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Sempre estranhei a sintaxe do #include e do #define, pois diferem muito da sintaxe do restante da linguagem. Descobri que isso se deve ao fato desses comandos se destinarem ao pré-processador e não ao processo de compilação "em si".

Descobri também que manuais de compiladores como o Manual do GCC desestimulam o uso do pré-processador, sugerindo que o programador dê preferência aos mecanismos da própria linguagem. Exemplo: na seção sobre o comando #pragma, que modifica os parâmetros para compilação, recomenda-se sempre que possível substituí-lo por atributos de função.

Entretanto, apesar dos argumentos para dar-se preferência ao compilador me pareçam coerentes, nunca encontrei uma forma de usar bibliotecas em C/C++ sem o comando de pré-processamento #include. Além disso, para evitar a inclusão de cabeçalhos duplicados, é necessário utilizar include guards ou o comando #pragma once, ambos dependentes do pré-processador.

Porque as linguagens C/C++ não dão suporte à inclusão de bibliotecas utilizando apenas comandos do compilador?

Em Pascal e Object Pascal temos o uses, em C# usinge em Java o import, entre outros exemplos. Sei que as linguagens C/C++ estão em constante desenvolvimento e atualização até hoje, então por que esse tipo de recurso nunca foi adicionado?

Eu compreendo a utilização do pré-processador para compilação condicional, em especial no desenvolvimento de funções compatíveis entre vários SOs. Mas usar bibliotecas não seria uma função muito básica para ficar a cargo do pré-processador? Qual a justificativa para isso?

Desde que estudei o assunto, sinto que sempre que uso bibliotecas em C/C++ estou fazendo uma "gambiarra".

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Sem o #include realmente fica bem complicado, ainda que possível. Não sei se falam pra não usar nem isso, imagino que falam de outras coisas.

Porque as linguagens C/C++ não dão suporte à inclusão de bibliotecas utilizando apenas comandos do compilador?

Porque C foi criada há quase 50 anos atrás e isto não era tão simples, não pensaram nisso bem. C++ precisou manter a compatibilidade.

Em Pascal e Object Pascal temos o uses

No início não tinha nada disso.

C muda pouco, a ideia é mantê-la estável. C++ terá algo assim logo, mas não sei se eliminará totalmente o uso do PP.

Eu compreendo a utilização do pré-processador para compilação condicional

Em C++ já podia em grande parte, e logo poderá em 100% casos não precisa disso.

usar bibliotecas não seria uma função muito básica para ficar a cargo do pré-processador? Qual a justificativa para isso?

Não é nada trivial inserir na linguagem, é trivial em C porque não faz parte da linguagem, e por consequência não dá muitas garantias, se você fizer errado, babau.

  • Sobre o #include, de fato os manuais não falam para não usar, mas eu estranhei o fato de aparentemente não existir alternativa para ele. Você disse, porém, que é possível usar bibliotecas sem ele. De que forma? Procurei material a respeito e não encontrei. – João Pedro 20/02/18 às 1:16
  • E talvez eu tenha me expressado mal quando falei da biblioteca ser uma função muito básica. Não quis dizer que é fácil de implementar no compilador, mas "básico" no sentido de "comum", ou seja, os programadores quase sempre precisam usar bibliotecas. – João Pedro 20/02/18 às 1:20
  • Sobre a estabilidade, não seria possível que a linguagem passasse a dar suporte diretamente a bibliotecas ao mesmo tempo que mantém o "modelo antigo" (com #include) também funcionando? – João Pedro 20/02/18 às 1:31

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