0

Fiz um código simples utilizando alocação dinâmica. Apenas pede o tamanho do vetor, para inserir dados e os imprime no final

Eu consigo fazer a alocação dinâmica com int, retornando o vet, mas como estou aprendendo, estou tentando fazer umas coisas diferentes...

Não sei se e muito absurdo eu tentar fazer isso. Mas conseguem me explicar o porque disso não funcionar?

void alocavet(int tam, int *vet){
    vet = (int*) malloc (tam * sizeof(int));
}

int main(){
    int *vet, tam, *p;

    printf("Tamanho do vetor: ");
    scanf("%d", &tam);

    alocavet(tam, vet);

    p = vet;

    printf("Entre com os elementos do vetor: ");
    for (int c=0; c<tam; c++) scanf("%d", &*p++);

    p = vet;

    printf("Elementos do vetor: ");
    for (int c=0; c<tam; c++) printf("%d ", *p++);
}
  • Alguma das respostas resolveu sua dúvida? Acha que pode aceitar uma delas? Veja o tour como fazer isso, se ainda não o fez. Você ajudaria a comunidade identificando qual foi a melhor solução para você. Pode aceitar apenas uma delas. Mas pode votar em qualquer pergunta ou resposta que achar útil no site todo. – Maniero 11/08/18 às 2:00
0

Não é nenhum absurdo.

Em bibliotecas de função, é muito comum ter rotinas que cuidam de alocação e desalocação de espaço de memória, principalmente para estruturas mais complexas.

O que está errado aqui é o seu entendimento sobre a passagem de ponteiro por argumento de função. Vou explicar.

Na função main(), você declarou um ponteiro vet para um inteiro, mas esse ponteiro ainda não foi inicializado:

int *vet, tam, *p;

Já a função alocavet() espera receber o endereço de um espaço de memória por meio de um ponteiro, também de nome vet:

void alocavet(int tam, int *vet)

Então, você chama alocavet() em main() e passa para o vet de alocavet() um endereço inválido, conteúdo que estava lá no espaço de memória da variável não inicializada.

Mas isso não importa muito. Logo na primeira linha de alocavet(), o endereço inválido recebido por vet é substituído pelo endereço do novo espaço de memória retornado por malloc().

void alocavet(int tam, int *vet){
    vet = (int*) malloc (tam * sizeof(int));
}

Quando alocavet() retorna, o ponteiro vet em main() continua apontando para coisa alguma, pois ainda não foi inicializado. E aí, no primeiro loop, você usa esse endereço inválido em scanf, o que faz o programa quebrar.

O que aconteceu com a alocação feita por alocavet()?

Ainda está lá, mas perdeu a única referência que tinha. O ponteiro vet de alocavet() foi destruído quando a função retornou.

Eu sei. Você esperava que alocavet() fosse alterar o conteúdo apontado por vet de main().

Um jeito de resolver isso é usando ponteiro de ponteiro:

void alocavet(int tam, int **vet){
    *vet = (int*) malloc (tam * sizeof(int));
}

Desta forma, vet de main() continuaria sendo declarado do mesmo jeito, como um ponteiro para um inteiro:

int *vet;

E você passaria o endereço deste ponteiro vet usando o operador &:

alocavet(tam, &vet);

Isso é suficiente para inicializar o ponteiro em main() e, além disso, obter o retorno de malloc(), para checar caso a alocação seja malsucedida, como disseram aqui, e também liberar memória depois de usada.

Veja como ficou:

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>

void alocavet(int tam, int **vet) {
  *vet = (int *) malloc ( tam * sizeof(int));
}

void desalocavet(int **vet) {
  if (*vet) {
    free(*vet);
    *vet = 0;
  }
}

int main(){
    int *vet, tam, *p;

    printf("Tamanho do vetor: ");
    scanf("%d", &tam);

    alocavet(tam, &vet);

    if (vet == NULL) abort();

    p = vet;

    printf("Entre com os elementos do vetor: ");
    for (int c=0; c<tam; c++) scanf("%d", &*p++);

    p = vet;

    printf("Elementos do vetor: ");
    for (int c=0; c<tam; c++) printf("%d ", *p++);

    desalocavet(&vet);
}
4

Não há a necessidade de encapsular a função malloc, ainda mais desta forma, você até poderia obter o retorno dela, no entanto, teria que avaliar o ganho e considerar o contexto, mas como é aprendizagem pode usar só malloc.

Abaixo segue o código para alocar o bloco de memória para o vetor, veja:

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>

int main(void) 
{
  int i;
  size_t tam;
  int *vetor;
  printf("Tamanho:");
  scanf("%zu", &tam);
  vetor = malloc(tam * sizeof * vetor);
  if (vetor == NULL) 
    exit(EXIT_FAILURE);
  for (i = 0; i < tam; i++) 
    vetor[i] = i + 1;
  for (i = 0; i < tam; i++) 
    printf("%i\n", vetor[i]);
  free(vetor);
  return EXIT_SUCCESS;
}

Lembre-se sempre de checar o retorno da função malloc, sendo NULL no caso de houver uma falha na alocação, e no caso de sucesso o endereço que aponta para o bloco alocado pela função. E quando terminar de usar a variável alocada pela função use a função free() para desalocar o bloco de memória que foi alocado anteriormente.

Veja funcionando no repl.it.

Tem uma pergunta minha a respeito do assunto.

Aprenda mais sobre o malloc e a função free.

4

Sim, é um absurdo fazer isto. Mesmo para aprender não parece adequado, porque está aprendendo a fazer errado algo que não deve ser feito. Inclusive é mais fácil fazer do jeito certo. E o fato de ter feito do jeito errado deu margem para ficar mais errado ainda já que não liberou a memória. Ok que isto é só um exercício e não causará mal algum, o código termina logo e a memória é liberada pelo SO, porém dá a impressão que nunca precisa e aprender fazer errado. O mesmo vale para verificar se a alocação foi bem sucedida, que é necessária em código real, mas em exercício está ok.

O fato de ter uma função sem retorno de resultado (void) nada tem a ver com isso. Raramente é interessante alocar memória dentro de uma função se vai precisar do dado ali onde chama a função alocadora. Aloque sempre onde vai usar o dado. Você pode passar uma alocação para frente, mas não para trás.

É possível fazer isto como uma abstração, mas precisa entender bem o que está fazendo, o que não é o caso.

Este caso possivelmente nem precisaria de uma alocação dinâmica. Até precisa porque pede um int, mas é improvável que vá alocar mais do que cabe em um short, ou mesmo em um char. E isto cabe no stack, portanto a alocação no heap seria desnecessária. Ok, entendo que seja só por exercício, mas é bom deixar isto claro para não aprender errado.

Não é a primeira vez que vejo código seu mudando o endereço do vetor em vez de usar um índice. Ou seja, não está evoluindo, reveja o jeito como está aprendendo.

Se deseja aprender coisas diferentes procure pro problemas diferentes reais. Aprender o erro é aprender, mas aprender errado não é.

Neste caso não tem porque fazer mais que isto:

#include <stdio.h>
#include <stdlib.h>

int main() {
    int tam;
    printf("Tamanho do vetor: ");
    scanf("%d", &tam);
    int *vet = malloc(tam * sizeof(int));
    printf("\nEntre com os elementos do vetor:\n");
    for (int i = 0; i < tam; i++) scanf("%d", &vet[i]);
    printf("Elementos do vetor:\n");
    for (int i = 0; i < tam; i++) printf("%d ", vet[i]);
}

Veja funcionando no ideone. E no Coding Ground. Também coloquei no GitHub para referência futura.

  • Eu não entendi o motivo de ser absurdo uma função [void] fazer uma alocação dinâmica. Poderia me explicar, por favor? – slayer 7/08/18 às 1:30
  • @slayerowner ser voidé completamente irrelevante, ignore o título na pergunta. – Maniero 7/08/18 às 1:31
  • Eu não acredito que seja irrelevante, porque o void é um tipo de dado que pode ser utilizado para apontar para qualquer outro [tipo de dado] – Assim como o NULL está para (void *)0. Contudo, esta seria a razão de fazer casting em malloc(), já que o mesmo é um ponteiro de função do tipo void. – slayer 7/08/18 às 1:40
  • @slayerowner não, você está confundindo as coisas, uma coisa (void) não tem a ver com outra (void *). Não se deve fazer casting no malloc(), isso é um erro cometido por iniciantes. E continua sendo irrelevante para a pergunta dela, leia a pergunta e veja se acha alguma relevância. – Maniero 7/08/18 às 1:54

Sua resposta

By clicking “Publique sua resposta”, you agree to our terms of service, privacy policy and cookie policy

Esta não é a resposta que você está procurando? Pesquise outras perguntas com a tag ou faça sua própria pergunta.