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Percebi que no Laravel usa o arquivo .env para algumas configurações e no código ele uma função env(), pergunto:

  • Existe alguma forma de utilizar o arquivo .env no meu projeto php sem usar algum framework?

  • Se sim, como?

Observação: já fiz várias pesquisas e ainda não descobri.

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A título de curiosidade, informo que a Biblioteca utilizada para fazer a leitura desse arquivo .env chama-se vLucas/phpdotenv e pode ser instalada via Composer. Sendo assim, você pode implementar ela em qualquer projeto, desde que configure-a corretamente.

Por exemplo:

1 - Crie uma pasta para testar a biblioteca.

mkdir test_env

2 - Em seguida selecione essa pasta e instale o vlucas/phpdotenv através do Composer:

curl -s http://getcomposer.org/installer | php

php composer.phar require vlucas/phpdotenv

3 - Crie seu arquivo .env na mesma pasta.

#.env
PROJECT_NAME="Test Env"

4 - Crie um arquivo index.php

// Esse arquivo e pasta é gerado depois de instalação da biblioteca descrita acima
include_once __DIR__ . '/vendor/autoload.php';

$dotenv = new Dotenv\Dotenv(__DIR__);
$dotenv->load();

var_dump(getenv('PROJECT_NAME'));
var_dump($_ENV['PROJECT_NAME']);

Creio que parte dessa pergunta já se encontra respondida aqui:

  • Deu Fatal error: Call to undefined function env() in D:\wamp\www\testeenv\index.php on line 9 Call Stack – adventistaam 11/10/17 às 16:35
  • 1
    @adventistaam eu acho que errei nesse ponto, tente getenv por gentileza. – Wallace Maxters 11/10/17 às 16:43
  • @adventistaam era exatamente isso. O correto é getenv – Wallace Maxters 11/10/17 às 16:49
  • agora sim deu certo – adventistaam 11/10/17 às 17:19
  • 1
    como estou usando no windows a linha com o comando curl -s http ... não deu certo, mas usei o comando php -r "readfile('https://getcomposer.org/installer');" | php e consegui continuar – adventistaam 11/10/17 às 17:30
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Arquivos com extensão arbitrária

Alguns sistemas/frameworks podem eleger arquivos texto com extensões arbitrárias como .env, .ini, .config e outras, isto não faz destes arquivos nada em especial, é mera convenção, e deve ser tratado caso a caso.

No caso do Laravel, o arquivo .env é mera configuração, um arquivo texto normal, sem nada em especial, que fica usualmente no diretório config, e é usado complementarmente (sendo carregado no ambiente por uma função própria).

Veja na resposta do @GuilhermeNascimento um exemplo de como usar o parse_ini_file para a parte de leitura do arquivo, e na resposta do @Wallace mais detalhes sobre o projeto que mencionei logo abaixo.

A idéia aqui é que ao colocar algumas informações no ambiente, você está protegendo sua aplicação (exemplo: credenciais de acesso que não estejam num arquivo texto, protegidas de cópias acidentais), e tendo outras menos sensíveis em arquivos convencionais para facilitar cópia e migração.

Para usar em projetos seus (dica que o @bfavaretto deu nos comentários) tem este projeto no GitHub que carrega as variáveis de arquivos .env no ambiente do sistema:

https://github.com/vlucas/phpdotenv

Com este recurso, você pode mesclar o uso do arquivo .env com as variáveis do ambiente, tendo a vantagem mencionada de deixar em arquivo o que for menos sensível, e configurando diretamente no sistema coisas que não devem ser copiadas.

Com o projeto acima, basta depois usar as funções do env (environment = ambiente) do sistema operacional, o PHP tem funções próprias:


Utilizando o ambiente com $_ENV

Para acessar dados do ambiente basta usar a variável especial

$_ENV

(antigamente era $HTTP_ENV_VARS, que está obsoleta. $_ENV é a maneira "moderna")

Ela funciona de maneira análoga ao $_GET, $_POST etc.

Exemplo:

Se no seu ambiente você tem isto:

PATH=/root

ao usar

$caminho = $_ENV['PATH'];
echo $caminho;

obterá "/root"


Usando getenv()

A função getenv() se preza para o mesmo. Veja o código equivalente ao anterior, usando a função em vez de variável pré-populada:

$caminho = getenv('PATH');
echo $caminho;


Alterando um valor no ambiente com putenv()

A função putenv() permite que você altere/defina um valor no ambiente, sempre lembrando que vale para a sessão atual. Se quiser alterações permanentes, precisa usar os recursos do OS (ou no caso do Laravel, editar o arquivo .env)


Documentação:

http://php.net/manual/pt_BR/reserved.variables.environment.php

http://php.net/manual/pt_BR/function.getenv.php

http://php.net/manual/pt_BR/function.putenv.php

  • ele diz que está obsoleta – adventistaam 11/10/17 às 15:09
  • Não está. Leia o manual linkado . De qq forma, atualizei para esclarecer. – Bacco 11/10/17 às 15:12
  • Pelo que vi, o Laravel usa o .env com isto github.com/vlucas/phpdotenv – bfavaretto 11/10/17 às 15:23
  • Existe uma forma de eu usar um arquivo .env também? – adventistaam 11/10/17 às 15:28
  • Incorporei o link do @bfavaretto na resposta, creio que ele resolve para que você use .env nos seus projetos com as funções acima, sem precisar escrever código próprio para isto. – Bacco 11/10/17 às 15:35
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Creio que se é sem o uso de frameworks também esta considerando não usar bibliotecas externas, então você fazer um parse do .ini com parse_ini_file (que na verdade pode ter qualquer extensão) que é bem semelhante, por exemplo:

$parsed = parse_ini_file('config/foo.env');

Se o conteudo do arquivo for:

; Comentários começam com ';'

[database]
mysql_host = foo.com
mysql_login = baz
mysql_pass = foobarbaz

[debug]
enable = false
error_level = 32767 ; = E_ALL

[requirements]
phpversion[] = "5.6"
phpversion[] = "7.0"
phpversion[] = "7.1"
phpversion[] = "7.2"

Irá gerar isto (sem as "sessões"):

Array
(
    [mysql_host] => foo.com
    [mysql_login] => baz
    [mysql_pass] => foobarbaz
    [enable] => 0
    [error_level] => 32767
    [phpversion] => Array
        (
            [0] => 5.6
            [1] => 7.0
            [2] => 7.1
            [3] => 7.2
        )

)

Acaso deseje usar as sessões adicione o true:

$parsed = parse_ini_file('config/foo.env', true);

Irá gerar isto:

Array
(
    [database] => Array
        (
            [mysql_host] => foo.com
            [mysql_login] => baz
            [mysql_pass] => foobarbaz
        )

    [debug] => Array
        (
            [enable] => 0
            [error_level] => 32767
        )

    [requirements] => Array
        (
            [phpversion] => Array
                (
                    [0] => 5.0
                    [1] => 5.1
                    [2] => 5.2
                    [3] => 5.3
                )
        )
)

Claro que não é obrigatório usar o $_ENV, o Laravel usa quando a aplicação faz um requeste, adicionando os valores do .env, mas eu pessoalmente penso que isso é opcional, ainda sim se desejar fazer pode usar desta maneira:

$envs = parse_ini_file('config/foo.env');

foreach ($envs as $key => $value) {
    $_ENV[$key] = $value;
}

Claro que vai ficar só disponível dentro do script principal e após executar isso, mas não vejo muito porque usar além disto.

Outra opção que acho que pode até ser um pouco mais simples, seria apenas usar uma função:

function MeuEnv($chave)
{
     static $envs;

     if (!$envs) {
          $envs = parse_ini_file('config/foo.env');
     }

     return empty($envs[$chave]) ? null : $envs[$chave];
}

E o uso ficaria assim:

var_dump(MeuEnv('mysql_host'), MeuEnv('mysql_login'));

Recomendação

Eu realmente recomendo que não permita que arquivos assim fiquem acessíveis publicamente, o próprio Laravel é seguro em si, mas muita gente ao invés de apontar pelo VirtualHost para a pasta public dele apenas movem para public_html/public ou www/public e criam um .htaccess que reescreve a URL, até ai tudo bem, talvez não seja acessivel externamente, mas se o .htaccess for mal configurado conteudo isto:

RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-f
RewriteCond %{REQUEST_FILENAME} !-d

Os arquivos ficarão expostos, isso pode ocorrer no seu projeto também, então recomendo que tome cuidado com isto e se possivel mantenha os seus .env fora da pasta root do seu servidor (geralmente public_html, www) e se puder também só permita a leitura e manuseio do arquivo para o usuário do sistema operacional que realmente ajustar estes arquivos, então nunca use permissões como 777.

  • 2
    O objeto é deixar as configurações do banco fora dos commits, e essa aí é uma ótima solução – adventistaam 11/10/17 às 16:37
  • @adventistaam só recomendo que coloque arquivos com dados sensiveis, como autenticação de banco em uma pasta que não seja acessivel publicamente via HTTP ;) – Guilherme Nascimento 11/10/17 às 16:38
  • Entendi. Isso é muito importante – adventistaam 11/10/17 às 16:40
  • 2
    Nessa resposta eu expliquei bastante coisa a respeito de configurações. Vale a pena dar uma olhada. – Wallace Maxters 11/10/17 às 16:42

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