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É comum em muitos sistemas ao inserir o usuário e a senha incorreta, o sistema nos informar que um deles está errado, mas não exatamente qual (isso acontece também aqui no Stack Overflow).

Isto acontece para proteger os dados? Ou poderíamos dizer que é porque é mais fácil fazer dessa forma?

Hoje em sistemas como o Google e a Microsoft é diferente do passado, agora primeiro pedem o login e só se estiver correto pedem a senha.

  • 4
    Curtamente falando: isso é para evitar dar dicas a um possível atacante que ele acertou o usuário; longamente falando: não fazer a verificação de usuário e senha separador implica em um acesso único ao banco, o que implica em ganho de performance por não esperar latência de comunicação. Sem falar que consultar só um ou os dois tem basicamente o mesmo peso. Esperando alguém fornecer uma resposta mais completa e fundamentada do assunto – Jefferson Quesado 11/10/17 às 5:28
  • 1
    Pois bem, eu não sei dizer porque o Google mudou o design de validação de senha, mas esses eram os porquês que eu sabia – Jefferson Quesado 11/10/17 às 5:31
  • 3
    Isso basicamente depende do volume de usuários da aplicação. Se você tem um pequeno sistema, com uma centena de usuários, a informação de usuário correto é preciosa. No caso do google e da MS, a grande maioria das coisa que você "chuta" é um usuário válido, então fica irrelevante proteger esta parte das credenciais, o que por consequência permite repensar no mecanismo. Sobre a usabilidade da UI, são soluções equivalentes. O "esforço" pra trocar de campo na mesma tela equivale ao de entrar o nome de usuário para pular para a tela seguinte, então a escolha dos passos se dará por outros critérios – Bacco 11/10/17 às 14:29
  • 8
    Curiosidade: como sempre, a Google implenta as coisas "mais ou menos". Já reparei em vários lugares que tem hora que você acerta o usuário, mas o avatar não aparece (o que estraga totalmente a vantagem de você avaliar se está no formulário correto, e não num fake). No começo achei que realmente poderia ser um ataque MitM, mas confirmei em lugares e equipamentos completamente diferentes e com mais de uma conta (de pessoas diferentes, inclusive). – Bacco 11/10/17 às 14:31
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Acredito que as respostas são boas, mas a resposta do @Stormwind sobre "uma mensagem de erro genérica" me deixou um pouco intrigado.

Hoje em sistemas como o Google e a Microsoft é diferente do passado, agora primeiro pedem o login e só se estiver correto pedem a senha.

Acredito que isto ocorra porque a senha não é tão relevante. Já existe autenticação em dois (ou mais) fatores. No passado, apenas o conhecimento da senha já dava acesso a conta. Hoje em dia isso não se aplica, agora você precisa de mais do que apenas a senha.

Especificamente o Google permite até o uso de FIDO U2F, que exige uma chave física, USB, que nela contêm uma chave ECDSA, no qual assina o "desafio".

Enfim, mesmo que o atacante saiba o e-mail e a senha ainda terá um trabalho. Por isso, acredito que se tornou irrelevante o atacante saber apenas o e-mail e como já foi dito, passaram a informar o usuário o que está errado, melhorando sua experiencia.

Isto acontece para proteger os dados? Ou poderíamos dizer que é porque é mais fácil fazer dessa forma?

Informar dois textos iguais não provê segurança alguma, você precisa executar exatamente a mesma coisa. Caso contrário, você poderá informar ao atacante que o usuário existe ou não, por outros caminhos.

Considere este código, INSEGURO:

func login(w http.ResponseWriter, r *http.Request) {
    var hashedPassword string
    var username = r.PostFormValue("username")
    var password = r.PostFormValue("password")

    if username == "" || password == "" {
        fmt.Fprint(w, "Você precisa enviar os dados")
        return
    }

    err := db.QueryRow("SELECT `senha` FROM login WHERE usuario = ? LIMIT 1", username).Scan(&hashedPassword)
    if err != nil {
        fmt.Fprint(w, "Senha ou usuário incorreto")
        return
    }

    if err := bcrypt.CompareHashAndPassword([]byte(hashedPassword), []byte(password)); err != nil {
        fmt.Fprint(w, "Senha ou usuário incorreto")
        return
    }

    fmt.Fprint(w, "Conectado com sucesso")
}

O código acima sempre vai informar "Senha ou usuário incorreto" se você errar uma das coisas. Você pode dizer que o código acima cumpre o que o @Stormwind diz:

Se você usa uma mensagem de erro genérica, você está "aumentando a segurança", uma vez que o atacante não saberá se pegou nomes válidos e existentes no seu sistema [...]

Mas.... Não. Isso não adiciona nenhuma segurança. Um atacante ainda consegue obter a informação original, observe que o tempo de processamento é diferente:

Usuário "QueNaoExiste":

curl -d "username=QueNaoExiste&password=a" http://127.0.0.1:8888/login -w " "%{time_total}

Senha ou usuário incorreto 0,000

Usuário "QueExiste":

curl -d "username=QueExiste&password=a" http://127.0.0.1:8888/login -w " "%{time_total}

Senha ou usuário incorreto 2,156

Usuário "QueExiste" e com a senha certa:

curl -d "username=QueExiste&password=umasenhamuitolouca" http://127.0.0.1:8888/login -w " "%{time_total}

Conectado com sucesso 2,157

Um usuário inexistente não faz o BCrypt, portanto o resultado é mais rápido do aquele que faz a comparação. O %{time_total} informa o tempo total gasto até a requisição ser finalizada. Não basta apenas as mensagens serem iguais, você tem que impossibilitar a extração da informação verdadeira por outras vias. Neste caso especifico deve se proteger de timming-attack.

Isso é apenas UM dos milhares de métodos que podem ser utilizados, mesmo onde "a mensagem é igual". Em um outro caso real, existe um site (não vou mencionar o nome aqui) que ao fazer o login, o cliente recebe um id. Mas, quando tenta fazer login de uma conta inexistente o id é temporário. Basta que você espere algum tempo e experimente fazer um novo login. Se o novo id for diferente do antigo é porque não existe, se ele permanece igual.... Você acertou o usuário.

Uma mensagem igual, por mim, não garante nenhuma segurança. Existe mais coisas a serem feitas do que apenas "uma mensagem igual".

  • 1
    Normalmente sistemas mais modernos de validação de usuário se recomenda fazer uma espera forçada, justamente para evitar esse tipo de side chanel attack – Jefferson Quesado 11/10/17 às 15:45
  • 6
    Boa resposta. Ou seja, já que dar uma resposta genérica não necessariamente protege, é melhor dar uma resposta que realmente ajude o usuário legítimo. :) – Luiz Vieira 11/10/17 às 15:53
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+50

Já existem algumas threads no Information Security, site da Stack Exchange específico sobre segurança da informação, que trata, mais ou menos, do mesmo assunto. Na verdade lá existe uma tag específica sobre esse tópico, user-enumeration.

Em uma das perguntas realizada lá, é questionado se existe alguma razão específica e se é útil mostrar uma mensagem de erro genérica como "Senha ou nome de usuário estão errados". Falando com base na minha pesquisa relacionada a segurança, gostaria de maneira sintetizada compartilhar alguns pontos, que encontrei sobre o uso e funcionamento do sistema de login:

  • Se você usa uma mensagem de erro genérica, você está "aumentando a segurança", uma vez que o atacante não saberá se pegou nomes válidos e existentes no seu sistema, entretanto você estará "prejudicando" o usuário que esquece suas credenciais de login frequentemente.

[...] É benéfico aumentar a dificuldade para que os atacantes coletem nomes de usuários válidos, mas normalmente é um custo aos usuários. [...] Você terá que determinar se seus requisitos de segurança terão prioridade sobre a experiência do usuário.

Veja que uma mensagem de erro genérica não ajuda em nada ao usuário. Dar uma resposta genérica não necessariamente protege (veja as aspas e o itálico em "aumentando a segurança"), então é melhor dar uma resposta que realmente ajude o usuário legítimo.

A finalidade de uma mensagem de erro é ajudar o usuário que encontrou o erro, a aprender como evitar o comportamento que causou o problema. O programa encontrou uma situação que não pode manipular e precisa dizer ao usuário, de modo que o usuário (ou outra pessoa) entenda e possa evitar a situação que o programa não pode manipular. [...] A mensagem de erro que diz: "ocorreu um erro inesperado" é totalmente inútil nesse objetivo. Dá ao usuário nenhuma sugestão sobre o que pode ser alterado para evitar o problema, ou até mesmo corrigir esse problema.

Em linhas gerais, não é sempre possível, determinar quem, o quê, onde, como, quando e por quê ocorreu o erro. Entretanto deve-se levar em conta, que uma boa mensagem de erro deverá conter uma "espécie" de exemplo mínimo, completo e verificável:

  • Informar qual é o problema.
  • Fazer você se sentir como se houvesse algo que você pudesse fazer sobre isso.
  • Falar como um humano e ser uma extensão consistente da personalidade do resto da aplicação.

De maneira sintetizada, explique o mínimo para seu usuário, mas de maneira clara e compreensível, e se possível faça algo que permita ao usuário saber que o problema não está sendo ignorado. Deixe-os tomar alguma ação, como enviar os logs ou enviar um relatório de erro. Alternativamente, deixe-os saber que a ação automática já foi tomada e que seu pessoal técnico foi notificado automaticamente de que esse erro ocorreu e está trabalhando nisso.

Veja a imagem abaixo. Ela não é especificamente relacionado as senhas, mas demonstra bem o que quero dizer sobre as mensagens genéricas e UX:

Windows Blue Death Screen

Quem nunca ficou p*** quando viu essa tela da morte e queria quebrar o seu computador por que a Microsoft dava essa maldita mensagem de erro genérica azul? Esse é o sentimento que os usuários tem quando veem uma mensagem assim. Certo que são pouquíssimos os que conseguem resolver esse problema, mas veja como é ruim por si mesmo. Ainda como se não se basta-se, eles dão umas "letrinhas em maiúscula", dizem para eu procurar na internet uma solução para umas ""letrinhas em maiúscula"" que eu já esqueci quais são e ainda desligam o meu computador.


Uma aplicação deve responder com uma mensagem de erro genérica, independentemente de o ID do usuário ou a senha estarem incorretas. Também não deve dar indicação para o status de uma conta existente.

Entretanto está é uma consideração entre segurança e usabilidade. Ainda é uma boa ideia para a maioria dos sites não divulgar se existe um nome de usuário, mas o risco precisa ser pesado contra o novo processo de registro de usuários.

  • Outro ponto a se levar em conta é seu sistema de registro de usuário. Quando você tenta fazer o login, você mostra uma mensagem de erro genérica, mas na "página ao lado", você especifica todas as informações do seu sistema, nomes de usuários cadastrados válidos, sistema de senha, e-mails já registrados e outros afins. A tentativa de se registrar com algum nome de usuário já não revela a mesma informação?

Um simples ataque brute-force na "página ao lado" já não danificaria todo seu sistema de login super seguro? Faltou equilibrar a segurança com usabilidade das páginas, portanto de nada adiantou dar uma resposta genérica ao usuário e você ainda foi invadido. Nesse último caso discutido recomendo a leitura dessa pergunta e até pensar na implementação de um captcha.


Por fim, em toda essa resposta novamente a palavra a se analisar é usabilidade. Assim como tudo relacionado à UX, você terá que determinar se seus requisitos de segurança terão prioridade sobre a experiência do usuário.

[...] A menos que você esteja pronto para sacrificar uma considerável quantidade significativa de usabilidade [...]

Fontes

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Hoje muito raramente alguém fará algo assim porque é mais fácil programar. Claro que se o programador for leigo, e muitos o são, talvez faça por desconhecimento, mas nunca é o caso de um grande site ou aplicativo.

Se você disser qual está certo, uma parte da autenticação está resolvida para o atacante e ele não precisa mais se preocupar, diminui a análise combinatorial que ele precisa fazer. Não sabendo se um deles está certo precisa continuar tentando outras opções na força bruta.

Há quem conteste isto porque com uma senha forte e limitações de tentativas a chance reduz bastante a tal ponto que este ganho, que nem é pequeno, se torna desnecessário. Assim pode dar uma informação mais útil para o usuário legítimo do que ele errou e precisa verificar. O que é um ganho na experiência do usuário, mas é pequeno.

O sistema de login "moderno" provavelmente mudou como melhoria de experiência. Como muitas pessoas gerenciam várias contas e senhas isto pode ajudar. Provavelmente eles preferiram facilitar para o usuário legítimo mesmo arriscando um pouco com o ilegítimo porque na prática o aumento do risco, apesar de grande, é estatístico.

Há uma corrente que considera que menos informação ajuda o usuário usar o sistema, mesmo que isto adicione passos. Tendo que escolher onde vai digitar pode confundir certos usuários. Um sistema guiado facilita. Isto provavelmente é verdade, mas prejudica usuários mais acostumados e que tem um passo separado a fazer. Nada que mude tanto assim, mas em UX pequenas coisas fazem diferença para o bem ou mal.

Mas é possível que também tenha mudado pela segurança. Ainda teria que acertar na força bruta o usuário e depois quando acertar teria que acertar a senha, pode até se tornar um novo tipo de barreira.

É possível que estejam usando até outras barreiras. E um sistema de autenticação diferente que até traga algumas vantagens contra ataque.

Nem falei que em telas muito pequenas cada vez mais comuns (relógios, por exemplo) onde a separação faz sentido.

Existem outros motivos para esta escolha, mas não costumam ser relevantes. O acesso ao banco de dados certamente não pesa na decisão. Isto deve ser otimizado. Mesmo que não seja, não deve pesar a mais.

Uma coisa importante a se analisar é o porte de quem usa a técnica. Assim como eu costumo dizer que muita gente vai atrás da mesma tecnologia da Google, Facebook, etc. quando eles não tem a mesma necessidade, estes fornecedores podem se valer disto, conforme o comentário do Bacco na pergunta. Para o volume deles não faz diferença.

O fato de existir autenticação em dois fatores não quer dizer nada porque muita gente não usa e ainda assim pede-se separado para estes usuários. Faz mais sentido a hipótese do Bacco.

Certamente estas empresas possuem estatísticas que mostram que é irrelevante ser esta proteção por obscuridade.

Mais informações.

  • Por não ter conhecimento total do assunto que eu evitei elaborar uma resposta. Por exemplo, eu nunca mensurei o impacto de primeiro resgatar o usuário para depois resgatar a senha vs resgate simultâneo de usuário e senha; só sabia que tinha comunicação com o banco é que talvez o latência pudesse ter alguma influência. Obrigado por sempre dar essas respostas multifacetadas – Jefferson Quesado 11/10/17 às 15:53
  • 3
    @JeffersonQuesado ainda preciso melhorar algumas porque essas coisas você vai lembrando de coisas novas, vai vendo o que os os outros lembraram e vai desenvolvendo, assim todo mundo aprende junto. Mas não poderia fazer nos próximos dias. A questão do banco tem maneiras de resolver para não ficar consultado toda vez, com algum risco, mas muito pequeno de criar uma condição de corrida, aí é questão de ver o que compensa. Mesmo que não otimize nada, o custo é muito pequeno para evitar o acesso piorando a experiência. – Maniero 11/10/17 às 15:57
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Em relação as melhores práticas de UX, outras repostas já abordam suficientemente o assunto.

Em contraste com respostas que afirmam segurança como motivo:

Não, isso não protege os dados.

Como mencionado pelo @Inkeliz, em primeira instância o sistema deve verificar a natureza da requisição.

O servidor deve estar preparado para essa leitura, caso contrário, independente da UX implementada, o sistema estará vulnerável.

Há de se levar em consideração que um atacante disposto a invadir um sistema, não irá simplesmente realizar um ataque manual de tentativas para efetuar um login, ou tentar algum ataque de força bruta para descobrir 1 usuário e 1 senha que sejam válidos, pelo simples fato de ele poder "criar" seu próprio usuário e à partir desse "novo usuário" explorar falhas do "sistema".

Se não der para ele criar um "novo usuário", em caso de sistemas fechado, ou ele vai usar de Engenharia Social, ou ele vai atacar a rede para encontrar as falhas.

Falo superficialmente sobre este raciocínio nessa resposta

Quando o cerne da questão é "segurança" UX é irrelevante(a grosso modo, existem fatores em UX que podem de uma forma ou de outra colaborar para a falta de segurança). É necessário entender como são feito os ataques e para cada grupo de sistemas existem N tipos de ataques.

Diferente de sistemas fechados, na Web por exemplo, os servidores de cara já deixam uma porta aberta full time para receber requisições, então existem "farejadores(sniffers)" que encontram essas rotas colhendo informações que vão ser relevantes para dar um passo adiante a um ataque. Muitos servidores, são implementados com um nível de segurança mínimo e até sem, por despreparo de quem implementou. Então o servidor responde a requisições com dados que serão usados para a realização de um ataque. O sistema operacional, passa a ser o alvo(não o usuário "Maluco das pernas tortas" do face).

Existem grupos que estão fortemente equipados com as mais variadas tecnologias para realizar ataques, e o ataque bem realizado é imperceptível, o administrador nem vai ficar sabendo.

Em resumo a arquitetura da segurança deve levar em consideração a natureza do sistema, dos usuários e de possíveis ataques e usar isso a favor do sistema.

Em geral abaixo da superfície, UX é irrelevante para a segurança, como citado na resposta que coloquei link.

3

Sim, isso é para ajudar a proteger os dados (e a conta).

Não porque necessariamente seja mais fácil, mas porque contribui um pouco mais na segurança. Não revelar qual dado está incorreto é uma forma de dificultar o acesso a um suposto invasor, e desta forma ele não sabe o quê errou (usuário ou senha).

Atualmente, sistemas mais seguros ainda pedem a senha quando o usuário, mesmo logado, tenta fazer operações críticas dentro da conta, coisas que podem afetar a própria conta e a segurança das informações, como excluir ou alterar dados pessoais, transações que envolvem valores e, principalmente, excluir a própria conta.

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