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Por exemplo:

class ListaUnica(object):
    def __init__(self, tipo):
        self.tipo = tipo
        self.lista = []
    def __len__(self):
        return len(self.lista)
    def __getitem__(self, p):
        return self.lista[p]
    def __iter__(self):
        return iter(self.lista)
    def indice_valido(self, i):
        return 0 <= i < len(self.lista)
    def verifica(self, elemento):
        if self.tipo != type(elemento):
            raise TypeError('Tipo inválido !')
    def pesquisa(self, elemento):
        self.verifica(elemento)
        try:
            return self.lista.index(elemento)
        except ValueError:
            return -1
    def adiciona(self, elemento):
        if self.pesquisa(elemento) == -1:
            self.lista.append(elemento)
    def remove(self, elemento):
        if self.pesquisa(elemento) != -1:
            self.lista.remove(elemento)
  • Por que subir uma exceção?
  • O programador não deveria fazer de tudo para que uma exceção não ocorra?
  • Qual a utilidade de subir uma exceção?
  • A exceção não para a execução do programa?
  • Logo, quando se faz necessária?
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Por que subir uma exceção?

Essa é idêntica à última pergunta, vamos contextualizar as coisas primeiro.

O programador não deveria fazer de tudo para que uma exceção não ocorra?

Na verdade, não. O programador deve fazer de tudo para que o programa não dê uma resposta incorreta. As exceções ajudam com esse cenário.

Então, vamos pensar, por exemplo, num script que o administrador do sistema rode manualmente para fazer um back-up. Se esse script parar com uma execeção, e vocẽ conseguir ler na mensagem apresentada que o disco de destino está cheio, isso é muito, muito melhor do que o script terminar sem uma mensagem de erro, mas não fazer o back-up.

Agora sim, via de regra, em algum ponto no seu programa deve haver um bloco do tipo "try:...except:" que captura todas as exceções possíveis, e apresenta uma mensagem apropriada para o usuário.

No exemplo que eu dei, de um script executado direto pelo administrador, isso é menos importante do que, por exemplo, num sistema Web, em que deve ser apresentado para o usuário uma página do tipo "ocorreu um erro interno no servidor, por favor contate o administrador", ou num jogo em que pode aparecer a mensagem "operação não realizada: tente novamente".

Em nenhum desses casos poderia acontecer da operação não ser bem sucedida e o usuário não ser informado.

Agora, dentro de um bloco "try: except:", dependendo da natureza da operação e da exceção, o próprio programa pode fazer uma tentativa de repetir a operação.(Por exemplo, numa requisição a um servidor externo que dê um timeout, o programa pode refazer a requisição).

Qual a utilidade de subir uma exceção?

A maior utilidade é "desviar o código para outra camada, onde você tem que se preocupar com o erro". Basicamente é isso: uma exceção pode sair de vários "if" aninhados, de vários "for" e "retornar" de um número arbitrário de funções - até um ponto no código em que faça sentido relatar o erro ao usuário, ou tentar uma correção automática.

Vamos tomar por exemplo a linguagem C, que não tem exceções. Nela se convenciona que quando uma função não pode cumprir seu papel - por exemplo, não tem memória o suficiente, ela tem que retornar um valor pré-determinado para indicar esse erro.

Agora, vamos supor que eu estou fazendo um programa que codifica música em MP3 - ele tem essas funções em pesudo-código, uma chamando a outra. Eu poderia precisar então das chamadas nessa ordem (com mais código em cada função onde estão os ...:

interagir_com_usuario() {
    codificar_musica();
}

codificar_musica(...) {
    ...
    ler_arquivo_original(...);
    ...
}

ler_arquivo_original(...) {
   ...
   reservar_memoria(...);
   ...
}

reservar_memoria(...) {
   ...
   malloc(xxx);
   ...
}

Agora, se não há memória suficiente, é essa última chamada, à malloc que vai retornar erro. E nosso programa vai avisar o usuário disso na função "interagir_com_usuario". O código numa linguagem sem exceção tem que ser:

#define ERRO -1

interagir_com_usuario() {
    sucesso = codificar_musica();
    if (sucesso == ERRO) {
        printf("Não foi possível copiar a música!");
    }
}

codificar_musica(...) {
    ...
    sucesso = ler_arquivo_original(...);
    if (sucesso == ERRO) {
        return ERRO
    }
    ...
}

ler_arquivo_original(...) {
    ...
    sucesso = reservar_memoria(...);
    if (sucesso == ERRO) {
        return ERRO
    }

   ...
}

reservar_memoria(...) {
    ...
    memoria = malloc(xxx);
    if (memoria == NULL) {
        return ERRO
    }

   ...
}

Em linguagens que suportam exeção, bastaria a função "reservar_memoria" levantar uma exeção, e pronto, um except na função interagir_com_usuario poderia tratar isso: não há necessidade das verificações intermediárias.

Então, assim como a exceção pode ser gerada direto pelo sistema operacional, poderia ter sido algo que a função mais interna detectasse, por meio de um if... por exemplo, se o arquivo original não existisse, ou se o diretório de destino está sem espaço, antes de começar a codificação. Essa sequência de verificação de erros por valor de retorno se torna tediosa, e propensa a erros.

A exceção não para a execução do programa?

Não. A exceção vai retornando de várias funções chamadas até encontrar um bloco except correspondente. O programa só para se não houver nenhuma cláusula except numa função mais externa. As vezes nem é o próprio programador do sistema quem precisa escrever esse except. Por exemplo, se você está fazendo um código para Web com o framework Flask ou Django, e ocorre uma exceção no seu código, existe um except dentro do próprio framework, que vai gerar uma página de HTML com uma mensagem de erro genérica, gerar o log com os dados da exceção, e, sobretudo, manter o programa em execução para responder a próxima requisição de página.

Logo, quando se faz necessária?

Creio que com o exemplo do que é necessário fazer quando a linguagem não tem exceção deixa claro o suficiente como ela pode ser conveniente.

Mas tem mais coisas: uma exceção não necessariamente é devido a um erro no programa - você pode criar uma exceção personalizada justamente para o caso de precisar sair de várias funções aninhadas.

Um exemplo que acontece sempre em código meu, é em programação de jogos. Quando o personagem do joguinho morre, por exemplo, isso é detectado numa função de verificação, dentro do loop principal do jogo - no meio de um monte de outro código. Em seguida viriam outras verificações, atualização da posição dos inimigos, etc... No entanto, quando o personagem morre, eu levanto uma exceção com o comando raise. E o except para ela já fecha a cena de jogo, e volta para o menu inicial, pronto para reiniciar a fase. Gera código bem mais simples do que fazer uma sequência de ifs para tratar o mesmo caso.

E por fim, vale notar que o programa que você pegou como exemplo, com uma única função de duas linhas "verifica" que levanta ou não uma exceção, é onde a coisa tem pouca utilidade. Por que de qualquer forma, quem for chamar o método verifica vai ter que sempre fazer isso dentro de um try, except quando na verdade, poderia querer fazer um if. Um design mais interessante poderia ser o método verifica do exemplo receber um outro parâmetro dizendo se uma exceão deveria ser levantada, ou só retornar um código de False caso a verificação dê errado:

def verifica(self, elemento, excecao=False):
    if self.tipo != type(elemento):
        if excecao:
            raise TypeError('Tipo inválido !')
        return False
    return True

E aí pronto, quem quiser que no caso da verificação falhar ocorra a exceção chama essa função com o parâmetro excecao=True. E nesse caso, a pessoa pode querer isso justamente para tratar o problema em uma outra função, de nível mais alto.

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    Um exemplo vem prático inerente à própria linguagem é o final da iteração for, indicada pelo lançamento de uma exceção específica – Jefferson Quesado 30/10/17 às 4:45

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