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Faz pouco tempo que estou estudando a linguagem e até agora não identifiquei utilidade prática para a utilização de ponteiros. Eu entendo o seu funcionamento bem por alto, porém nada mais.

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Essencialmente serve para criar indireção. O que pode ser muito importante para resolver vários problemas da computação, conforme a resposta linkada.

Então em vez de acessar um valor diretamente, você passa ter um endereço onde tem esse valor. O valor pode ser muito coisa, pode até mesmo não ser identificado o que é de antemão, o que gera flexibilidade, e uma certa insegurança, claro.

Array

Um dos usos mais comuns é indicar onde tem uma determinada informação em uma sequência, ou seja é uma forma de criar algo como um array. Então o índice deste array na prática é um endereço de memória, ou seja é uma forma de apontar para o local onde está o valor que deseja. Um a[2] por exemplo, é onde está iniciando o array, endereço guardado em a e o 2 é o deslocamento que precisa fazer a partir daquele ponto, então o endereço que ele acessa de fato é a + (2 * sizeof(int)) se o tipo deste array for um int.

A própria string é um array de caracteres. Então o tipo de uma string é char *, ou seja um ponteiro para caracteres.

Heap

Existem diversos casos que alocar a memória no stack não atende as necessidades (não vem ao caso falar aqui) e depois de alocar no heap precisa ter uma forma de acessar este objeto, a forma de fazer isto é usar um ponteiro para este objeto.

Na prática há ponteiros opacos mesmo para o stack, é que não precisa lidar com eles em seu código salvo em raras situações específicas.

Parâmetro

Outro grande uso é passar um argumento para uma função quando na verdade você não quer copiar o dado, seja porque ele é grande ou seja porque o que for mudado nele deve refletir no local original, então no lugar de passar o dado você passa o endereço onde ele está, isto é um ponteiro. Costuma-se chamar de passar por referência, porque você passa algo que refere o objeto real e não uma cópia do objeto que seria o normal por padrão (referência X ponteiro).

Função anônima

O valor de um ponteiro pode ser o endereço do código de uma função, assim pode trocar a função a ser executado baseado no valor do ponteiro, ou seja pode anonimizar a função.

Alias o endereço de uma função não deixa de ser um ponteiro, mas em C não parece no código.

Array heterogêneo

Pode ter um ponteiro de ponteiro. Junto com o void * pode resolver um problema de array heterogêneo. Quando não sabe o tamanho de cada elemento que pode variar, cria um array de ponteiros que apontarão para os elementos em outro lugar, assim mantêm homogeneidade de tamanho de cada elemento exigido pelo array.

Não precisa ser só umarray.

Outros

A partir daí pode-se compor o ponteiro de diversas formas e obter mecanismos bem mais sofisticados.

Por exemplo, em linguagens de mais alto nível orientadas a objeto usa-se ponteiro para o objeto. E também para poder escolher que método usar baseado no objeto real (polimorfismo). Tudo isto pode ser feito em C, mas você tem que fazer na mão.

O fato de algumas linguagens não permitirem o programador acessar um ponteiro não quer dizer que não o tenha, ele está lá escondido de você. C apenas o expõe sempre (ou quase).

Um exemplo de estrutura de dados que só é viável com ponteiro é a lista ligada. O mesmo vale para uma árvore. A única forma de indicar onde está o elemento a seguir é com um ponteiro.

Além de exemplos de programas triviais o ponteiro sempre é usado em códigos.

Existem operadores para pegar um endereço de um objeto e para pegar o valor do endereço referenciado.

Veja mais:

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Ponteiros existem em qualquer linguagem, a diferença é que em C eles são explícitos, e em outras liguagens eles geralmente não o são.

Quando você declara um objeto em JavaScript por exemplo você está usando um ponteiro:

var obj = { "nome": "Thiago" };

Se você passar obj para uma função, e a função alterar alguma propriedade de obj, o objeto original é alterado. Isso porque obj é passado "por referência" para a função, e referência nada mais é do que um ponteiro.

Em C você pode passar o ponteiro para uma struct, o que permite uma função alterar os valores da struct, mas você também pode passar a struct "por cópia" o que não envolve ponteiros, mas acarreta em literalmente copiar todo o conteúdo de memória da struct. Quando você passa uma struct "por cópia" à uma função, a struct original é preservada, ou seja, alterar os valores da struct na função não vai afetar os valores da struct original.

A maioria das linguagens suporta apenas a passagem de valores "por cópia" para tipos primitivos (int, boolean, float, etc.).

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    Normalmente, linguagens que não suportam ponteiros usam-se de referência. A diferença entre ponteiro e referência são as operações que cada tipo de dado suporta, com ponteiro normalmente tendo aritmética de ponteiro e qualquer variável tendo a possibilidade de se pegar seu "ponteiro correspondente" (&var em C). Referências normalmente não tem essas operações. Outra coisa, em Bash, a referência é obtida usando expansão de variável ${!var} para pegar conteúdo armazenado na variável que tem nome armazenado em $var, porém não é fácil retornar o valor por parâmetro passado por referência – Jefferson Quesado 11/10/17 às 11:51
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    Verdade, Jefferson, eu acabei simplificando demais. – Thiago Barcala 11/10/17 às 17:23
  • @ThiagoBarcala pode dar uma editada na resposta caso pense ter simplificado demais – Yago Azedias 1/04/18 às 19:57
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Em C, você não possui suporte para alguns tipos de dados complexos, como uma string por exemplo. Também não há como passar uma variável "por referência" a uma função. É aí que você tem que usar ponteiros. Além disso, você pode fazer com que eles indiquem praticamente qualquer coisa, listas encadeadas, struct e assim por diante.

Os ponteiros devem ser usados onde não existe outra opção, por falta de uma funcionalidade adequada, ou apenas por questões de desempenho, caso julgar isso um fator determinante na sua aplicação, pois você tem o acesso direto a memória do computador.

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    Estruturas você não considera complexo? E os números complexos?, previstos na biblioteca padrão? – Jefferson Quesado 11/10/17 às 17:25
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    Faltou "alguns" naquele parágrafo, e acabou descontextualizando, vou corrigir, obrigado pelo toque. – Filipe Ricardo 11/10/17 às 17:27
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    Tenho algumas discordâncias quanto ao uso dos ponteiros, mas minhas discordâncias não invalidam sua resposta – Jefferson Quesado 11/10/17 às 17:50

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