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Digamos que eu tenha algo parecido com isso:

# -*- coding: utf-8 -*-

class Base(object):

    @classmethod
    def foo(cls):
        pass

    def grok(self):
        pass


class A(Base):

    @classmethod
    def foo(cls):
        print('A')
        super().foo()

    def grok(self):
        print('a')


class B(Base):

    @classmethod
    def foo(cls):
        print('B')
        super().foo()

    def grok(self):
        print('b')


class C(A, B):

    pass

Quando eu chamo o método grok fazendo C().grok() o mesmo me retorna 'a', o que acho correto já que os métodos de A tem precedência sobre os de B, mas por quê quando eu chamo o métodos de classe C.foo() me retorna 'A' e 'B'? Não deveria só retornar 'A', já que na resolução de métodos no Python ele procura o métodos na classe, se não encontrar procura na sua classe base? Por quê mesmo após encontrar o método na classe A ele continua a procurar? Tem algo a ver com o método ser de classe, se sim por quê?

  • Testei seu código aqui e só retornou A. – user110265 4/06/18 às 7:17
  • O que pretendeu fazer com super().foo() no próprio método foo? – Anderson Carlos Woss 4/06/18 às 9:35
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Não, não tem relação com o método ser de classe, mas sim com a chamada super().foo() dentro do método.

Você pode observar a ordem de resolução de nomes, no Python 3.3+, utilizando a função mro da classe desejada. Neste caso, na classe C ficaria:

print(C.mro())

O resultado é:

[
    <class '__main__.C'>, 
    <class '__main__.A'>, 
    <class '__main__.B'>, 
    <class '__main__.Base'>, 
    <class 'object'>
]

Podemos desenhar, então, a árvore de resolução de nomes com base no resultado acima:

   ,-------------.  
   |Classe object|  
   `-------------'  
         ^
         |
    ,-----------.  
    |Classe Base|  
    `-----------'  
         ^
         |
     ,--------.  
     |Classe B|  
     `--------'  
         ^
         |
     ,--------.  
     |Classe A|  
     `--------'  
         ^
         |
     ,--------.  
     |Classe C|  
     `--------'  

Que pode ser resumido como:

  1. Ao invocar o método C.foo, buscar-se-á primeiro na classe C;
  2. Caso não encontre, buscar-se-á na classe A;
  3. Se ainda não encontrar, buscar-se-á na classe B;
  4. Após, na classe Base;
  5. E, finalmente, em object;
  6. Se mesmo assim não encontrar, uma exceção será disparada;

Portanto, quando é invocado C.foo, a primeira definição do método que é encontrada é da classe A, exibindo, assim, o caractere 'A' na tela; porém, neste método também é invocado super().foo(). Se você ler a documentação da função super(), verá que ela retorna um objeto proxy para uma classe acima na resolução de nomes. Desta forma, quando foo(), na classe A, invoca super().foo(), o interpretador irá olhar a resolução de nomes acima, retornando um objeto proxy para a classe B, exibindo, portanto, o caractere 'B' como resultado. Por sua vez, a implementação de foo em B também invoca super().foo() e, em acordo com a árvore de resolução de nomes, super() retornará um objeto proxy para a classe Base, que também implementa o método foo, sem retorno, exibindo None na tela como resultado.

Se a implementação em Base também invocasse super().foo(), uma exceção seria disparada, visto que super() seria um objeto proxy para a classe object e esta não implementa o método foo.

Este comportamento tem relação direta com o Problema do Diamante:

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