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Desejo abrir uma tabela SQL direto num data.table. Quando faço uma query com dbGetQuery, o que obtenho é um data.frame. Eu sei que depois posso transformar esse data.frame num data.table facilmente. Mas eu gostaria de pular essa etapa -- que em determinadas ocasiões pode não ser computacionalmente eficiente.

Abaixo um código mínimo reprodutível:

    library(sqldf)
    library(data.table)

    A <- data.frame(var1 = 1:10, var2=55:64)
    drv <- dbDriver("SQLite") 
    con <- dbConnect(drv, "basequalquer.db") 
    dbWriteTable(con, "TabelaA", A) 

Na linha de comando abaixo, estou aplicando o comando data.table sobre o resultado do dbGetQuery (que vem como data.frame). É exatamente isso que eu NÃO gostaria de fazer...

    data.table(dbGetQuery(con, "Select * from TabelaA"))
        row_names var1 var2
     1:         1    1   55
     2:         2    2   56
     3:         3    3   57
     4:         4    4   58
     5:         5    5   59
     6:         6    6   60
     7:         7    7   61
     8:         8    8   62
     9:         9    9   63
    10:        10   10   64

Sugestões?

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Dando uma fuçada no código descrobri que o segredo está na função fetch, que é uma implementação feita no pacote RSQLite, para objetos do tipo SQLiteResult (classe S4), que implementa o método genérico de mesmo nome definido no pacote DBI. No seu código, a função dbGetQuery usa fetch. Assim, primeiro vou reproduzir seu código isolando a função fetch:

library(DBI)
library(RSQLite)

A <- data.frame(var1 = 1:10, var2=55:64)
drv <- dbDriver("SQLite") 
con <- dbConnect(drv, "basequalquer.db") 
dbWriteTable(con, "TabelaA", A) 
res <- dbSendQuery(con, "Select * from TabelaA")
fetch(res)

Olhando no código fonte do pacote RSQLite, podemos ver que fetch chama a função sqliteFetch, copiada abaixo, que por sua vez chama um algoritmo em C, que faz todo o trabalho sujo e retorna NULL ou uma list.

sqliteFetch <- function(res, n = 0) {  
  check_valid(res)

  # Returns NULL, or a list
  rel <- .Call(rsqlite_query_fetch, res@Id, nrec = as.integer(n))
  if (is.null(rel)) return(data.frame())

  attr(rel, "row.names") <- .set_row_names(length(rel[[1]]))
  attr(rel, "class") <- "data.frame"
  rel
}

Note que o resultado rel torna-se um data.frame depois disso. Você poderia até tentar transformar essa lista em data.table, mas isso não seria muito diferente de transformar um data.frame em um data.table.

Assim, a menos que alguém já tenha implementado uma solução alternativa, para resolver seu problema você teria de reimplementar a função em C para que retorne um objeto do tipo data.table (que basicamente é um data.frame com um ponteiro como atributo). Além disso, você precisaria mudar a definição genérica de fetch, que espera como resultado um data.frame (veja aqui).

Eu particularmente não acho que valeria à pena, pois o ganho em eficiência não seria tão significativo, mas o esforço seria.

A propósito, sugiro que considere a utilização do fantástico pacote dplyr, que possui funções para extração eficiente de bases de dados, usando "avaliação preguiçosa" (basicamente, você pode usar as funções mutate, filter, select, etc. do vocabulário do dplyr e o pacote magicamente transforma essas operações em SQL antes de baixar os dados, o que pode resultar em um enorme ganho em transferência de dados). Além disso, o pacote foi feito para ser intuitivo e fácil de usar. Veja aqui.

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