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Subi um pequeno ambiente de desenvolvimento. São 2 containers:

  • mysql (mysql:5.7)
  • web (php:7.1-apache)

Minha dúvida está em um parâmetro de configuração do docker-compose.yml e Dockerfile, respectivamente:

  • ports
  • EXPOSE

Qual a diferença de ambos?

docker-compose.yml

version: "3.3"
services:
  mysql:
    container_name: mysql
    image: mysql:5.7
    environment:
      MYSQL_ROOT_PASSWORD: SENHA_AQUI
      MYSQL_DATABASE: webapp
      MYSQL_USER: root
      MYSQL_PASSWORD: senha_aqui
    restart: always
    ports:
      - 3306:3306

  web:
    container_name: web
    image: web_dev
    build:
      context: .
      dockerfile: Dockerfile
    volumes:
      - ./htdocs/:/var/www
      - ./apache/:/etc/apache2/sites-available/
    working_dir: /var/www
    depends_on:
      - mysql
    links:
      - mysql
    restart: always
    ports:
      - 80:80

Resolvi sub

Dockerfile:

FROM php:7.1-apache

MAINTAINER Fabio J L Ferreira <fabiojaniolima@gmail.com>

RUN apt-get update && apt-get install -y curl unzip git npm && curl -sL https://deb.nodesource.com/setup_6.x | bash - && apt-get install -y nodejs

COPY php.ini /usr/local/etc/php/

RUN curl -sS https://getcomposer.org/installer | php -- --install-dir=/usr/local/bin/ --filename=composer

RUN rm -rf /var/lib/apt/lists/* /tmp/*
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Como citou a diferença começa no "escopo", onde cada um é aplicado. EXPOSE está no escopo de imagem, no Dockerfile enquanto port na criação de container, seja no compose file atraveś do ports, docker-compose run com os parâmetros -p/--publish=[]/--service-ports ou sem compose usando docker create ou docker run e os parâmetro -p/--publish/-P/--publish-all.

Então, apesar das diferentes formas, temos conceitualmente a diferença na imagem e nos containers. Na criação da imagem EXPOSE significa que o(s) serviço(s) no container "escutam" em determinada(s) porta(s, independente se a porta em questão será publicada ou não, além de servir como instrução a quem usará a imagem, informando quais portas podem ser publicadas de forma segura.

Como exemplo, se tenho no Dockerfile para criação de uma imagem XPTO algo como EXPOSE 80 significa que, independente da forma da criação de container de XPTO, esta porta poderá estar acessível entre outros containers da mesma rede.

Em resumo, quanto a exposição/publicação de portas:

  • sem usar EXPOSE e nem -p (ou outras variações comentadas): a(s) porta(s) do serviço rodando não estarão acessível de lugar nenhum, a não ser dentro do próprio container;
  • usando EXPOSE e -p (ou outras variações comentadas): a(s) porta(s) especificada(s) no Dockerfile estará(ão) acessível(is) tanto ENTRE containers E através do host;
  • usando apenas EXPOSE: a(s) porta(s) especificada(s) no Dockerfile estará(ão) acessível(is) apenas ENTRE containers na mesma rede, mas não através do host

Além disso, se você usar -p, mas não usou EXPOSE, o docker implicitamente irá fazer um EXPOSE. Isto porque se você está abrindo a porta publicamente então ela pode ser acessível entre os containers também.

Por último há ainda o expose no escopo de compose que neste caso significa que a porta estará disponível apeans para os services da compose, mas não são publicadas para a máquina host.

  • Compreendi, no meu caso como estou usando ports no docker-compose.yml caio neste cenário: Além disso, se você usar -p, mas não usou EXPOSE, o docker implicitamente irá fazer um EXPOSE. Isto porque se você está abrindo a porta publicamente então ela pode ser acessível entre os containers também. Certo? – Fábio Jânio 6/10/17 às 19:13
  • Exato, verificando o status você observa bem o comportamento. Como boa prática eu gosto de usar o EXPOSE, principalmente quando a imagem será distribuída, fica claro para o usuário o que é exposto – Bruno César 6/10/17 às 19:22
  • Quando você fala que fica claro, está se referindo que ao inspecionar a imagem, mesmo sem o Dockerfile é possível ver as portas expostas? Além disso, se usar EXPOSE, não preciso da referência (porta) no docker-compose.yml? – Fábio Jânio 7/10/17 às 17:08
  • 1. não entendi essa pergunta; 2. isso, não precisa, entre os containers na mesma rede as portas são acessíveis - padrão quando compose, mas não o serão através da máquina host. – Bruno César 8/10/17 às 15:49
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    Sim, toda instrução do docker ao construir uma imagem gera uma layer. Use docker history <sua_imagem> veja todas as layers das suas imagens. – Bruno César 8/10/17 às 23:33
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No Docker cada container por padrão possui uma interface de rede, virtual e própria. Isso significa que cada container ganha um IP interno.

O EXPOSE é um metadado que explica, para consumidores, que sua aplicação ou serviço expõem porta(s). Note, ele explica, mas não faz nada. A única função prática é permitir que no subcomando DOCKER RUN/CREATE você possa usar o parâmetro -P para fazer BIND de PORTAS dinamicamente, de acordo com as portas livres no seu host.

Todo container, por padrão, tem todas as suas portas liberadas o que significa que no IP do Container, portas que você definiu no EXPOSE ou não, podem ser acessadas. Containers em uma mesma rede bridge conseguem acessar outros containers e se comunicar com qualquer porta destes, independente da existência prévia de uma definição de EXPOSE.

PORTS, é a configuração do Docker-Compose referente ao BIND de PORTAS, que faz com que uma ponte entre o host e o container seja feita, para portas especificadas.

Para finalizar, sendo pragmático: EXPOSE não serve pra nada, exceto informar que portas seu container usará. Nenhum processo ou mecanismo valida ou se baseia nisso para fazer nada, exceto o caso do -P, como disse no parágrafo anterior. Mas é uma boa prática, e não deve ser ignorado na hora de criar imagens. É importante deixar claro quais portas serão usadas, isso facilita, e muitas vezes ajuda a entender alguns problemas de acoplamento, por exemplo.

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