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Considere que temos os modelos A, B, C e D, cada um referenciando para o anterior, ou seja, A tem muitos Bs, B tem muitos Cs e C tem muitos Ds:

Sem redundância

A
|  id | ... |
------------
| ... | ... |

B
|  id | a_id | ... |
--------------------
| ... |  ... | ... |

C
|  id | b_id | ... |
--------------------
| ... |  ... | ... |

D
|  id | c_id | ... |
--------------------
| ... |  ... | ... |

Seria recomendado incluir mais colunas em C e D indicando qual o registro referenciado de A e B?

Com redundância

C
|  id | a_id | b_id | ... |
---------------------------
| ... |  ... |  ... | ... |

D
|  id | a_id | b_id | c_id | ... |
----------------------------------
| ... |  ... |  ... |  ... | ... |

É uma redundância, mas eu costumo fazer isso para facilitar as consultas, é útil para evitar JOINs. Também acredito que a economia de JOINs melhore o desempenho.

Isso é considerado boa ou má prática? (Se não em todos os casos, pelo menos quando os dados são imutáveis) Existe alguma solução melhor para isso?

2 Respostas 2

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  1. Você não pediu a opinião pessoal, perguntou se era uma boa prática. Além disso O StackOverflow não se propõe a responder perguntar baseadas em opinião pessoal e recomenda que não se façam perguntas deste tipo e muito menos que sejam dadas respostas baseadas em opiniões pessoais.

  2. Não, não é uma boa prática. É realmente uma péssima prática. Não é uma opinião pessoal veja os pontos abaixo. Além disso se quiser opiniões pessoais faça esse tipo de pergunta em forums especializados como o SQL Server Central (e prepare-se para possíveis respostas "duras")

  3. Não é nem uma questão de DRY mas de normalização mesmo. Devemos desnormalizar apenas quando estritamente necessário (para desempenho). Esses são casos raros.

  4. Você vai apenas escrever menos joins, não necessariamente o SGBD vai conseguir te dar mais desempenho. Ao contrário pode piorar pois na medida que você inclui dados redundantes e usa índices você também vai ocupar mais espaço na HD (mais IO), forçar mais uso de CPU e memória.

  5. Geralmente não importa o número de joins. Se você indexou bem e normalizou corretamente você já deve conseguir um bom desempenho.

  6. Se você tiver uma massa de dados muito grande e relacionamentos complexos há outros meios muito melhores de conseguir desempenho como usar views, particionar tabelas, tunning fino de índices, etc

  • Ok, você venceu :-P Quando eu escrevi aquela resposta não tinha opinião totalmente formada. Hoje já concordo com você. – user7261 26/08/14 às 20:27
6

Minha opinião pessoal é que o benefício não compensa o efeito em cascata das atualizações e validações de integridade em uma grande massa de dados.

  • Vários DBMSs implementam planos de execução onde a dependência entre estruturas é levada em consideração. Aumentando a complexidade dos relacionamentos descritos pelas chaves estrangeiras, você pode estar prejudicando a avaliação deste plano;
  • Se você excluir ou modificar um item da tabela A, ainda assim todos os registros dependentes de B, C e D precisarão ser validados para fins de consistência. O modelo proposto não oferece nenhum benefício para operações de alteração de dados (UPDATE / DELETE).
  • Caso você altere o tipo de A.ID, você precisará realizar alterações em todas as tabelas, e não apenas no tipo de B.A_ID.
  • Várias ferramentas de ORM dependem de uma representação correta da interdependência entre tabelas na base de dados.

Se sua única vantagem que desta implementação é a agilidade para a criação de queries, eu faria o esforço extra de descrever corretamente o interrelacionamento.

(Adicionalmente, existe um princípio de desenvolvimento de sistemas chamado 'não se repita' (do inglês Don't repeat yourself), que alguns DBAs também se utilizam por considerar a prática como uma boa escolha para higiene de dados.)

  • Não coloquei na pergunta, mas... E se os dados forem imutáveis? – user7261 24/06/14 às 10:40
  • @Andrey Para dizer a verdade, eu levei em consideraçao que todos os campos mencionados eram imutáveis. Estritamente falando, neste caso a parte do segundo tópico mencionando uma operação de UPDATE possa talvez ser descartada - imagino que a maioria dos DBMSs só testem cardinalidade se os campos envolvidos em um relacionamento forem alterados - mas ainda assim todos os outros pontos são válidos. – OnoSendai 24/06/14 às 11:32

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