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Como faço para escrever o código para um loop com base nesse fluxograma? Tem um do...while. Peeciso de uma resposta simples e direta com nested loops.

inserir a descrição da imagem aqui

  • Java ou Processing ? A sua dúvida é em relação ao fluxograma ou ao do...while ? Independentemente disso aconselho a rever toda a matéria dada pelo professor – Isac 2/11/17 às 3:04
  • Processing ou java. O importante é eu entender como interpretar o fluxograma. Na matéria não ficou claro. Queria chegar nos 5 loops, mas não estou conseguindo sair nem do primeiro. – find83 2/11/17 às 3:10
  • Isso eu faria com um loop infinito e um break em B – Jefferson Quesado 2/11/17 às 3:38
  • @JeffersonQuesado pode me dar um exemplo? – find83 2/11/17 às 3:39
  • Estou providenciando na resposta ;-) – Jefferson Quesado 2/11/17 às 3:40
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Esse fluxo, me diz o seguinte:

  1. Execute tarefa A
  2. Faça a comparação B; se der verdadeiro, saia do laço
  3. Execute a tarefa C
  4. Volte para o passo 1

Note que o fluxo no passo 4 é um desvio incondicional retornando para o passo 1. Esse desvio acaba por criar um laço infinito (enquanto B não for satisfeito). De modo geral, eu faria assim:

while (true) {
  // passo 1
  // passo 2
  // passo 3
}

O passo 4 está representado pelo controle de fluxo fornecido pelo while. Preenchendo algumas lacunas a mais, obtemos:

while (true) {
  A();
  // passo 2
  C();
}

Assumindo que A() e C() são os métodos chamados nos passos 1 e 3. Pode ser qualquer coisa, mas representei por métodos.

Sobre o passo 2, ele envolve uma condicional em B. Não tem caso senão. Então, de modo geral:

while (true) {
  A();
  if (B()) {
    // ação caso B seja verdadeiro
  }
  C();
}

A ação para sair do laço é com o break. Então:

while (true) {
  A();
  if (B()) {
    break;
  }
  C();
}

Usando a linguagem dot para descrever seu diagrama, obtive o seguinte:

diagrama original, mas em dot

Estou só republicando-a aqui pois vou usar essa linguagem para fazer algumas manipulações na estrutura do laço e gerar outras equivalentes, então a ideia é diminuir o estranhamento.

A estrutura do laço é equivalente à expressão:

AB(CAB)*

Por que falo isso? Simples, porque inicialmente A e B são executados e, dependendo desse resultado, executo C, depois A (voltando no laço) e então B novamente, para tomar a decisão para onde partir.

A seguinte descrição é a tradução da expressão. Note que esse passo-a-passo é equivalente ao primeiro.

  1. Execute tarefa A
  2. Enquanto não B, faça:
    1. Execute C
    2. Execute A

Comparando com o esquema anterior, não precisei mais de um passo de desvio incondicional, usei um "enquanto". Copiei o comando que estava anterior à condicional para o final do laço, de modo que seja executado na hora certa a mesma quantidade de vezes.

O fluxograma agora é desenhado assim:

A1-> B -> C -> A2 -> B...

Em código, o enquanto vira um while. O resto se mantém:

A();
while (!B()) { // perceba que eu só repito enquanto `B()` for falso, já que `B()` é a condição de saída
  C();
  A();
}

Ainda usando o fluxograma 2, podemos fazer usando o for. Não gosto dessa alternativa, mas ela funciona.

A();
for (; !B(); A()) {
  C();
}

Alterando um pouco o for, obtemos o seguinte:

A();
for (; !B(); C(), A());

Podemos fazer o for como laço infinito também:

for (;;C()) {
  A();
  if (B()) {
    break;
  }
}

Se fizer muita insistência em fazer a verificação depois das operações, essa operação precisa ficar necessariamente depois de todas as operações. Para isso, podemos definir que o rodável inicial seja apenas A, atribuir para o rodável a executação de C e em seguida A e, então, fazer a verificação condicional:

Runnable rodavel = () -> { A(); };
do {
  rodavel.run();
  rodavel = () -> { C(); A(); };
} while (!B());

Podemos também controlar de outra maneira o jeito como se roda a operação C. Podemos controlar através de uma flag mnemonicamente denominada deveExecutarC, que começa como falsa mas, no final do laço, é atribuído o valor verdadeiro nela:

boolean deveExecutarC = false;
do {
  if (deveExecutarC) {
    C();
  }
  A();
  deveExecutarC = true;
} while (!B());

Podemos tentar atribuir diversas vezes o valor da flag ao colocar essa atribuição dentro do bloco else:

boolean deveExecutarC = false;
do {
  if (deveExecutarC) {
    C();
  } else {
    deveExecutarC = true;
  }
  A();
} while (!B());

Esse problema poderia ser resolvido recursivamente também:

private void executaRecursivo() {
  C();
  A();
  if (!B()) {
    executaRecursivo();
  }
}

private void fluxograma() {
  A();
  if (!B()) {
    executaResursivo();
  }
}

Basta chamar o método fluxograma e você obterá a mesma execução.


Podemos pôr a recursão de modo distinto, passando um parâmetro para ela. A ideia é a mesmo do do-while com a flag deveExecutarC:

private void fluxograma(boolean deveExecutarC) {
  if (deveExecutarC) {
    C();
  }
  A();
  if (!B()) {
    fluxograma(true);
  }
}

private void fluxograma() {
  fluxograma(false);
}

Para obter o resultado desejado, basta chamar fluxograma(), sem argumentos.


Mais variação com recursão:

private void recursao() {
  if (!B()) {
    C();
    A();
    recursao();
  }
}

private void fluxograma() {
  A();
  recursao();
}

Como de costume, basta chamar fluxograma().


Uma variação mais amigável da recursão anterior:

private void recursao() {
  if (B()) {
    return;
  }
  C();
  A();
  recursao();
}

private void fluxograma() {
  A();
  recursao();
}

Como de costume, basta chamar fluxograma().


Outra variação:

private void fluxograma() {
  A();
  if (B()) {
    return;
  }
  C();
  fluxograma();
}

Como de costume, basta chamar fluxograma().


Mais uma recursão, inspirada nesta resposta, desdobramento Recursão indireta da função, ponteiro de função:

private void fluxograma() {
  A();
  Runnable funcaoSaida = B()? () -> {}: () -> { C(); fluxograma(); };
  funcaoSaida.run();
}

Como de costume, basta chamar fluxograma().


Se não desejar a variável:

private void fluxograma() {
  A();
  (B()? (Runnable) () -> {}: (Runnable) () -> { C(); fluxograma(); }).run();
}

Como de costume, basta chamar fluxograma().

  • Entendi o que tu fez e acho que é a melehor solução. Mas, e os outros 4 loops? Tenho que usar um loop dentro de outro? – find83 2/11/17 às 4:02
  • Estou trabalhando para mostrar como manipular a ordem das operações, de modo a obter fluxos equivalentes e, portanto, um outro modo de ordenar. Só por curiosidade, de onde tirou esse número 5? – Jefferson Quesado 2/11/17 às 4:07
  • O número 5 é qualquer número. Estou tentando gerar o mesmo resultado para esses loops. Poderia ser qualquer número. Somente criei uma condição. – find83 2/11/17 às 4:09
  • Então não são "5 formas possíveis de escrever". Você está a descrever um laço que se repita 5 vezes – Jefferson Quesado 2/11/17 às 4:11
  • Não, o 5 era um teste e poderia ser qualquer coisa. Fiz um código sem sentido. São 5 diferentes respostas para o fluxograma. Um loop é com break (resposta 1), o outro acredito que seja loops alinhados (resposta 2), o outro um loop fora do outro (resposta 3), mas e os outros 2? – find83 2/11/17 às 4:15

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