.h" não deveria fazer o compilador buscar o arquivo func.c automaticamente?

No caso estou usando GCC 8.2.0.

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    @maniero Eu imaginei que o compilador fosse buscar o arquivo .c pelo fato de quando eu faço um #include <stdio.h> por exemplo, o arquivo stdio.h possui apenas a assinatura da função printf, a implementação dessa função fica em outro arquivo e o compilador adicional de forma transparente. – Tom 1/01 às 20:42
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    Imagino que queria comentar na resposta, mas vamos lá. Aí está falando de biblioteca que de fato o compilador coloca automaticamente porque ele sabe tudo o que precisava saber sobre isso e é mais pra´tico na maioria dos casos, mas note que isso nem é verdade em todas bibliotecas, a math não é automática: pt.stackoverflow.com/q/286771/101 – Maniero 1/01 às 21:04
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    nunca havia utilizado o site para fazer perguntas antes, mas obrigado pelos esclarecimentos, me ajudou muito – Tom 1/01 às 21:34
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Se reler sua pergunta, analisando o texto com cuidado, já terá a resposta. Nele está escrito que você quer que o func.c seja incluído na sua aplicação. Você diz que já usou o #include "func.h". Onde você está incluindo o func.c? Na linha de comando do compilador. Ora, se não colocar em algum lugar, e este é o lugar, como o compilador saberá que é para colocá-lo. Portanto a resposta objetiva e direta para sua pergunta é que precisa ser colocado em algum lugar, não tem como o compilador adivinhar.

Em seguida especula sobre ele fazer automático. Mas que automação seria esta? Como colocar o func.h faria o compilador adivinhar que deveria colocar alguma outra coisa? Que coisa seria esta? Será que está pensando que porque colocou um arquivo chamado func com extensão .h deveria colocar também um outro com extensão .c?

Isto não faz sentido, porque estes nomes, essas extensões são meras convenções. Na verdade faria bem pouco sentido porque um arquivo .c pode precisar de mais de um .h ou o contrário e um .h se referir a implementações que estão em mais de um .c. E mais, o .h nem é obrigatório. E nem estou falando da extensão que poderia ser outra, o cabeçalho não é obrigatório (ainda que possa gerar algumas dificuldades futuras de organização, mas é só algo que você escolhe para seu projeto).

Uma coisa nada tem a ver com outra. Inclusive a inclusão é só uma maneira de trazer um texto que está em outro arquivo para o arquivo atual, nada mais que isso, a diretiva sequer processa seu conteúdo, não tem inteligência, é só parte de um preprocessador, nem é o compilador em si que está operando ali.

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