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Qual(is) a(s) melhor(es) forma(s) de utilizar Injeção de dependência no laravel? A que eu estava utilizando era essa:

public function __construct(Cliente $clientes, Telefone $telefones){
    $this->clientes = $clientes;
    $this->telefones = $telefones;
}

Pelo que li, o laravel resolve isso automaticamente devido a Reflection. Porém buscando na internet alternativas me deparei com esta outra forma (vinculado na rota):

App::bind('ClienteController', function($app) {
    $controller = new ClienteController(
        new Cliente,
        new Telefone
    );
    return $controller;
});

As questões são: Qual a melhor? Qual a correta? Qual vai me dar menos dor de cabeça com alterações futuras? Tem alguma mais organizada?

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Laravel veio para fazer a gente escrever código simples, objetivo e sem complicações. Nos livros citados pelo Daniel, dos quais o segundo eu sou o tradutor, você vai ver a primeira forma:

public function __construct(Cliente $clientes, Telefone $telefones){
    $this->clientes = $clientes;
    $this->telefones = $telefones;
}

Que é aquela que o Taylor prega em livros e screencasts. O máximo que você pode querer fazer nestes casos é transformar essas classes em repositórios, criando interfaces para elas:

public function __construct(ClienteInterface $clientes, TelefoneInterface $telefones){
    $this->clientes = $clientes;
    $this->telefones = $telefones;
}

E criar um Provedor de Serviços para informar ao Laravel qual implementação dessas interfaces você vai querer usar:

<?php namespace Angelo\Repositorios;

use Illuminate\Support\ServiceProvider;

class BackendServiceProvider extends ServiceProvider {

    public function register()
    {
        $this->app->bind(
            'Angelo\Repositorios\ClienteInterface',
            'Angelo\Repositorios\Cliente'
        );

        $this->app->bind(
            'Angelo\Repositorios\TelefoneInterface',
            'Angelo\Repositorios\Telefone'
        );            
    }

}

Isso te garante também a possibilidade de substituir facilmente a implementação dessas classes, caso algum dia você precise armazenar as tabelas sob um formato ou gerenciador de dados diferente. Sem ter que alterar códigos de controladores.

Um exemplo de interface:

<?php namespace Angelo\Repositorios;

interface ClienteInterface {

    public function all();

}

Um exemplo de implementação da interface

<?php namespace Angelo\Repositorios;

use Angelo\Modelos\Eloquent\Cliente as ClienteEloquent;

class Cliente implements ClienteInterface {

    private $model;

    public function __construct(ClienteEloquent $model)
    {
        $this->model = $model
    }

    public function all() 
    {
        return $this->model->all();
    }

}

E o modelo de dados:

<?php namespace Angelo\Modelos\Eloquent;

use Eloquent;

class Cliente implements Eloquent {

    private $table = 'clientes';

}

Mas o ideal é usar uma interface para o modelo de dados também:

use Angelo\Modelos\ClienteInterface;

...

public function __construct(ClienteInterface $model)
{
    $this->model = $model
}

E fazer o bind da implementação dele em Eloquent para que se possa facilmente mudar a implementação, se necessário:

$this->app->bind(
      'Angelo\Modelos\ClienteInterface',
      'Angelo\Modelos\Eloquent\Cliente'
);
  • Você poderia adicionar o código de 1 dos 2 repositórios por favor? ClienteInterface e Cliente por exemplo (só um trecho de código, mostrando o que inserir na interface, e o que inserir na classe que a implementa) – Patrick Maciel 9/05/14 às 18:50
  • @PatrickMaciel, adicionei há pouco, espero que esclareça. – Antonio Carlos Ribeiro 9/05/14 às 19:43
2

Eu recomendo MUITO a leitura deste livro (inclusive, a amostra gratuita dele é justamente o capítulo de injeção de dependência):

Laravel: De Aprendiz a Artesão

Neste livro você deve aprender a forma mais correta possível de fazer isso, já que ele foi escrito pelo criador do Laravel.

E caso tenha dúvida de como implementar isto e as outras formas / técnicas que o livro aborda, recomendo que leia este outro livro, ele se baseia no livro anterior e mostra a aplicação "no mundo real"

Implementando Laravel

Depois de ler estes 2 livros, eu mudei drasticamente a forma que eu criava as minhas aplicações em Laravel.

  • 3
    Você poderia citar e comentar alguns trechos relevantes dos livros? O ideal é que a pessoa encontre aqui mesmo a solução que está procurando, e a simples indicação de um recurso externo não resolve isso. – bfavaretto 30/01/14 às 14:17
  • Está certo, obrigado pela sugestão, tens razão. Na minha próxima resposta tentarei colocar trechos ou algo do tipo ^^. – Daniel Kuroski 30/01/14 às 15:02
2

Enfrentei o mesmo problema nos últimos meses, o livro Laravel: De Aprendiz a Artesão ajudou bastante.

Seguindo o modelo descrito por ele fiz algum um pouco diferente. Coloco minha aplicação em uma pasta dentro de

app\

app\Meuapp

Coloco meus repositórios em

app\Meuapp\Repository

app\Meuapp\Repository\ClientesRepository.php

E trabalho com um provider

app/Meuapp/AppProvider.php

<?php namespace Meuapp\Providers;
use Illuminate\Support\ServiceProvider;

class AppProvider extends ServiceProvider {

public function register(){
    $this->app->singleton('RepoClientes', '\Meuapp\Repository\ClientesRepository');
 }
}

?>

Assim eu posso facilmente instanciar meu repositório.

public function __construct(){
  $this->clientes = App::make('RepoClientes');
}

No meu caso eu tenho muitos repositórios e não costumo usar interfaces (falha minha) em várias ocasiões eu precisava instanciar mais de 3 deles, eu também possuo a necessidade do meu IDE auto detectar os métodos que cada repositório tem disponível

/**
 * @var \Meuapp\Repository\ClientesRepository
 */
public $clientes;

Já deu para ver como ficava confuso.

Por isso aproveitei um método mágico do php para resolver esse problema o __get()

Como todos os meus controllers estendem BaseController eu adicionei o seguinte método a ele:

public function __get($var)
{
    switch ($var):
        case 'clientes':
            $this->clientes = App::make('RepoClientes');
            return $this->clientes;
            break;
            endswitch;
    }

E sobre o auto complete do meu IDE eu adiciono a seguinte linha:

/**
 * Class BaseController
 *
 * @property \Meuapp\Repository\ClientesRepository $clientes
 */
 class BaseController extends Controller{
  public function __get($var){}
}

Este pode não ser a melhor opção, porém tem se mostrado muito boa para mim.

Uma vantagem que vejo é poder carregar exclusivamente o que meu método vai precisar com facilidade e flexibilidade.


Lembrando que para isso tudo funcionar você precisa editar 2 arquivos:

composer.json

"autoload": {
    "psr-0": {
        "Meuapp": "app/",
    }
},

app/config/app.php

'providers' => array(
...
'Meuapp\Providers\AppProvider',
 )

Espero ter ajudado

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