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Eu estava lendo na MDN e percebi que, além dos Webworkers, existem também os Service Workers.

Inclusive tem esse código de exemplo:

if ('serviceWorker' in navigator) {
  navigator.serviceWorker.register('/sw-test/sw.js', {scope: '/sw-test/'})
  .then(function(reg) {
    // registration worked
    console.log('Registration succeeded. Scope is ' + reg.scope);
  }).catch(function(error) {
    // registration failed
    console.log('Registration failed with ' + error);
  });
}
  • Basicamente, qual é a diferença entre ambos?
  • Quando devo usar um Web Worker ou um Service Worker?
  • Atualmente podemos implementar sem preocupações com suporte dos navegadores¹?

¹ pergunta está sendo feita em 2017

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Basicamente, qual é a diferença entre ambos?

Basicamente Web Worker foi projetado para executar funções de alto consumo sem que isso interfira na execução do código principal ou seja, não bloqueie o ciclo principal do evento visto que ele ocorre em paralelo. Scripts Web Worker não interceptam os pedidos da rede e se comunicam explicitamente através de mensagens.

Já Service Worker foi projetado para interceptar os pedidos de rede que normalmente requisitam aquivos como imagens, scripts e recursos estáticos afim de armazená-los em cache e utilizá-los posteriormente em redes instáveis ou mesmo na falta da rede (offline) de modo a não interromper a execução do código principal. Vale apena resaltar que Service Worker é o padrão sucessor do já depreciado AppCache e é um dos pilares fundamentais para o offline-first bem como vem sendo cada vez mais utilizado para acelerar futuros acessos á aplicação.

Quando devo usar um Web Worker ou um Service Worker?

Este ponto é um tanto quanto subjetivo más talvez seja possível afirmar que operações mais intensas devem ser executadas em um Web Worker exemplo:

Imagine o caso de receber o formato PCM de uma gravação do microfone e codificar em no formato RAW usando por exemplo algum porte do LibeLame (.mp3) em javascript para enviar ao servidor, este processo torna-se custoso e ao ser executado no código principal bloquearia o evento principal fazendo com que interações e processos decorrentes só fossem executadas após a conclusão deste evento. Ao utilizar esta parte do código em um Web Worker o código principal não necessitaria ser bloqueado e apenas "escutaria" o resultado deste processo por meio de mensagem.

Já Service Worker é mais indicado nos casos em que a aplicação deva estar disponível mesmo na falha (ou falta) da rede (offline) ou simplesmente para acelerar o carregamento da página/aplicação exemplo:

Se sua página/aplicação possui muitos recursos como fontes, css, javascript ou outros (json, xml, csv) que não necessitam serem atualizadas com tanta frequência más que tem um custo considerável para o carregamento da página, considere utilizar Service Worker com a seguinte estratégia:

  • 1: se não esta em cache... armazene-o
  • 2: se já esta em cache... verifique se há alguma versão posterior (e atualize o cache)
  • 3: sirva o conteúdo em cache

Observe que os recursos provenientes do cache não necessitam de download da rede e por isso são "acomodados" ao DOM mais rápido e por isso trazem um efeito final de uma renderização muito mais rápida.

Se a necessidade for exclusivamente servir uma aplicação "offline" Service Worker pode armazenar todos os tipos de recursos obtidos através de uma requisição GET inclusive requisições cross-origem a única ressalva a ser posta aqui é utilizar uma estratégia adequada as necessidades da aplicação.

Atualmente podemos implementar sem preocupações com suporte dos navegadores?

Web Worker é atualmente suportado pelos principais navegadores e segundo whatwg ele este disponível sobre um ciclo "LS" (Living Standard) o quadro abaixo demostra o suporte dos principais navegadores (segundo caniuse.com).

inserir a descrição da imagem aqui

Service Worker por sua vez é uma especificação no processo de definição atualmente encontra-se em "WD" (rascunho) segundo w3c.

Seu suporte e implementação estão atualmente mais avançados em Chrome e Firefox nas suas respectivas versões "desktop" e "mobile"... outros navegadores também o suportam mas de maneira parcial ou através da ativação de "bandeiras" nas configurações de recursos do navegador. O quadro abaixo demostra o suporte nos principais navegadores segundo o site caniuse.com.

inserir a descrição da imagem aqui


De maneira simples é possível utilizar Service Worker nos principais navegadores de maneira total ou parcial más isso depende em muito da abordagem em questão.


edição (30/11/2017):

Para aqueles interessados em acompanhar o progresso da implementação de Service Worker nos principais navegadores (Chrome, Firefox, Samsung Internet, Safari e Edge) vale a pena dar uma olhada na página mantida por Jake Archibald. Nela é possível acompanhar em quais navegadores e suas versões as "features" de Service Worker estão disponíveis.

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