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Utilizando Python3, como ficaria o método construtor da classe Z?

class W:
    def __init__(self, atributo1):
        self.atributo1 = atributo1

    def metodo1(self):
        print("Metodo1")

class X(W):
    def __init__(self, atributo1, atributo2):
        super().__init__(atributo1)
        self.atributo2 = atributo2

class Y(W):
    def __init__(self, atributo1, atributo3):
        super().__init__(atributo1)
        self.atributo3 = atributo3

    def metodo2(self):
        print("Metodo2")

class Z(X, Y):
    pass
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Você tem um problema valioso nas mãos.

Essa questão é o que chamamos de problema do diamante e ocorre na herança múltipla quando uma classe herda de duas classes que herdam de uma mesma classe.

inserir a descrição da imagem aqui

E o problema é justamente esse: os atributos de A devem ser passados para D através de B ou de C? De ambos não dá, senão ficariam duplicados. No seu caso, você possui o campo atributo1 em W. Qual deverá ser o valor final de atributo1, o que eu passar pela classe X ou pela classe Y?

O problema se agrava ainda mais porque você fez mal uso da função super. Isso possivelmente se dá porque você não entendeu bem o que ela faz.

No seu caso, a classe Z não possui um método inicializador (__init__) e o MRO define que o nome do método será resolvido primeiro em X. Lembre-se que estamos trabalhando com uma instância de Z. Assim, o método X.__init__ será executado primeiro.

O método X.__init__ chama a função super, que nos retorna um objeto proxy para a próxima classe na sequência definida pelo MRO da nossa instância. Como trabalhamos como uma instância de Z e estamos na classe X, a próxima classe na sequência definida pela MRO será Y. Ou seja, quando você faz super().__init__(atributo1) em X, você chamará o inicializador de Y. WTF?

Percebe a confusão? Uma classe X que herda apenas de W está invocando um método em Y. Mas calma, não é o bicho de sete cabeças (mas é o de múltiplas cabeças :D).

Se você ler a documentação da função super, que acredito que já tenha lido, verá que ela funciona bem com múltipla herança quando todas as classes possuem a mesma assinatura. Mas como possuir a mesma assinatura se cada classe demanda parâmetros diferentes? Aí é você, como desenvolvedor e autor do projeto, que deve definir o que deve ser feito ou não. Faça analisando as consequências. Uma das formas é utilizar o parâmetro coringa **kwargs e utilizar apenas parâmetros nomeados. Algo como:

class W:
    def __init__(self, **kwargs):
        self.atributo1 = kwargs['atributo1']

    def metodo1(self):
        print("Metodo1")

class X(W):
    def __init__(self, **kwargs):
        super().__init__(**kwargs)
        self.atributo2 = kwargs['atributo2']

class Y(W):
    def __init__(self, **kwargs):
        super().__init__(**kwargs)
        self.atributo3 = kwargs['atributo3']

Assim, todas as classes terão a mesma assinatura em seus inicializadores e você poderá fazer:

z = Z(atributo1=1, atributo2=2, atributo3=3)

print('Atributo 1:', z.atributo1)
print('Atributo 2:', z.atributo2)
print('Atributo 3:', z.atributo3)

Obtendo:

Atributo 1: 1
Atributo 2: 2
Atributo 3: 3
  • Obrigado por responder. Mas pode me ajudar a entender melhor porque fiz mal uso da função super? Qual seria a forma correta de implementar? – L. WD 3/09/18 às 23:07
  • @L.WD eu expliquei isso na resposta. O super busca a próxima classe da MRO com base na instância atual, não na classe. Então, na classe X, ao invés dela chamar o método em W, chamará de Y - que não tem nada a ver com X. Leia mais sobre o problema do diamante e MRO. – Anderson Carlos Woss 3/09/18 às 23:12
  • Mais uma vez obrigado. Eu estudei um pouco mais à respeito do MRO e utilizando print(Z.mro()) consegui "visualizar" melhor a sequência definida e em que classe aconteceria a busca... muito bom. Mas minha dúvida inicial perdura: como ficaria então o construtor da classe Z? Ficaria assim: class Z(X, Y): def __init__(self, **kwargs): super().__init__(**kwargs) – L. WD 5/09/18 às 20:53
  • Se você fizer os inicializadores como coloquei por último, nem precisaria de um método __init__ em Z. Mas se precisar, é só seguir a mesma ideia das outras classes. – Anderson Carlos Woss 5/09/18 às 20:55
  • Fiz como escrevi no comentário anterior e funcionou perfeitamente... Pelo que entendi então, se não fosse o caso de um "problema do diamante" e, no meu exemplo, não existisse a classe W (e consequentemente as classes X e Y não herdassem nada de ninguém) o construtor da classe Z poderia ser: def __init__(self, atributo1, atributo2): super().__init__(atributo1) super(X, self).__init__(atributo2) – L. WD 5/09/18 às 21:01

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