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Tenho o pacote animal com dois atributos: nome e classificação.

    package heranca;

        public class Animal{
            protected String nome = "Leão";
            protected String tipo= "Mamífero";
    } 
      ...

E tenho um outro pacote teste que tenta acessar os atributos do Animal:

package Teste;

    import heranca.Animal;

    public class main extends Animal{
        public static void main(String[] args){
        Animal animal = new Animal();
        animal.... //como acessar o atributo nome aqui? já tentei criando um novo objeto mas não da certo..
        }

Como acesso diretamente o atributo nome ou tipo? Eu sei que o ideal é utilizar um getter, mas por motivos didáticos quero acessar diretamente via herança.

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  • Até onde sei, um atributo protected só pode ser acessado pela sua classe, uma sub classe ou pelo seu pacote (e não por outro) – Costamilam 2/09/18 às 17:26
  • Bom, nas minhas pesquisas eu vi que esse que você citou é o default, já o protected é igual ao default com a vantagem de poder acessar em outro pacote através da herança – Harry 2/09/18 às 17:41
  • Da uma olhada nessa pergunta sobre os modificadores e os links citados, talvez ajude – Costamilam 2/09/18 às 18:47

1 Resposta 1

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O seu conceito está todo errado. Está usando herança onde não deve e de um jeito que não deve. O primeiro aprendizado é que herança é abusada e as pessoas herdam o que não deve, e que composição fica melhor. E se vai fazer herança veja se está seguindo o princípio de Liskov.

Outro problema conceitual é que pacotes nada tem a ver com o problema, circunstancialmente está envolvido outro pacote, mas esta não é a questão.

Este exemplo não deve ter herança e portanto não deve ter um campo (e não atributo) protegido sendo acessado.

Aí cabe outra questão importante: quase sempre que criar um campo protegido está fazendo algo errado. Ou é detalhe de implementação e deve ser privado, ou é algo que faz parte do contrato e é público. Existem raros casos que deve ser um detalhe de implementação compartilhado pela subclasse, e geralmente ocorre por otimizações.

Existe outro ponto que levanto que é sobre o uso de exemplos artificias. Esse tipo de técnica didática destruiu o entendimento das pessoas em muitos assuntos, e como é abusado em orientação a objeto, quase ninguém aprende OOP corretamente, e causa mais estrago do que benefício.

Esse caso não deveria ter campos protegidos, então é muito ruim como exemplo. Pelo postado estes campos deveriam ser públicos e ponto, problema resolvido. A escolha deles serem protegidos é que está errada.

Se estiver criando, por exemplo uma Girafa partindo de Animal teria que justificar um campo ser protegido. Tipo parece muito errado porque ele já deveria fazer parte da hierarquia. Nome talvez faça sentido, mas tenho dúvidas. Porque um animal em específico deveria ter que fazer uso do nome? Talvez, mas acredito que nome deveria ser um campo público. Ou se preferir deixá-lo privado e só acessá-lo por métodos públicos, ele ainda seria acessado pela classe herdada.

Uma última coisa que costumo falar sempre: OOP é mais difícil do que parece e se não dominar seu uso, melhor nem usar. E tente fazer de forma mais simples possível, e só usar coisas que pode justificar. Normalmente use o padrão, até que outra visibilidade seja necessária. No seu exemplo se tornou necessário ser público, então mude para ele.

E se estiver aprendendo o mecanismo para ver onde usar, é uma didática ruim. Quando tem um problema procure descobrir qual é o mecanismo adequado. Ou aprender de forma estruturada onde alguém experiente dá o problema e o mecanismo que o soluciona de forma bem pensada. Infelizmente até livros têm falhado nisso quando se trata de OOP, imagina blogs, tutoriais sem compromisso ou vídeos na internet.

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