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Eu criei um projeto web modular utilizando o Apache Maven com a seguinte estrutura:

proj-build
|--- proj-utils
|--- proj-persistence
|--- proj-services
|--- proj-web
`--- proj-ear

Descrição

proj-build: Este agrupa os módulos somente para a realização da build em cadeia nos módulos, isto é, cada projeto possui sua própria configuração quando é realizado o build, sem qualquer relacionamento com este projeto parent(proj-build).

proj-utils: Este módulo reúne classes utilitárias como: Classes Exceptions, Classes que configuram SessionFactory do Hibernate, etc..

proj-persistence: Este módulo reúne classes entidades, classes DAO, interfaces DAO. Possui dependências como JPA, Hibernate, etc..

proj-services: Este módulo reúne classes que implementam a lógica de negócio. Possui dependência do módulo proj-persistence.

proj-web: Este módulo reúne as classes Controllers, páginas HTML, CSS, Javascript e quaisquer outros recursos que necessitar nas páginas. Possui dependência com o módulo proj-services, Spring MVC, Spring Security, JSTL, Java Servlet, etc..

proj-ear: Este módulo tem dependência com todos os outros módulos exceto o proj-build. Este módulo empacota os outros módulos em um pacote EAR.

A minha dúvida é: Como eu aplico o Spring Framework DI/IoC como dependência neste projeto modular? Eu aplico a dependência em todos os módulos ou em algum módulo específico?

1 Resposta 1

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As configurações do Spring podem ser distribuídas pelos projetos, cada uma configurando os seus respectivos componentes. Isso garante a possibilidade de testes unitários em cada módulo.

Alguns módulos vão ter dependências. Por exemplo, o proj-services provavelmente vai precisar do proj-persistence, certo? Nesse caso há duas saídas:

Import de configuração

A configuração de um projeto pode incluir a configuração de outro, simplesmente fazendo uma importação.

Imagine que você você tem um arquivo chamado spring-config-service.xml e esse projeto depende do utils e do persistence. Então na configuração deste projeto, faça assim:

<import resource="classpath:/spring-config-persistence.xml" />
<import resource="classpath:/spring-config-util.xml" />

Inclusão via anotação em testes unitários

Outra alternativa (até mais flexível) é incluir as configurações apenas nos testes unitários.

Exemplo:

@RunWith(SpringJUnit4ClassRunner.class)
@ContextConfiguration(locations = {
        "classpath:/spring-config-service.xml",
        "classpath:/spring-config-persistence.xml",
        "classpath:/spring-config-util.xml"})
@Configurable
public class UnitTests { ... }

No exemplo acima, pode-se ver que é possível acrescentar quantas configurações forem necessárias para inicializar o Spring no teste atual.

Isso é muito bom porque você poderia criar até configurações específicas para o teste, com mocks e tudo o que precisar, embora o mesmo pode ser alcançado usando profiles.

Nota importante

Nos dois casos de importação o projeto deve declarar devidamente suas dependências do Maven e os arquivos de configuração devem estar nos seus respectivos diretórios resource para que estejam disponíveis no classpath de teste.

Configuração da aplicação final

Finalmente, tratando-se de uma aplicação web que vai ser distribuída em um WAR, você pode definir todas as configurações que deverão ser carregadas com um parâmetro, assim:

<context-param>
    <param-name>contextConfigLocation</param-name>
    <param-value>
        /WEB-INF/spring-config-web.xml
        classpath:/spring-config-service.xml",
        classpath:/spring-config-persistence.xml",
        classpath:/spring-config-util.xml"})
    </param-value>
</context-param>

Nota: se as configurações estiverem empacotadas em arquivos Jar e o Spring reclamar que não acha, tente adicionar um asterisco (*) após o termo classpath na definição, como no seguinte abaixo.

classpath*:/spring-config-util.xml
  • Primeiramente obrigado por me responder. E só para esclarecer, no primeiro caso que é sobre o módulo proj-services, em que é utilizado os imports para que seja possível injetar os DAO's e classes utilitárias no módulo proj-services pelo que eu entendi. Já no ultimo caso, que é a configuração do arquivo web.xml, é referenciado todos os arquivos de configuração de cada módulo, que é por onde o container tomará toda a configuração para interagir com todos os módulos como um todo, pelo que eu entendi. Me corrija se eu entendi errado. – klaytonbrito 30/06/14 às 23:00
  • (OBS.: no comentário acima o container que estou querendo dizer é o container de DI/IoC do Spring) Mas no caso dos arquivos pom.xml de cada módulo, estes terão a dependência do artefato spring-context certo? Com exceção do módulo proj-web, no qual este terá a dependência do spring-mvc, que de forma transitiva terá o spring-context. – klaytonbrito 30/06/14 às 23:08
  • @klaytonbrito Quanto ao primeiro comentário. Se você usar o import em um arquivo não precisa declarar todos no web.xml. Quanto ao segundo, você pode declarar o spring-context em todos mesmo, inclusive no web. Não é boa prática depender diretamente de dependências não declaradas. Para evitar redundâncias, use um parent pom com uma seção dependencyManagement que declare todas as dependências do projeto. – utluiz 30/06/14 às 23:51
  • Entendi. Sobre o parent pom é bom reaproveitar o proj-build? Ou é melhor criar outro módulo para dependências? Uma outra coisa, eu criei um context.xml que contém a configuração de um DataSource JNDI para conexão com banco de dados e coloquei no META-INF do módulo proj-web para que possa ser utilizado pelo Spring Security, mas o hibernate.cfg.xml que está no proj-persistence vai precisar apontar para o Datasource JNDI do context.xml, se eu utilizar essa propriedade assim irá funcionar corretamente? <property name="connection.datasource">java:/comp/env/jdbc/projbanco</property> – klaytonbrito 1/07/14 às 5:37
  • O parent pom é melhor ser um projeto à parte, só para isso. Pelo menos para mim funciona melhor. Quanto ao datasource você pode configurar o Hibernate pelo Spring (exemplo). Aí não repete a configuração. – utluiz 1/07/14 às 13:57

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