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Nesta outra pergunta eu perguntei a mesma coisa, mas em relação a Java. Agora pergunto sobre o Javascript.

Pelo que eu saiba, historicamente o Javascript sempre foi interpretado, mas o Google mudou isso com o V8 no Chromium. Estou certo ou errado? E em relação aos outros browsers, como o Firefox e IE, ainda é interpretado?

  • Essa é uma boa pergunta – RodrigoBorth 22/07/14 às 11:36
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Compilado em tempo de execução. Tal como o V8, os demais browsers introduziram Compilação JIT aos seus motores JavaScript para melhorar a performance, alguns quase que paralelamente ao lançamento do V8 (e outros depois):

  • Internet Explorer: suporta JIT a partir da versão 9, com a engine Chakra;
  • Firefox: suporta JIT a partir da versão 3.5, com o TraceMonkey. Segundo a Wikipedia, esta foi inclusive a primeira implementação a usar JIT, e não o V8, mas os respectivos artigos não dão datas exatas. A partir de então, outros motores também JIT foram incorporados ao SpiderMonkey;
  • Opera: usa o V8, a partir da versão 15;
  • Safari: usa a engine Nitro, também JITada, a partir de 2008 (não há menção à versão).

Esses são os principais browsers. No contexto standalone, temos o Node.js que é baseado no V8, e o Rhino que é um caso especial: originalmente, ele operava em modo compilado de A pra B, i.e. traduzindo todo o código JavaScript para bytecodes Java (um exemplo prático do 3º item na minha resposta à sua outra pergunta). Isso oferecia uma performance de execução ainda melhor que a compilação JIT, mas com a desvantagem do tempo de compilação ser longo. Hoje ele dá suporte aos dois modos: compilado e interpretado, de modo que o programador pode pesar o que é mais importante para ele numa determinada situação - velocidade de execução vs. velocidade de compilação.

Concluindo, todas as implementações modernas mais comuns usam algum tipo de compilação, a maioria do tipo JIT. Podem haver outras que eu não conheço e, de todo modo, vale relembrar o que disse Maniero na mesma pergunta linkada: "Não podemos dizer que existem linguagens interpretadas ou compiladas ou mesmo JITtadas. No máximo podemos dizer que as implementações tem estas características. E elas não são mutuamente exclusivas."

  • Isso explica por que o Opera ta sempre apanhando das minhas animações enquanto outros navegadores rodam perfeitamente – RodrigoBorth 22/07/14 às 17:51
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V8 e Rhino são exemplos de compiladores de JavaScript. Respectivamente, para código nativo interno (C++) e para JAVA Bytecode. Existem ainda outros interpretadores que utilizam um compilador JIT.

À risca, JavaScript é tanto interpretado quanto compilado – essa especificação não é obrigatoriamente de responsabilidade da linguagem, mas no cenário JavaScript, você pode delegar qual mecanismo de interpretação ou compilação você vai querer usar.

Se você quiser utilizar o V8, o Google explica como trabalhar em cima do seu motor que, como já dito, é compilado. Aplicações naturalmente web, por sua vez, utilizarão os motores e dispositivos providos pelos navegadores do cliente, que trazem consigo mecanismos interpretadores e que não compilarão o JavaScript em um padrão standard.

Cuidado aqui: precompilação de assets

Um erro recorrente é confundir compilação de assets com compilação de linguagem. Quando usamos Rails, por exemplo, podemos utilizar o Asset Pipeline para precompilar os nossos assets, fazendo com que uma quantidade X de arquivos .js se unifiquem e se comprimam para então formar um só, minificado, resultando em uma sensação (errônea) de "compilação".

Na verdade, houve sim uma compilação, mas ela não é a mesma que você está pensando, como a qual C# ou JAVA fazem.

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