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Olá. Eu tinha em javascript um código mais ou menos assim:

function loop (i) {
    function callback () {
        // fazia alguma coisa
        if (i < 10) loop(++i);
    }
    setTimeout(callback, 1000);
}

Basicamente uma função que é chamada pelo setTimeout e que está definida dentro de uma função que ela vai chamar de novo. Há algum problema de desempenho nisso? Em python ou outra linguagem isso também é ruim?

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    Qual seria o objeto desta função? Uma função interna que utiliza o escopo de sua função mãe chamamos de closure. Para definir se isso deve ser feito ou não, é necessário descrever qual o objetivo da função; depende do "alguma coisa" dentro dela. – Anderson Carlos Woss 29/10/17 às 12:43
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Não há problema nenhum nisso e nem nenhum custo de desempenho. Inclusive essa prática é utilizada em diversos frameworks, tais como o jQuery.

Entretanto, tal como em qualquer outra coisa relacionada a programação, dependendo do caso, essa pode ou não ser a melhor abordagem. Em muitos casos onde o setTimeout é utilizado (mas não em todos), pode ser interessante utilizar-se funções assíncronas. Novamente, isso daí é uma ferramenta que o desenvolvedor dispõe para utilizar, e como qualquer outra ferramenta, tem ocasiões onde é uma boa alternativa a se utilizar e ocasiões onde não é. Por exemplo, um martelo pode ser uma excelente ferramenta para afixar pregos, mas terá um péssimo resultado se o que você precisa é cortar um pedaço de madeira.

O uso de funções dentro de funções (muitas vezes anônimas) é um recurso muito utilizado em diversas linguagens de programação sobre o nome de lambda.

O python é uma linguagem que implementa lambdas. O Java 8 e superior também (embora fosse possível e comum simular-se isso com classes anônimas desde o Java 1.1). O C# também implementa esse conceito. O JavaScript implementa desde o seu nascimento. O Pascal também conta com isso. Esse conceito é algo bastante difundido, embora seja algo que tenha sido negligenciado por muito tempo em diversas linguagens de programação, inclusive em algumas que já adotavam desde o começo, e só começou a ser valorizado a partir da década de 2000.

Algumas linguagens adotaram isso bem tardiamente, como por exemplo o C++, que só implementou lambdas a partir da versão de 2011, embora ponteiros para funções estivessem sendo usados para fazer isso desde as primeiras versões do C (entretanto, sem permitir colocar uma função dentro da outra e com uma sintaxe horrorosa e muito desencorajadora).

Quanto a diferença de desempenho, obviamente isso depende da linguagem, mas em quase todas elas essa diferença, quando existe, é tão pequena que nem chega a ser mensurável.

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