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Existem diversas funções que servem para identificar classes no R (ou, pelo menos, "acho" que sejam para este fim), tais como:

class()
mode()
typeof()
storage.mode()
str()

que, com um simples exemplo:

x<-(1:5)

class(x) # [1] "integer"
mode(x) # [1] "numeric"
typeof(x) # [1] "integer"
storage.mode(x) # [1] "integer"
str(x) # int [1:5] 1 2 3 4 5

ou

print(c(class(x),mode(x),storage.mode(x),typeof(x),str(x)))
#  int [1:5] 1 2 3 4 5
  # [1] "integer" "numeric" "integer" "integer"

não retornam o mesmo resultado. Mais precisamente, mode é a única função que retorna um resultado diferente.

Agora, considere:

y<-c(1:100)
x<-c(101:200)

reg<-lm(y~x)
summary(reg)

class(reg) # [1] "lm"
mode(reg) # [1] "list"
typeof(reg) # [1] "list"
storage.mode(reg) # [1] "list"
str(reg) # List of 12
# $ coefficients : Named num [1:2] 1 1
 # ..- attr(*, "names")= chr [1:2] "(Intercept)" "a"

e, de novo, não devolvem o mesmo resultado. E, desta vez, class é a única função que traz um retorno diferente.

Assim,

  • quais as diferenças entre estas funções?
  • em quais contextos cada uma delas se aplica?
  • por que há diferença no retorno entre objetos distintos (x e reg)?
2

class avalia qual é a classe do objeto. Objetos no R tem diferentes funções que podem ser atribuídas aos mesmos dependendo da classe. Você pode usar essa função juntamente com methods() para identificar quais funções podem ser aplicadas no seu objeto. Por exemplo, methods(class = class(reg)):

 [1] add1           alias          anova          case.names     coerce         confint        cooks.distance deviance      
 [9] dfbeta         dfbetas        drop1          dummy.coef     effects        extractAIC     family         formula       
[17] hatvalues      influence      initialize     kappa          labels         logLik         model.frame    model.matrix  
[25] nobs           plot           predict        print          proj           qr             residuals      rstandard     
[33] rstudent       show           simulate       slotsFromS3    summary        variable.names vcov

apresenta todas as funções que são compatíveis com o resultado de lm. Faça methods(class = class(iris)) e você verá todas as funções que podem ser aplicadas em um data.frame

str é basicamente uma forma de mostar o seu objeto de uma forma resumida, para que você consiga ter um rápido overview de todo o conteúdo e a estrutura dele, bem como o seu tipo. Ela apenas printa o conteúdo, isto é, não tem nenhum valor de retorno.

mode, storage.mode e typeof mostram como um objeto é guardado internamente no R. Todo data.frame é uma lista, por isso mode(iris) retorna uma lista (pois é como um R armazena internamente) e não um data.frame (via class). A diferença de numeric para mode(x) e integer para storage.mode(x) e typeof(x) pode ser encontrado em ?mode (Mode names):

Modes have the same set of names as types (see typeof) except that

 types "integer" and "double" are returned as "numeric".

 types "special" and "builtin" are returned as "function".

 type "symbol" is called mode "name".

 type "language" is returned as "(" or "call".

Em que a primeira linha diz que mode retorna numeric para integer and double (ao contrário de typeof).

Por fim, mode e storage.mode se utilizam do typeof e retornam um diferente objeto; além de poder atribuir um novo tipo de objeto. Mode é mais compatível com a linguagem S; typeof retorna o "tipo" do objeto a partir do ponto de vista do R (veja aqui). Esse exemplo do help(mode) ilustra bem isso:

 cex3 <- c("NULL", "1", "1:1", "1i", "list(1)", "data.frame(x = 1)",
           "pairlist(pi)", "c", "lm", "formals(lm)[[1]]",  "formals(lm)[[2]]",
           "y ~ x","expression((1))[[1]]", "(y ~ x)[[1]]",
           "expression(x <- pi)[[1]][[1]]")
 lex3 <- sapply(cex3, function(x) eval(parse(text = x)))
 mex3 <- t(sapply(lex3,
                  function(x) c(typeof(x), storage.mode(x), mode(x))))
 dimnames(mex3) <- list(cex3, c("typeof(.)","storage.mode(.)","mode(.)"))
 mex3

                              typeof(.)  storage.mode(.) mode(.)   
NULL                          "NULL"     "NULL"          "NULL"    
1                             "double"   "double"        "numeric" 
1:1                           "integer"  "integer"       "numeric" 
1i                            "complex"  "complex"       "complex" 
list(1)                       "list"     "list"          "list"    
data.frame(x = 1)             "list"     "list"          "list"    
pairlist(pi)                  "pairlist" "pairlist"      "pairlist"
c                             "builtin"  "function"      "function"
lm                            "closure"  "function"      "function"
formals(lm)[[1]]              "symbol"   "symbol"        "name"    
formals(lm)[[2]]              "symbol"   "symbol"        "name"    
y ~ x                         "language" "language"      "call"    
expression((1))[[1]]          "language" "language"      "("       
(y ~ x)[[1]]                  "symbol"   "symbol"        "name"    
expression(x <- pi)[[1]][[1]] "symbol"   "symbol"        "name"    

Em resumo:

  • Use str(x) para ver o seu objeto de forma rápida;
  • Use methods(class = class(x)) para verificar quais funções podem ser aplicadas no seu objeto;
  • Use typeof(x) para ver o tipo que o seu objeto é guardado internamente;
  • storage.mode tem resultados muito parecidos do typeof, e mode usa os resultados do typeof e as modifica, além de ambos serem capazes de modificar o tipo do objeto;

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