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A maioria das implementações que vejo de Promises (promessas) em frameworks JavaScript trata o uso de Promises de maneira que é possível acessar as funções responsáveis pela rejeição e resolução em qualquer escopo.

Por exemplo, Angular:

var defer = $q();

setTimeout(function () {
    defer.resolve({status: true});
}, 5000);

defer.promise.then(function (data) {
    console.log(data.status);
});

Algo similar é possível fazer no jQuery.

Porém, ao usar a Promise nativa do JavaScript, eu não consigo visualizar como poderia fazer tal operação, a não ser que a chamada se desse dentro do callback passado como argumento.

Para fazer no Javascript, eu teria que fazer assim, teoricamente:

 var p = new Promise(function (reject, resolve) {
        setTimeout(() => p({status: true}, 5000);
  });

  p.then((data) => console.log(data.status));

O meu questionamento é se existe alguma forma de fazer a mesma operação, usando o Promise nativo do JavaScript, da mesma forma que fiz no primeiro exemplo. Pois, dependendo da estrutura do projeto, poderia ser horrível ter que ficar refém de encapsular algo dentro de um callback para ter a funcionalidade da Promise. E pelo que andei pesquisando na internet, parece que a Promise do Javascript foi feita pra ser usada assim mesmo. :\

Existe alguma maneira simples de se burlar essa limitação da implementação de promessas do JavaScript?

Observação: Tentei usar a chamada Promise.resolve(promise), mas não obtive o efeito desejado.

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  • @WaIlaceMaxters, você deseja alguma informação adicional na resposta? :-) – Luiz Felipe 2/12/20 às 20:57

1 Resposta 1

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Você poderia fazer este tipo de gambiarra:

const controls = {};
const promise = new Promise((resolve, reject) => {
  controls.resolve = resolve;
  controls.reject = reject;
});

promise.then((val) => {
  console.log('Fui resolvida. Valor de resolução:', val);
});

setTimeout(() => {
  controls.resolve(1);
}, 1000);

Esse tipo de código é possível já que a função executora (primeiro argumento passado para o construtor Promise) é executada de forma síncrona, o que permite "retirar" as funções resolve e reject de dentro do callback.

No entanto, o código acima pode ser considerado um anti-pattern (tanto é que o escondi por padrão) e, portanto, seu uso deve ser desencorajado. Por design, as Promises foram arquitetadas para serem resolvidas somente através das funções (resolve e reject) passada para o executor. Desse modo, não é bem uma "limitação", mas sim uma escolha.

O construtor da Promise comporta-se dessa maneira por um motivo chamado throw safety. Isso significa que, se uma exceção for lançada de dentro do executor, o próprio construtor Promise capturará o erro e rejeitará imediatamente a Promise, sendo o valor de rejeição do próprio erro lançado. Isso é importante pois mantém um código previsível. [Referência]

Portanto, quando há a necessidade de se resolver uma "promessa" de fora de seu executor, vale mais a pena utilizar um deffered, que te permite fazer isso. A Promise do JavaScript não foi feita com esse use-case em mente. O jQuery, por exemplo, implementa o jQuery.Deferred. Vale observar que promises e deferreds, embora possuam funções parecidas, não são a mesma coisa.


Vale notar que o método ("estático") Promise.resolve não é usado para resolver uma Promise, mas sim criar uma nova promessa, que será imediatamente resolvida com o valor passado como primeiro argumento de Promise.resolve. Existe também o método Promise.reject, que se comporta de mesma maneira para criar uma promessa imediatamente rejeitada.

Não é o caso, mas se existisse um método Promise.prototype.resolve, esse sim seria usado para resolver instâncias já existentes de Promise.

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    Por que o negativo? Aliás, convido a pessoa que negativou postar uma outra resposta. :-) – Luiz Felipe 4/11/20 às 0:14

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