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Para retornar o nome do pacote com o nome da classe eu sempre usei o método getName(). No entanto nessa resposta do @Articuno da pergunta: Customizar o Generate toString() do eclipse para imprimir o path de uma classe, ele mostrou uma maneira diferente de fazer isso, porém usando o método getCanonicalName(), que no final retorna o mesmo resultado.

Veja só um exemplo customizando o método toString():

@Override
public String toString() {
    return this.getClass().getName();
}

Que aparentemente seria equivalente a:

@Override
public String toString() {
    return this.getClass().getCanonicalName();
}

Qual real diferença entre os métodos getCanonicalName() e getName()?

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TL;DR

A diferença entre o getName() e o getCanonicalName() são essas:

  • Em classes arrays, o getName() vai retornar [ seguido do getName() do componente-base. Já o getCanonicalName() vai retornar o getCanonicalName() do componente-base seguido de [].

  • Em classes aninhadas e classes internas, o getName() vai trazer o nome com algum $ introduzido pelo compilador no meio. O getCanonicalName() vai trazer esse nome com o $ substituído por um ..

  • Em classes locais e classes anônimas (e em arrays dessas), o getCanonicalName() retorna null, enquanto que o getName() não.

Resposta detalhada

Baseando-se na minha resposta no SOen:

Esse código abaixo mostra as diferenças entre getName(), getCanonicalName(), getSimpleName() e toString() para classes, interfaces, tipos primitivos, classes de arrays, classes aninhadas, classes internas, classes anônimas, classes locais e classes lambdas.

Além disso, também adiciono classes que são arrays de classes anônimas e arrays de lambdas (que no entanto não fazem nenhum sentido na prática):

package com.example;

public final class TestClassNames {
    private static void showClass(Class<?> c) {
        System.out.println("getName(): " + c.getName());
        System.out.println("getCanonicalName(): " + c.getCanonicalName());
        System.out.println("getSimpleName(): " + c.getSimpleName());
        System.out.println("toString(): " + c.toString());
        System.out.println();
    }

    private static void x(Runnable r) {
        showClass(r.getClass());
        showClass(java.lang.reflect.Array.newInstance(r.getClass(), 1).getClass()); // Obtém uma classe array cujo componente-base seja um lambda.
    }

    public static class NestedClass {}

    public class InnerClass {}

    public static void main(String[] args) {
        class LocalClass {}
        showClass(void.class);
        showClass(int.class);
        showClass(String.class);
        showClass(Runnable.class);
        showClass(SomeEnum.class);
        showClass(SomeAnnotation.class);
        showClass(int[].class);
        showClass(String[].class);
        showClass(NestedClass.class);
        showClass(InnerClass.class);
        showClass(LocalClass.class);
        showClass(LocalClass[].class);
        Object anonymous = new java.io.Serializable() {};
        showClass(anonymous.getClass());
        showClass(java.lang.reflect.Array.newInstance(anonymous.getClass(), 1).getClass()); // Obtém uma classe array cujo componente-base seja uma classe anônima.
        x(() -> {});
    }
}

enum SomeEnum {
   BLUE, YELLOW, RED;
}

@interface SomeAnnotation {}

Eis a saída completa:

getName(): void
getCanonicalName(): void
getSimpleName(): void
toString(): void

getName(): int
getCanonicalName(): int
getSimpleName(): int
toString(): int

getName(): java.lang.String
getCanonicalName(): java.lang.String
getSimpleName(): String
toString(): class java.lang.String

getName(): java.lang.Runnable
getCanonicalName(): java.lang.Runnable
getSimpleName(): Runnable
toString(): interface java.lang.Runnable

getName(): com.example.SomeEnum
getCanonicalName(): com.example.SomeEnum
getSimpleName(): SomeEnum
toString(): class com.example.SomeEnum

getName(): com.example.SomeAnnotation
getCanonicalName(): com.example.SomeAnnotation
getSimpleName(): SomeAnnotation
toString(): interface com.example.SomeAnnotation

getName(): [I
getCanonicalName(): int[]
getSimpleName(): int[]
toString(): class [I

getName(): [Ljava.lang.String;
getCanonicalName(): java.lang.String[]
getSimpleName(): String[]
toString(): class [Ljava.lang.String;

getName(): com.example.TestClassNames$NestedClass
getCanonicalName(): com.example.TestClassNames.NestedClass
getSimpleName(): NestedClass
toString(): class com.example.TestClassNames$NestedClass

getName(): com.example.TestClassNames$InnerClass
getCanonicalName(): com.example.TestClassNames.InnerClass
getSimpleName(): InnerClass
toString(): class com.example.TestClassNames$InnerClass

getName(): com.example.TestClassNames$1LocalClass
getCanonicalName(): null
getSimpleName(): LocalClass
toString(): class com.example.TestClassNames$1LocalClass

getName(): [Lcom.example.TestClassNames$1LocalClass;
getCanonicalName(): null
getSimpleName(): LocalClass[]
toString(): class [Lcom.example.TestClassNames$1LocalClass;

getName(): com.example.TestClassNames$1
getCanonicalName(): null
getSimpleName(): 
toString(): class com.example.TestClassNames$1

getName(): [Lcom.example.TestClassNames$1;
getCanonicalName(): null
getSimpleName(): []
toString(): class [Lcom.example.TestClassNames$1;

getName(): com.example.TestClassNames$$Lambda$1/1175962212
getCanonicalName(): com.example.TestClassNames$$Lambda$1/1175962212
getSimpleName(): TestClassNames$$Lambda$1/1175962212
toString(): class com.example.TestClassNames$$Lambda$1/1175962212

getName(): [Lcom.example.TestClassNames$$Lambda$1;
getCanonicalName(): com.example.TestClassNames$$Lambda$1/1175962212[]
getSimpleName(): TestClassNames$$Lambda$1/1175962212[]
toString(): class [Lcom.example.TestClassNames$$Lambda$1;

Assim sendo, essas são as regras. Primeiro, vamos começar com os tipos primitivos e com o void:

  1. Se o objeto da classe representa um tipo primitivo ou void, todos os quatro métodos devolverão o seu nome.

Agora, as regras para o método getName():

  1. Cada classe ou interface não-lambda e não-array (ou seja, de nível superior, aninhada, interna, local ou anônima) tem um nome (retornado pelo getName()) que consiste no nome do pacote seguido de um ponto (se houver um pacote), seguido do nome do arquivo de classe tal como gerado pelo compilador (sem o sufixo .class). Se não houver pacote, isso será simplesmente o nome do arquivo da classe. Se for uma classe interna, aninhada, local ou anônima, o compilador deverá gerar pelo menos um $ em seu nome. Perceba que para classes anônimas, o nome da classe será terminado com um cifrão seguido de um número.

  2. Nomes de classes lambda são em geral imprevisíveis, e você nem deveria se importar com eles. Precisamente, o nome delas é o nome da classe que os contém, seguido de $$Lambda$, seguido de um número, seguido de uma barra e seguido de mais um número.

  3. O descritor da classe para tipos primitivos é Z para boolean, B para byte, S para short, C para char, I para int, J para long, F para float e D para double. Para classes e interfaces não-arrays, o descritor da classe é composto de um L seguido pelo que é retornado por getName() e seguido de um ;. Para classes array, o descritor é um [ seguido do descritor da classe que é o componente-base do array (que por sua vez, pode ser uma outra classe array).

  4. Para classes array, o método getName() retorna o descritor da classe. Essa regra parece falhar apenas para classes array cujo componente-base seja um lambda (o que possivelmente é um bug), mas isso provavelmente não importa porque não faz sentido sequer a existência de classes array cujo componente-base seja um lambda.

Agora, o método toString():

  1. Se a instância da classe representar uma interface (ou uma anotação, que é um tipo especial de interface), o toString() retorna "interface " + getName(). Se for um tipo primitivo, ele retorna simplesmente getName(). Se for qualquer outra coisa (um tipo classe, mesmo que seja um bem estranho), ele retorna "class " + getName().

O método getCanonicalName():

  1. Para classes e interfaces de nível superior, o método getCanonicalName() retorna simplesmente o que o getName() retorna.

  2. O método getCanonicalName() retorna null para classes anônimas e classes locais e para arrays dessas classes.

  3. Para classes e interfaces internas e aninhadas, o método getCanonicalName() retorna o que o getName() iria retornar substituindo os cifrões introduzidos pelo compilador por pontos.

  4. Para classes arrays, o método getCanonicalName() retorna null se o nome canônico da classe componente for null. Em caso contrário, ele retorna o nome canônico da classe componente seguido de [].

O método getSimpleName():

  1. Para classes e interfaces de nível superior, aninhadas, internas ou locais, o getSimpleName() retorna o nome da classe ou interface tal como escrito no código-fonte.

  2. Para classes anônimas, o getSimpleName() retorna uma String vazia.

  3. Para classes lambda, o getSimpleName() retorna apenas o que o getName() retornaria sem o nome do pacote. Isso não tem sentido e acredito que seja um bug. Entretanto, nem mesmo faz sentido você chamar getSimpleName() em uma classe lambda para começo de conversa.

  4. Para classes array, o método getSimpleName() retorna o nome simples da classe componente-base seguido de []. Isto tem o curioso/estranho efeito colateral de que classes array cujo componente-base seja uma classe anônima terão apenas [] como seus nomes simples.

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