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No Spring 3 existem as anotações de classe @Component, @Service, @Controller e @Repository.

Eu sei que o @Component é o único que pode ser usado em todos os casos (Controller, Service e Repository).

Mas qual é a vantagem e desvantagem de usar essa anotação que é mais genérica?

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Ao contrário da anotação genérica @Component, as anotações específicas marcam as classes com estereótipos, assim como na UML.

Dessa forma, se uma classe é anotada com @Service você pode pressupor que ela contém regras de negócio, se a anotação é @Repository é óbvio que a classe implementa o pattern Respository (não é igual ao DAO, mas chega a ser parecido) e se a anotação é @Controller você também pode associar diretamente a um controlador do modelo MVC.

Embora a princípio pareça apenas um enfeite, é possível listar algumas vantagens:

  • Ajuda na separação de camadas da aplicação.
  • Facilita a utilização de POA (AOP - Aspect Oriented Programming), como no caso do módulo Spring Data JPA, que "gera" dinamicamente a implementação de interfaces anotadas com Repository.
  • Permite o tratamento específico de exceções lançadas por camadas específicas, onde temos novamente o exemplo da camada de acesso a dados (Repository), onde o Spring irá traduzir exceções específicas de um banco de dados em classes padronizadas.
  • Você pode criar qualquer funcionalidade que necessite de tratamento geral por camada, basta usar um pouco a imaginação. :)

Sinceramente, não encontrei desvantagens no uso das anotações específicas com relação à anotação genérica. A única ressalva é quanto ao desempenho do component-scan, que encontra as anotações automaticamente (independente de qual você está usando), pois ele pode atrasar a inicialização da aplicação. Mapear os beans em XML melhora o tempo de inicialização se isso for algo crítico.

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