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Estou com uma dúvida em relação a alocação dinâmica em c, quanto ao uso da função malloc().

Se pegarmos, por exemplo, um caso de cadastro de um nome completo, como não temos como saber a quantidade de caracteres, nós criamos o malloc(), dessa forma, o campo irá se ajustar ao tamanho exato digitado pelo usuário, correto?

Mas em todo exemplo que vejo, há a inserção da quantidade de bytes que serão alocados, exemplo:

char *c = malloc(sizeof(char) * quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor;

Ou seja, nesse caso vou estar alocando quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor vezes o tamanho de um char. Entretanto, o objeto de usar malloc(), não seria porque não sei a quantidade total de elementos?

Ou seja, não preciso chutar um tamanho estático, delimitando a quantidade máxima de elementos. Usando essa variável quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor não tira esse propósito?

Se eu sei a quantidade total de elementos, qual a diferença então de já definir um tamanho estático? Exemplo:

char c[20]; 

O que eu sei é que, se eu fazer uma alocação dinâmica, a alocação de memória será feita na execução do programa, e não na sua compilação, como ocorre quando há a definição de um vetor estático.

O motivo de ter que usar uma alocação do tipo:

char *c = malloc(sizeof(char) * quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor;

Seria porque em linguagem C, preciso saber o tamanho do meu vetor para conseguir percorre o mesmo?

Ainda usando essa linha de código acima como exemplo, se eu dizer que:

quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor = 20;

Quer dizer que estarei alocando 20 bytes (sizeof(char) * 20, considerando que tamanho de um char é igual a 1), certo? E se nesse caso, eu entrasse uma palavra que tivesse apenas 10 caracteres? Eu iria ocupar apenas os 10 primeiros espaços e os outros 10? Haveria um desperdício nesse caso então?

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Se pegarmos, por exemplo, um caso de cadastro de um nome completo, como não temos como saber a quantidade de caracteres, nós criamos o malloc(), dessa forma, o campo irá se ajustar ao tamanho exato digitado pelo usuário, correto?

Geralmente não, é comum você estabelecer um tamanho máximo que o nome terá e aloca essa quantia. Eventualmente podem ser feitas otimizações posteriores se for necessário. Quase sempre você escolhe se quer ter o melhor consumo de memória ou o menor processamento possível.

É possível usar uma estratégia de realloc(), mas em grande parte dos casos não compensa o esforço. Ela vai crescendo a alocação conforme a necessidade, mas quase sempre é uma solução pior. Exemplo.

Mas em todo exemplo que vejo há a inserção da quantidade de bytes que serão alocados, exemplo:

char *c = malloc(sizeof(char) * quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor;

Ou seja, nesse caso estarei alocando quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor vezes o tamanho de um char. Entretanto, o objeto de usar malloc(), não seria porque não sei a quantidade total de elementos?

Não, o objetivo do seu uso é alocar na memória dinâmica, geralmente o heap (pelo menos é assim em todas implementações "sérias" de C padrão. Só isto, você tem que saber a quantidade de bytes a ser alocado.

Ou seja, não preciso chutar um tamanho estático, delimitando a quantidade máxima de elementos. Usando essa variável quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor não tira esse propósito?

Seu conceito de "tamanho estático" e todo uso do termo estático por aí está incorreto, o estático é outra coisa, é algo que é imutável desde a inicialização da aplicação e definido durante a compilação, portanto não podem receber valores em tempo de execução.

Veja O que impede um array de ser inicializado com um tamanho variável em C?. Ou ainda Como armazenar uma string qualquer em C?.

E qual é o tamanho de char? É sempre 1, então eu tenho vontade de chorar quando usam sizeof(char).

Se eu sei a quantidade total de elementos, qual a diferença então de já definir um tamanho estático? Exemplo:

char c[20]; 

Esta sintaxe determina que é alocado na memória automática (que não é estática), ou seja, o stack (portanto só existirá no escopo onde foi criado). É a única diferença importante para o malloc(), até porque o malloc() também exige um tamanho conhecido. Não existe mágica, não existe elasticidade. Veja Qual a diferença entre ponteiro para vetor e ponteiro para variável?.

O que eu sei é que, se eu fizer uma alocação dinâmica, a alocação de memória será feita na execução do programa, e não na sua compilação, como ocorre quando há a definição de um vetor estático.

Na prática toda alocação é feita na execução. Não existe isso de alocação na compilação. Existe alocação definida durante a compilação que ocorre na área estática. Mesmo na área automática o tamanho pode ser definido no momento da necessidade, e claro, ela será feita só na execução. Algo assim é permitido:

char c[x]; //x é lido pelo teclado antes desta linha

O motivo de ter que usar uma alocação do tipo:

char *c = malloc(sizeof(char) * quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor;

Seria porque em linguagem C, preciso saber o tamanho do meu vetor para conseguir percorre o mesmo?

Não, isto está incorreto. Usa assim porque quer que o tempo de vida do objeto seja desassociado do tempo de vida da função (a tal da área automática) que o criou, ou então você quer garantir que o tamanho do objeto não crie complicadores para a pilha que tem um tamanho limitado, neste caso está se assegurando porque sabe que potencialmente o objeto pode ser grande demais e até mesmo dar um stack Overflow.

Ainda usando essa linha de código acima como exemplo, se eu dizer que:

quantidade_de_elementos_que_vou_ter_no_meu_vetor = 20;

Isto apenas está atribuindo o valor 20 para uma variável com nome muito longo que já deve estar declarada previamente. O resto é especulação.

Quer dizer que estarei alocando 20 bytes (sizeof(char) * 20, considerando que tamanho de um char é igual a 1), certo?

Sim.

E se nesse caso, eu entrasse uma palavra que tivesse apenas 10 caracteres? Eu iria ocupar apenas os 10 primeiros espaços e os outros 10? Haveria um desperdício nesse caso então?

De certa forma, sim. Não sei se dá para chamar de desperdício, mas de fato ele fica sem uso. É normal. Há tantos outros "desperdícios" que a maioria dos programadores nunca se dão conta. Há casos que o "desperdício" (overhead) de um vetor no stack é menor, ou pelo menos não muito maior que o do uso do malloc(). Quase todas implementações de malloc() "desperdiçam" espaço (as que não o fazem tem outros problemas piores, por isso nem são usadas de fato). Sem falar que é muito mais complicado gerenciá-lo. E e tem uma performance pior em quase todos casos. Ele deveria ser sempre a última opção na maioria dos cenários.

Pode ser útil:

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como não temos como saber a quantidade de caracteres, nós criamos o malloc, dessa forma, o campo ira se ajustar ao tamanho exato digitado pelo usuário, correto?

Incorreto, tanto em alocação estática como dinamica o tamanho tem que ser definido e não existe nenhum ajuste automatico. Se reservou espaço para 20 carateres então só pode guardar 20 careteres.

Mas em todo exemplo que vejo, há a inserção da quantidade de bytes que serão alocados

É precisamente como a função funciona. Se olhar para a documentação você vê que apenas um parametro é recebido, a quantidade de bytes a alocar. Isto significa que malloc(34) indica que quer requisitar uma area de na memória com 34 bytes de tamanho. Logo fica ao seu critério de dizer a quantidade de bytes correta para o que você pretende guardar.

Entretanto, o objeto de usar malloc, não seria porque não sei a quantidade total de elementos?

Nem por isso. A maior motivação para usar alocação dinamica seria fazer com que o espaço de memoria se mantenha até que seja feito free. Em contraste, na alocação estática que exemplificou com char c[20]; no fim da função esse array de chars é liberado e não pode mais aceder a ele.

E se nesse caso, eu entrasse uma palavra que tivesse apenas 10 caracteres? Eu iria ocupar apenas os 10 primeiros espaços e os outros 10? Haveria um desperdício nesse caso então?

Usa os primeiros 10 e ainda tem de usar mais um para o terminador, senão não tem uma string corretamente terminada. Os restantes ficam por utilizar e tem o valor que já estava na memória, que aos nossos olhos acabam por ser aleatorios.

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