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Para que tipos de problema ela é adequada? Como e por que se deve usá-la? É possível incluir um exemplo de código?

B-arvorismo

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    Essa é a legitima arvore B :D – Guilherme Lautert 14/07/17 às 12:15
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    Não tem mais o que responder, a foto já diz tudo :P – Maniero 14/07/17 às 12:46
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Uma árvore é uma estrutura de dados em um sistema de hierarquia com uma raiz, galhos e folhas, ou seja, começando um ponto ponto vai abrindo caminhos diferentes de acordo com o dado, até chegar no dado que deseja. Isto é muito útil porque usa o que se chama dividir e conquistar. Com um determinado critério é possível ir organizando os dados em grupos de tal forma que é possível ir selecionando esses grupos de forma estruturada, deixando para trás as partes que não interessam.

Uma lista não deixa de ser uma árvore, totalmente pendendo para um lado só. Uma árvore não pode indicar um nós em nível anterior ou mais que um nó apontar para outro.

A árvore mais usada na computação é a binária, onde sempre haverá um o dois nós ligados ao nó em nível anterior. Então vai para um lado tudo que for maior ou igual a dado daquele só e vai para outro lado tudo o que for menor, desta forma a cada análise feita pode se eliminar boa parte do que tem que analisar.

Árvore binária

O problema é que é possível a árvore pender mais para um lado e no caso extremo a árvore ser uma lista sequencial. Daí surge a árvore B (B Tree) que é uma estrutura que é feito um balanceamento. Mais do que isso os nós de dados, sejam galhos ou folhas são armazenados em grupos, muitas vezes chamados de clusters ou páginas.

O balanceamento garante que a complexidade seja O(logN) mesmo no pior caso em todas operações de leitura ou escrita. Isto costuma ficar muito próximo do tempo constante (O(1)), porque mantém sempre poucos níveis na árvore e quase todas com dois nós ligados não deixando pender para um lado. Então tanto a busca quanto as atualizações nela são muito rápidas, mantendo uma classificação, ao contrário de uma estrutura baseado em hash que dá uma performance ligeiramente melhor na maioria dos casos, mas sem uma classificação ou mesmo ordem.

O agrupamento permite que uma busca mais eficaz seja feita mesmo com dados de tamanho variável e número variável de nós de dados, e permite menos necessidade de rebalanceamento, além de se encaixar bem com a organização de memória e disco do computador, dando melhor localidade para os dados.

O rebalanceamento, quando necessário, não é algo trivial de ser feito de forma eficiente.

A estrutura não é a mais eficiente em consumo de espaço, mas a perda costuma ser pequena na maioria das implementações.

Árvore B

Em uma estrutura binária simples podemos colocar 4 bilhões de nós em no máximo 32 níveis, portanto em apenas 32 consultas chegamos ao que queremos (exceto pelas consultas de sobrecargas de dados, mas isso é outro assunto), desde que devidamente balanceada. Com agrupamentos é possível reduzir isto bastante, em casos extremos (só booleanos) em 17 consultas, no máximo.

Quando o tempo de acesso ao dado é pior que o tempo de processá-lo o ganho deste tipo de estrutura é considerável. Inclusive porque leitura em armazenamento de massa só ocorre em agrupamentos. Mesmo podendo ter agrupamentos pequenos (4KB), é comum preferir agrupamentos maiores em discos já que o tempo de acesso inicial, a latência, tende a ser grande e compensa ler mais coisas ao mesmo tempo e tentar achar nesse agrupamento grande qual é o próximo agrupamento a ser lido de forma mais precisa, chegando em menos passos onde se quer chegar.

Por tudo isto é a estrutura ideal para organizar bancos de dados, principalmente os índices, ainda que a tabela não deixe de ser um índice. Não que ela não tenha defeitos, mas em geral as vantagens desta estrutura compensam as desvantagens, até porque as opções que não as trazem são bem piores. Essencialmente não há como obter melhor resultado. Dá para fazer alguma otimizações para reduzir o número de níveis, porque cada nível certamente é uma leitura em armazenamento de massa que é mais lenta que memória.

Obviamente que qualquer coisa que se pareça com um banco de dados e vá em armazenamento de massa se beneficia também, por exemplo o sistema de arquivo do sistema operacional.

Em memória há vantagens do seu uso em muitos casos, mas por ter baixa localidade outras opções podem ter ganho mesmo que tenha que analisar mais informações.

Existem variações de árvore que buscam o mesmo objetivo, mas com complexidade muito grande de implementação e com outros problemas. Variações de árvore binária pode melhorar a forma de balanceamento ou a forma de armazenas os nós atendendo uma necessidade mais específica.

Tem variações que funcionam melhor com o dado já é classificado, caso típico de chave primária sequencial, algumas funcionam melhor com dados completamente embaralhados.

Há controvérsias sobre o que o B significa. Usualmente entendemos como balanceada, mas é só intuição. Na verdade os termos usados na definição geral da estrutura não são sempre consistentes.

Ainda vou melhorar até porque é algo que gosto muito e vou tentar colocar exemplo, ainda que um código legal será meio grande e complexo.

  • Ainda vou melhorar até porque é algo que gosto muito e vou tentar colocar exemplo, ainda que um código legal será meio grande e complexo. Por favor! Eu adoro as suas respostas :) – Renan 14/07/17 às 13:25
  • @Renan e eu adoro as suas :) – Maniero 14/07/17 às 13:40
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    Still waiting for the code... – Jefferson Quesado 25/11/17 às 20:18
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    @JeffersonQuesado uma hora vem :D, mas é bom alertar, vou tentar essa semana, mas ando com pouco tempo – Maniero 26/11/17 às 9:23

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