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Uma das primeiras coisas que ouvimos falar quando estudamos o paradigma de orientação a objetos é o polimorfismo mas como podemos ou "devemos" implementar o mesmo, já que se trata de um conceito vemos várias formas de implementação, como posso entender melhor a forma de implementação e quando utilizá-la?

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Questão errada

Está pensando na questão errada. O certo é pensar em um problema e procurar as ferramentas corretas para resolvê-lo da melhor forma. Uma dessas ferramentas é polimorfismo. E existem mecanismos diferentes para atender esta demanda, cada linguagem implementa de um jeito (ou de mais de um).

O mais importante é não fazer polimorfismo onde não precisa dele. Na verdade não fazer orientação a objeto onde não precisa desta orientação (que pode ser chamado de paradigma, embora há dúvidas se é mesmo). As pessoas tendem a se apegar à ferramentas e querem usá-las de qualquer jeito. É mais ou menos como comprar um maçarico culinário e querer usar para coisas que não são creme brolè (ok, serve para algumas outras coisas, mas poucas, não para sair queimando qualquer coisa).

Então entenda o polimorfismo e o aplique quando precisar.

O que é o polimorfismo

Uma definição do polimorfismo é a capacidade de algo ser executado de acordo com o estado (ou o seu tipo) em determinado momento. Use quando precisa disto. Então é a capacidade de assumir várias formas.

Uma outra forma de defini-lo é ele ser uma substituição de um condicional (geralmente if ou switch) para decidir qual o comportamento ou estado deve usar em determinado momento. Esse é um dos motivos que se diz que é melhor programar para interfaces.

O polimorfismo pode ser resolvido em tempo de compilação ou de execução, dependendo do mecanismo usado e da necessidade.

Mecanismo

Em geral você implementa um problema e usa o polimorfismo como mecanismo, por isso não dá para dizer como implementá-lo. A não ser que esteja querendo implementar o mecanismo. Mas quase ninguém quer, geralmente isto só é necessário de você estiver criando uma linguagem. Tem uma pergunta que mostra um pouco isto.

Mesmo que esteja falando do uso do mecanismo depende da linguagem, não tem como responder genericamente.

Outro mecanismo muito usado, mas pode ser implementado de várias meneiras. E tem uma forma que é uma especialização do polimorfismo, mas damos outro nome. É possível existir outros, mas esses são os mais usados e documentados, então as 3 formas apresentadas são as mais corretas para os casos gerais.

Onde aprender e ver exemplos

Podemos mostrar o que é para entender e depois aplicar quando necessário. Eu e outras pessoas já respondemos sobre isto. Se ainda tiver dúvidas específicas pode abrir novas perguntas sobre o que faltou. Acho que a melhor resposta seria essa minha.

Há uma pergunta com diversos links para outras respostas sobre o assunto.

E finalmente um exemplo de uso que não vou colocar aqui porque isto já foi respondido. Outros exemplos. Coloquei um exemplo clássico, apesar de não ser exatamente assim que se usa na prática, dá um bom entendimento. E por último.

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Vou me ater apenas a um exemplo de polimorfismo:

Todo animal emite um som, então qualquer Animal que se considere um animal tem que implementar esse método emitirSom():

interface Animal {
    void emitirSom();
}

O cachorro é um animal, então ele tem o método dele:

class Cachorro implements Animal {

    @Override
    public void emitirSom() {
        System.out.println("Au au");
    }
}

E o gato também:

class Gato implements Animal {

    @Override
    public void emitirSom() {
        System.out.println("Miau");
    }
}

Temos então um método para ouvir o som de um animal. Note que é um método genérico. Ele vai receber um animal e precisa chamar o método emitirSom() daquele animal, seja qual for. É aqui que ocorre o polimorfismo. Em tempo de compilação, tudo o que ele sabe é que algum animal vai aparecer por ali como parâmetro.

static void ouvirSom(Animal animal) {
        animal.emitirSom();
}

Finalmente, vamos testar o método ouvirSom():

public static void main(String[] args) {
    ouvirSom(new Cachorro());
    ouvitSom(new Gato());
}

Imprime:

//Au au
//Miau

Novamente, perceba que o método ouvirSom(Animal animal) não sabia qual animal seria passado para ele em tempo de compilação, poderia ser qualquer um que estendesse Animal. Em tempo de execução, quando o parâmetro fosse passado, o polimorfismo se encarregaria de chamar o emitirSom() do animal utilizado, e foi o que aconteceu, imprimindo corretamente o som do animal.

  • Eu imagino que que ele não quer apenas um exemplo, até porque se for isto, já foi respondido antes, conforme minha resposta mostra. – Maniero 1/06/18 às 12:31
  • @Maniero Sua resposta é bastante elucidativa, excelente, entretanto, o exemplo que você linkou, na minha opinião, é confuso para quem, como demonstra o OP, parece estar tentando começar a compreender o polimorfismo. Na verdade, tentei com o meu exemplo complementar sua excelente resposta e deixar como referência para futuras consultas de outras pessoas. – StatelessDev 1/06/18 às 12:42
  • Ok, pode ser, se bem que é um exemplo real de uso, o seu é artificial e na prática não é usado, mas tudo bem, mas essa não é a questão que eu falei, é que eu acho que isto não responde o que foi perguntado, e se responder, a pergunta é duplicata. Inclusive porque tem várias formas de usar o polimorfismo, e esta não pode ser considerada a forma correta, apenas uma opção. Se ele quer entender o básico, a pergunta é duplicata. Vou por mais alguns links – Maniero 1/06/18 às 13:05

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