5

No R, vetores idênticos (que contém os mesmos números) podem assumir as classes numeric e integer. Por exemplo:

x<-(1:5)
class(x)
[1] "integer"

x<-c(1,2,3,4,5)
class(x)
[1] "numeric"
  • Por quê isso ocorre?
  • Qual vetor utilizar em detrimento de outro e, por conta de que aspecto (vantagens e desvantagens)?
  • Qual é a relação de uma variável tipo double com estas classes anteriores?
  • Há alguma conexão entre o conceito de "ponto flutuante" e estas classes?
4

Por que isso ocorre?

O R possui duas classes de números: integer e numeric. A classe integer serve apenas para registrar números inteiros, enquanto numeric serve para registrar números reais (embora, se eu quisesse usar uma linguagem mais precisa, o correto é dizer que são números de ponto flutuante com dupla precisão).

Por padrão, vetores construídos com : são integer, enquanto vetores construídos com c são construídos como numeric. É assim porque é assim. Era necessário escolher uma maneira de padronizar a criação de vetores. Além disso, a maioria das operações matemáticas nos computadores é feita utilizando aritmética de ponto flutuante, então fazer a função c criar vetores desta classe evita que vetores integer tenham que ser convertidos para numeric quanto alguma operação que não esteja definida nos inteiros tenha que ser realizada.

Entretanto, é possível utilizar a função c para construir um vetor com inteiros:

x <- c(1L, 2L, 3L, 4L, 5L)
class(x)
[1] "integer"

O caracter L após um número indica ao R que desejamos que este número seja registrado na memória como um inteiro.

Qual vetor utilizar em detrimento de outro? Por conta de que aspecto (vantagens e desvantagens)?

Para a imensa maioria dos casos, tanto faz. A classe integer ocupa menos espaço na memória:

x <- 1:100
object.size(x)
448 bytes
object.size(as.numeric(x))
848 bytes

Desta forma, talvez hajam situações extremas em que a economia causada pelo uso de integer se justifique, mas não é algo com o qual eu me preocuparia se meus programas estiverem rodando na memória disponível na minha máquina.

Assim, embora integer ocupe menos memória, esta classe não consegue representar tantos números diferentes quanto numeric:

.Machine$integer.max
[1] 2147483647
.Machine$double.xmax
1.797693e+308

Veja que no meu PC, o maior inteiro que o R consegue representar é 2147483647 (dois bilhões e pouco), enquanto o maior número de ponto flutuante é bem maior e acho que nem tem nome oficial. Este limite para os inteiros é bem fácil de verificar:

as.integer(2147483647)
[1] 2147483647
as.integer(2147483647+1)
[1] NA

Veja que até 2147483647 é possível guardar um valor inteiro na memória do R, mas se eu adiciono uma unidade a ele, ocorre um erro, justamente porque o limite foi ultrapassado.

Portanto, embora os inteiros ocupem menos espaço na memória, talvez não seja uma boa ideia utilizá-los caso algum cálculo passe de 2147483647 ou hajam operações matemáticas que possam sair do domínio dos inteiros, como a divisão, por exemplo.

Qual é a relação de uma variável tipo double com estas classes anteriores? Há alguma conexão entre o conceito de "ponto flutuante" e estas classes?

Creio que eu tenha respondido esta pergunta dentro das anteriores.

Sua resposta

By clicking “Publique sua resposta”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Esta não é a resposta que você está procurando? Pesquise outras perguntas com a tag ou faça sua própria pergunta.