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Eu tenho um banco de dados (MySQL), e em uma tabela estou tendo cerca de 80 colunas. Estou pensando em separar essa informações em demais tabelas, e manter um relacionamento 1:1. Porem isso pode impactar um pouco no tempo de desenvolvimento, criar mais objetos, etc.

Qual a vantagem de utilizar diversas tabelas com relacionamento 1:1, em vez de utilizar tudo na mesma tabela?

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    Você não tem anomalias com update/delete ou perda de informção, uma tabela do banco de dados também não é um planilha de excel xD. Leitura super recomendada => O que é normalização de banco de dados? – rray 8/11/17 às 13:05
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    Por exemplo se na tabela funcionario tiver um coluna com a descrição do cargo digamos que quando o último estagiário for promovido ou demito (delete nesse caso) nenhum outro funcionário podera ter esse cargo pq ele não existe mais. Agora se no lugar da descrição do cargo tivesse o id do cargo esse evento não causaria nenhuma perda de informação. – rray 8/11/17 às 13:13
  • Entendi, e eu posso ter algum ganho com performance, com isso? Sendo que em 95% dos casos onde realizo query nessa tabela, não vou trazer todos os dados, mas somente dados específicos. – Erico Souza 8/11/17 às 13:59
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    Sim e não. Sim pq se quebrar em varias tabelas vai eliminar valores duplicados o que resulta em menos linhas em uma tabela ou se precisa de algo especifico só pega o necessário. Não a performace geralmente diminu pq vai precisar de alguns joins para trazer toda a informação necessária pela consulta já que agora elas estão separadas. – rray 8/11/17 às 14:03
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No comentário acho que está se falando do relacionamento N:1. Muitas pessoas confundem com 1:1. A não ser que o texto esteja só confuso por causa do curto espaço máximo imposto.

A N:1 é por causa da normalização, ali o exemplo eventualmente se torna 1:1, mas por circunstância, não por obrigatoriedade, não é formalmente 1:1. Neste caso isolando o dado você pode fazer manutenção nele e isto se reflete em todos os lugares que ele foi usado. Se estiver na própria tabela, ele se torna repetitivo e uma manutenção nele tem que descobrir em todos os lugares que foi usado e mudar tudo. E ainda corre o risco de ele ser entrado errado de forma não padronizada e nem conseguir identificar onde ele foi usado. A normalização cria uma forma canônica para lidar com isso. Muitas pessoas não percebem que isso é DRY, provavelmente o conceito que se a pessoa dominar totalmente nem precisa aprender bem outros.

Muitas vezes olhamos o 1:(0,1) como 1:1. O 1:1 mesmo obrigando os dois lados terem 1, em alguns casos pode ser que um lado obrigatoriamente tem um, mas o outro pode ter zero.

O 1:1 geralmente usa-se por alguns motivos:

  • O domínio (objeto) é totalmente diferente, e dos dois lados só pode ter um.

    Um exemplo que eu dou muito é a pessoa que tem dados do seu papel como cliente, fornecedor, funcionário, etc. A pessoa só pode ter um dado de cada um desses papéis (cada papel tem sua tabela) e cada cadastro do papel só pode pertencer a uma pessoa. Isto é claramente 1:1, ou 1:(0,1) já que na maioria das vezes uma pessoa pode não ter um papel específico. Muita gente não enxerga assim porque eles duplicam entidades no banco de dados ou fazem tabelas/classes "deuses". A maioria dos modelos por aí são cópias do que já existia, a pessoa não pensa nele, e faz errado.

    Outros exemplos 1:1 ou 1:(0,1):

    Uma pessoa pega um celular da empresa. Uma pessoa só pode pegar um celular de cada vez (regra da empresa) e esse celular só está com uma pessoa (ela pode ter 0 celulares). Mas se quiser manter históricos dos celulares já pegos o modelo não funciona mais

    Só existe um chefe no departamento e chefe só gerencia um departamento (alguma regra pode deixar ser diferente, mas vamos tratar que sempre é assim nesta empresa). Mas se alguma regra mudar, já era

    Uma pessoa só tem um cônjuge atual (tem país que não é assim)

    Um cliente só pode reservar um quarto no hotel e o quarto só pode estar reservado para um cliente (considerando que não se faz overbooking).

    Wikipedia tem mais (o exemplo da capital tem exceção, embora dê para contorná-la e deixar 1:1). Ou seja, todos funcionam se a regra for muito rígida.

  • Muitos dados são opcionais, em tese pode-se ir até a sexta forma normal para resolver isso. Muitas vezes quando isto corre é porque o domínio talvez fosse diferente e a pessoa não percebeu.

    Se as pessoas soubessem usar o modelo relacional direito e os SGDBRs tivessem colocado alguns recursos antes talvez não existisse o NoRel (que as pessoas chamam de NoSQL).

  • Partes secundárias dos dados de uma tabela/objeto raramente são acessadas junto com a parte principal. Então é uma otimização manter separado e não ter que tocar (ler ou escrever) nessas partes (ajuda o cache e reduz a área de travamento automático em concorrência e pode ter menos contatos com o armazenamento de massa permanente, que é lento, em importações longas). Esta otimização precisa ser muito bem pensada porque muitas vezes pode ser pior do que espera. Também possa ajudar se a pessoa abusa do SELECT *.

    O que é mais rápido depende de uma série de fatores que muitas vezes nem conseguimos antecipar antes do sistema ser usado efetivamente. E muitas vezes otimizamos coisas que não precisavam ou que ficam pior do que esperávamos. Quase sempre fazer isto antes de saber que precisa é otimização prematura.

    Geralmente as pessoas ignoram a modelagem lógica. As pessoas sempre pensam na modelagem física. É possível fazer a modelagem lógica do jeito mais organizado e a física do jeito mais otimizado.

    Muitas pessoas usam pensando nisto, mas no fundo os dados eram de um domínio diferente e o motivo real que a pessoa usou, sem perceber é o anterior.

  • Alguns casos tem tantas colunas que fica quase não gerenciável assim. Divide-se, mas de novo provavelmente estão criando uma modelagem errada e misturando dados de objetos que deveriam ser diferentes.

  • Cada aplicação/operação deve ter privilégios para acessar uma parte, mas não outra e para dar esses privilégios geralmente tem que separar as tabelas (deficiência do banco de dados). Provavelmente era outro domínio de qualquer forma.

  • Pode demorar muito para adicionar uma coluna nova na tabela e poderia bloquear as aplicações de usar a tabela por muito tempo (deficiência do DB), aí é melhor criar uma tabela nova associando. É gambiarra, claro.

  • Por ser assim por questões de replicação ou alguma estratégia específica.

  • O modelo do ORM ou outra ferramenta que a pessoa usa ou por alguma questão relacionada ao legado exige algo assim.

  • A pessoa não tem noção do que está fazendo.

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    No exemplo 1:1, eu particularmente percebi como sendo 1:[0,1]. Afinal, uma Pessoa pode simplesmente existir, sem ainda estar atrelada a ser Cliente ou Funcionario – Jefferson Quesado 8/11/17 às 14:25
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    @JeffersonQuesado tens razão, vou melhorar isso. – Maniero 8/11/17 às 14:27
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    Sinceramente, eu só percebi como caso 1:1 isso: Partes secundárias dos dados de uma tabela/objeto; mas mesmo nesses casos eu concordo muito com sua ressalva que provavelmente seja uma otimização prematura (faltam uns 4 itens para eu terminar de ler) – Jefferson Quesado 8/11/17 às 14:28
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    Quem vai determinar a regra do relacionamento é o domínio, espero que com a edição isto fique mais claro. Não existe regra fixa, por isso não dá para afirmar que é ou não é sem conhecer o caso específico. Eu idealizei alguns casos que teriam regras que fazer ser 1:1 ou 1:(0,1). – Maniero 8/11/17 às 14:33
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    Ficou muito boa a edição – Jefferson Quesado 8/11/17 às 14:35
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Qual a vantagem de utilizar diversas tabelas com relacionamento 1:1, em vez de utilizar tudo na mesma tabela?

Eu diria que as vantagem mais significantes seriam:

  • Segmentacão por domínio
    Assuma um caso onde uma tabela possui os dados de Clientes, incluindo Telefones. Estes são dois domínios diferentes, e diferentes casos de uso podem ser aplicados se a tabela for particionada (dois Clientes com um mesmo Telefone, ou um Cliente com dois Telefones.)
  • Particionamento de domínios 1:[0..1] (Zero ou Um)
    Uma tabela única pode conter baixa densidade de dados (vários registros com uma grande quantidade de campos com valor NULL ou equivalente). O particionamento neste caso ajudaria na performance em queries (já que o engine não teria que ignorar valores fora de escopo.)
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    TelefoneS já é 1:N. Se for telefonE, aí não vejo sentido a não ser que tenha um monte de dados relacionados, mesmo assim, com ressalvas, e não vejo isto ocorrendo. Se está separado porque várias pessoas podem ter o mesmo telefone é N:1. O motivo é real, o exemplo não é 1:1 – Maniero 8/11/17 às 14:41
  • @Maniero na verdade eu quis expressar a presença de N Clientes e N Telefones na mesma tabela, não que a tabela possui, por exemplo, os campos Telefone1 e Telefone2. – OnoSendai 8/11/17 às 15:10
  • Acredito que o exemplo ficaria melhor, como: Eu tenho um cadastro de Imovel, e o Imovel, tem um Endereço. (um endereço só pode ser um imóvel, e um imóvel pertence a somente um endereço). Ou seja, 1:1. – Erico Souza 8/11/17 às 15:12
  • @EricoSouza concordo, este é um exemplo válido. Ainda assim um Cliente pode possuir ou não um imóvel, ou possuir N imóveis. Segmentação por domínio permitiria a expressão destes casos de uso sem repetição (ou omissão). – OnoSendai 8/11/17 às 15:14
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    @EricoSouza é isso aí. Por isso que o modelo NoRel costuma ser furado na maioria dos problemas que resolvemos. NoRel prega objetos deuses e o mundo real não é assim. Cria-se pesadelos em muitos casos, pelo menos em negócios. Isso funciona qdo vc pode estabelecer regras. Sabe porque o Gmail não tem um monte de feature que outros clientes de e-mail tem? Poque elas não se encaixam no modelo do banco de dados deles. É, ferram a UX pra ter mais eficiência no banco de dados.A SE faz isso com esse site em alguns pontos.Falei disso em pt.stackoverflow.com/a/252792/101 ,mas teve quem ñ gostou – Maniero 8/11/17 às 15:38

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