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Estou estudando sobre DDD a partir dos livros do Eric Evans e do Vernon. Durante a leitura deparei-me com a implementação de Value Object, eu até entendi o conceito mas não consegui abstrair para uma situação real dentro de um domínio.

Entrei nos seguintes tutoriais e um deles mais confundiu do que auxiliou:

DevMedia

Robson Castilho

Eduardo Silva

A questão é como identificar um value object e quando usá-lo?

  • Realmente, estes posts, para quem não conhece muito sobre DDD, jogam contra mesmo. Mas, é bem simples usar um Value Object – Gabriel Simas 22/08/18 às 19:31
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Na minha opinião DDD tende a complicar o que é simples. Essa disciplina chama de value objetct o que normalmente chamados os tipos por valor, e de entidades o que se costuma chamar os tipos por referência. Entenda mais sobre isso em pergunta sobre C#.

Tipos por valor possuem identidade própria e uma mudança qualquer no seu valor altera a identidade, ou seja, tem-se outro objeto, ao mesmo tempo que se dois objetos distintos tem exatamente o mesmo estado eles podem ser consideramos iguais. Tipos por valor não possuem objetos associados, o objeto é tratado diretamente no seu local de armazenamento. Eles existem independente de existirem outros objetos.

Tipos por valor geralmente são imutáveis e pequenos. Eles representam algo único, como quantificações ou descrições muito simples. Os tipos não escalares de qualquer linguagem costumam ser value objects.

Existem casos de tipos que são por referência como facilitador, mas eles continuam sendo value objects, é o caso da string.

Datas costumam ser ótimos exemplos. Códigos, valores monetários diversos ou outras quantidades, pontos de localização, identificadores, telefone, um dado descritivo simples qualquer (URL por exemplo), etc.

Como comentário final eu acho lamentável que em DDD começaram falar que VOs não possuem identidade. Isto viola o conhecimento que sempre se teve de identidade. O que o VO não tem é identificador, seu estado estabelece identidade, então ele tem, e ao contrário, a entidade não tem identidade, tanto que precisa de algo auxiliar pra lhe emprestar uma, o tal do identificador. DDD nem é algo bem pensado. E eu sei que as pessoas que adora essa disciplina não gostam desta resposta, porque ela não segue a regrinha que um livro estabeleceu, mesmo que ele ignore o conhecimento anterior. Nunca vou aceitar isso, é simplesmente insano.

  • Desculpa Maniero, mas DDD não é uma metodologia simples mesmo, é para softwares complexos e com muita regra de negócio, falar que DDD complica o que é simples é uma opinião superficial de uma solução. Value Objects representam objetos que não tem identidade, ou seja, tem seu conceito dentro do domínio, porém, não precisa ter seu estado persistido, ele PODE ser um tipo de valor (struct) mas não é obrigatório e nem necessário em grande parte dos casos. Se trata de deixar de lado a obsessão por tipos primitivos. enterprisecraftsmanship.com/2015/03/07/… – Gustavo Santos 22/08/18 às 19:45
  • Sim, a opinião é superficial, uma completa não cabe neste pergunta ou mesmo no site como um todo, precisaria de um livro. Para uma mais completa eu estou disponível para consultoria. Tudo oque for falar sobre o assunto eu já conheço, e de forma geral em desenvolvimento como um todo, afinal faço isso de forma bastante profundo e estudada há 35 anos. O que você falou é uma ideia que faz os softwares serem ruins como o são hoje em dia (o que tenho palestras falando sobre) Um monte de regra que não resolvem problemas reais e que causam outros. Mas de fato não há espaço aqui para ñ ser superficial. – Maniero 22/08/18 às 20:02
  • Quando não usa do jeito que eu mostrei fica pior ainda. E estas metodologias tendem a terem Abstraction obsession que é um anti-pattern que jogam em baixo do tapete porque não atende às "metodologias enterprise", mas que é um problema real e mensurável. Por isso que eu digo sempre que as pessoas precisam parar de seguir boas práticas e aprender os fundamentos e analisar o contexto para usar as coisas. As pessoas tendem a complicar o que é simples baseados em receitas de bolo da moda. – Maniero 22/08/18 às 20:03
  • Eu trabalhei provavelmente no software brasileiro mais complexo já escrito, com uma quantidade inacreditável de regras de negócio e nem passou perto de precisar de DDD, na verdade este teria causado estrago. Como sempre digo escolha seu veneno. Eu prefiro a simplicidade, alguns preferem estar na moda. Em geral as pessoas não conseguem demonstrar ganhos reais usando metodologias mais complexas ou seguindo padrões sem entender sua real motivação e funcionamento e todas implicações do seu uso. – Maniero 22/08/18 às 20:05
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Então jovem, não é tão complicado ou místico assim...

pra ajudar, o sujeito da DevMedia cita a wikipedia... e ainda diz nada com coisa nenhuma.. ok...

  1. Pense de forma simples, na IMUTABILIDADE do objeto. O objeto de valor, portanto, NÃO MUDA no contexto da sua aplicação;

  2. que tal, se a gente pensar num lista de serviços, por exemplo? serviços

  3. veja que os serviços que você disponibiliza para incluir em uma nota fiscal normalmente não mudam, certo? (dificilmente o governo altera esse tipo de lista)

@JcSaint, pense no software de maneira mais leve, e mais fluida. O software que escrevemos primeiramente serve a nós, programadores.

;-)

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Muito resumidamente é o seguinte:

  • Entidades possuem Identificação - Id. Ex: Cliente.
  • Valores não possuem Identificação. Ex: Site do Cliente.

Veja o seguinte:

cliente: {
    id: 1,
    nome: "Thiago Lunardi",
    sites: [
        { url: "http://thiagolunardi.net", tipo: "blog" },
        { url: "https://github.com/thiagolunardi", tipo: "github" },
    ]
}

Cliente possui identificação, mas Sites já não possuem identificação, são apenas valores.

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Uma objeto de valor trabalha com agregação. Duas regras importantes: 1) Eles não têm identidade; 2) Eles são imutáveis;

O que isso significa: Se você tem um cliente e ele só tem um endereço completo, e o endereço só existe enquanto existir o cliente... isso é uma agregação, logo, pode ser um objeto de valor. Se você utilizar um Banco de Dados Relacional, um objeto de valor está intrinsecamente dentro da entidade pai, ou seja, endereço (rua, logradouro, bairro, CEP e etc) vive dentro da Entidade Cliente. Porém, caso seu negócio permita que o cliente tenha mais de um endereço, então não teremos mais a exclusividade do domínio e ele não pode ser um objeto de valor, mas uma classe ou entidade participando de um relacionamento e com isso terá um ID e não ser imutável.

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