4

Cenário exemplo:

Tenho a tabela/campos:

  • documentos
    • id
    • documento
    • pessoa
    • item
    • qtd
    • valor

O sistema dá INSERT e depois UPDATE nessa tabela numa sequência contínua (o que não viria ao caso).

O que gostaria é:

Quando fizer o UPDATE, verificar alguns parâmetros e se a condição for verdadeira, a trigger fazer outro UPDATE depois.

O que fiz:

ALTER TRIGGER [dbo].[TG_TEST1] 
   ON  [CORP].[dbo].[DOCUMENTOS] 
   AFTER UPDATE

AS

    DECLARE @DOC_ID INT
    DECLARE @DOC_QTD FLOAT

    SELECT TOP 1 @DOC_ID = ID, @DOC_QTD = QTD
    FROM dbo.DOCUMENTOS
    WHERE PESSOA = 3
    AND ITEM = 1
    ORDER BY ID DESC

    IF (@DOC_ID IS NOT NULL)

BEGIN

    SET NOCOUNT OFF;

    UPDATE dbo.DOCUMENTOS
    SET QTD = (@DOC_QTD * 1000)
    WHERE ID = @DOC_ID

END

Problema:

O problema é que acredito que o SELECT TOP 1 esteja causando algum problema interno na aplicação (o que não convém postar, pois é uma aplicação específica).

Vi que tem o INSERTED e DELETED, mas não existe o UPDATED que eu possa já pegar o registro que foi alterado.


Dúvida:

Gostaria de saber, como eu pegaria o ID do registro que está sendo feito o UPDATE, além de outros dados para filtrar alguns valores e fazer a condição se será realizado o outro UPDATE ou não?

  • Na alteração você tem a condição, então seria o caso fazer um select antes do update e controlar o que precisa fazer já com o id correto? (entendo que este não é o ponto da pergunta, e caso não esteja tendo problema em contornar isso, pode ignorar o questionamento =p) – rLinhares 28/08/18 às 14:08
  • @rLinhares Não, tenho uma condição pelo update feito, e realizou outro update caso a condição for verdadeira. Acho que é o que você está tentando dizer! rs – rbz 28/08/18 às 15:18
2

(...) como eu pegaria o ID do registro que está sendo feito o UPDATE, além de outros dados para filtrar alguns valores e fazer a condição se será realizado o outro UPDATE ou não

Como o procedimento de gatilho [TG_TEST1] está declarado como AFTER UPDATE, então é certo que ele somente será acionado nos casos em que houver instrução UPDATE para a tabela CORP.dbo.DOCUMENTOS. Nesse caso estão disponíveis as tabelas virtuais INSERTED e DELETED, numa relação 1:1 entre elas. Na primeira (INSERTED) estarão as imagens das linhas que tenham sido alteradas, após a execução de UPDATE; na segunda (DELETED) as imagens das linhas alteradas, mas antes da execução do UPDATE.

É preciso ficar atento que um procedimento de gatilho pode ser acionado para tratar nenhuma, uma ou mais linhas. O primeiro passo é verificar se não há nem uma única linha alterada. Eis uma forma:

...
-- verifica se houve alteração
IF not exists (SELECT * from INSERTED)
  return;
...

Para essa verificação acima tanto faz testar ou a tabela virtual INSERTED ou a DELETED, pois entre elas há uma relação 1:1 quando o procedimento de gatilho é somente do tipo AFTER UPDATE.

O restante do código deve ser construído considerando-se que pode existir mais de uma linha alterada. Deve-se então acessar as tabelas DELETED e/ou INSERTED para obter quais linhas foram alteradas na tabela associada.

Somente como exemplo, eis um modelo derivado do código postado no tópico:

...
UPDATE Doc
    set QTD = Ins.QTD * 1000
    from INSERTED as Ins
         inner join DELETED as Del on Ins.ID = Del.ID
         inner dbo.DOCUMENTOS as Doc on Doc.ID = Ins.ID
    where ... 
...

Na cláusula WHERE devem-se adicionar os filtros.

Juntando as partes, tem-se algo como:

-- código #1 v2
CREATE TRIGGER dbo.TG_TEST1 
     on CORP.dbo.DOCUMENTOS 
     after UPDATE as

begin
-- verifica se houve alteração
IF not exists (SELECT * from INSERTED)
  return;

--
UPDATE Doc
    set QTD = Ins.QTD * 1000
    from INSERTED as Ins
         inner join DELETED as Del on Ins.ID = Del.ID
         inner dbo.DOCUMENTOS as Doc on Doc.ID = Ins.ID
    where ... ;

end;
go

Sugestão de leitura:
- artigo Armadilhas na programação de procedimentos de gatilho (trigger)

  • José, você está dizendo que, como eu já tenho o after UPDATE, então posso já utilizar o INSERTED ou DELETED sem verificar se os 2 tem registro, seria isso? – rbz 28/08/18 às 15:21
  • 1
    Se na declaração do procedimento de gatilho estiver definido somente "AFTER UPDATE", então é certa a existência das tabelas virtuais DELETED e INSERTED, numa relação 1:1. Se não houver nada na DELETED, então também não há nada na INSERTED; e vice-versa. – José Diz 28/08/18 às 15:23
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Se a trigger for de INSERT, a INSERTED terá registros e a DELETED ficará vazia

Se a trigger for de DELETE, a INSERTED ficará vazia e a DELETED terá registros

Se a trigger for de UPDATE, a INSERTED e a DELETED terão registros

Nos casos dos Updates, as informações antigas(pré alteração) ficarão dentro da tabela DELETED, já as novas informações(alteradas) estarão dentro da INSERTED.

Na sua trigger você pode fazer assim:

IF EXISTS(SELECT ID FROM DELETED)
BEGIN
    IF EXISTS(SELECT ID FROM INSERTED )
    BEGIN
        /* é um UPDATE */     
    END
    ELSE
    BEGIN
        /* é um DELETE */     
    END
END
ELSE
BEGIN
    IF EXISTS(SELECT ID FROM INSERTED )
    BEGIN
        /* é um INSERT */     
    END
END

Uma outra forma que também uso é jogar primeiro para uma variável qual ação está ocorrendo, exemplo:

SET @ACTION = 'I'; -- DEFINE INSERT POR PADRÃO
IF EXISTS(SELECT * FROM DELETED)
BEGIN
    SET @ACTION = 
        CASE
            WHEN EXISTS(SELECT * FROM INSERTED) THEN 'U' -- FOI UM UPDATE
            ELSE 'D' -- FOI UM DELETE
        END
END

IF @ACTION = 'I'
BEGIN           
--CÓDIGO INSERT
END

IF @ACTION = 'U'
BEGIN           
--CÓDIGO UPDATE
END

IF @ACTION = 'D'
BEGIN           
--CÓDIGO DELETE
END

Edit

Conforme visto pelo José Diz, o procedimento é do tipo AFTER UPDATE, logo isso indica que sempre será um UPDATE

  • Poderia ser IF EXISTS( (SELECT ID FROM DELETED) AND (SELECT ID FROM INSERTED) ) ? – rbz 28/08/18 às 13:47
  • 1
    Cara, nunca tinha reparado nisso. Abri uma nova pergunta: UPDATE é um DELETE seguido de um INSERT? – rbz 28/08/18 às 14:11
  • 1
    Como o procedimento de gatilho é do tipo AFTER UPDATE, então não é necessário verificar se o evento que acionou o gatilho é instrução INSERT, DELETE ou UPDATE, pois será sempre UPDATE. – José Diz 28/08/18 às 18:53
  • 1
    @rbz, concordo plenamente ;), tanto que quando editei dei o devido crédito. A resposta dele é a que melhor responde, a minha complementa ;) – Barbetta 30/08/18 às 11:48
  • 1
    @Barbetta Cara que bom que entende, porque tem uns que falam "Ah só porque o cara tem reputação, mimimi" kkk Valeu ✌️ – rbz 30/08/18 às 12:30
1

Achei bem curiosa a pergunta e fui pesquisar. Esse link foi o que mais fez sentido pra mim.

A ideia nele é que seja criada uma forma de controlar o(s) arquivo(s) alterado(s) (variável/tabela) e depois retornar seu(s) id(s) (por exemplo). Entendi então que pode-se usar algo tipo assim:

DECLARE @alteracoes table([id_dept] int, [nome_antigo] varchar(50), [nome_novo] varchar(50));

UPDATE departamento
SET nome = 'nome_teste_novo'
OUTPUT id as id_dept, nome as nome_antigo, 'nome_teste_novo' as nome_novo
INTO @alteracoes
WHERE nome = 'nome_teste'

UPDATE dep
SET dep.nome = alt.nome_novo
FROM departamento as dep
INNER JOIN @alteracoes as alt ON dep.id = alt.id_dept

--aqui, @alteracoes contém os itens alterados
--select id_dept from @alteracoes
  • Vixe, não consegui entender. Devo declarar uma table com todos os campos da table em questão? Mas como eu filtro o ID para fazer a condição? – rbz 28/08/18 às 13:59
  • estava tentando entender/aplicar no seu problema e não acho que tenha muita diferença da forma que você faz; na minha resposta é possível controlar não após o update, mas quais arquivos serão alterados (seria um "salvar ids que serão alterados e retornar depois") - o que não impede que essa alteração seja um a um. – rLinhares 28/08/18 às 14:04
  • Então, o problema é que acho que não ter o ID alterado, é o que está causando problemas... aí realmente não serviria 😥 – rbz 28/08/18 às 14:06
  • entendi, e concordo. – rLinhares 28/08/18 às 14:06

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