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Qual das duas alternativas provê o melhor desempenho em Javascript: switch ou if aninhado?

if {
  ...
} else {
  if {
    ...
  } else {
    if {
      ...
    } else {
      ...
    }
  }
}

ou

switch(expression) {
    case n:
        code block
        break;
    case n:
        code block
        break;
    default:
        default code block
}
  • 1
    Por que negativaram a pergunta dele? Não é ampla e facilmente explicável com benchmarks, sem ter bases em opiniões. Eu positivei, a pergunta é relevante. =) – Guilherme Oderdenge 20/06/14 às 16:33
  • Eu não negativei, mas o benchmark poderia ser o pressuposto da pergunta. E a pergunta ser sobre o porquê dos resultados. – bfavaretto 20/06/14 às 16:40
  • Qual a pergunta afinal? a única frase que existe na postagem não me diz exatamente o que é a pergunta, por mais que ela seja intuitiva. Poderia ser, qual dos dois é mais bonito no código, qual dos dois é mais lento, qual dos dois é mais rápido, qual dos dois é mais usado... enfim. Por esse motivo eu negativei. – Marciano.Andrade 20/06/14 às 16:42
  • @Marciano Editei pra deixar mais claro, mas mesmo antes já falava em desempenho. – user7261 20/06/14 às 16:44
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Por incrível que pode parecer, o else-if é o mais performático dentre as opções possíveis.

Neste e neste benchmark, analisamos que o Chrome possui um desempenho superior em condições else-if quase que independente da versão do navegador.

O benchmark é um avaliador técnico. Pela lógica, o else-if é uma condição simples e explítica, enquanto o switch, por mais trivial que possa parecer, possui critérios (mais) complexos por trás – ele é sensível e inteligente porque consegue tomar decisões implícitas, como é o caso do controlador default e os case sem valor. Um else-if, por exemplo, não consegue, naturalmente, determinar um caso padrão – você deve fazer isso sem subjeção; você deve fazer isso indicando explicitamente no seu código.

Simplificando, o switch possui um algoritmo mais complexo por trás para que o possibilite tomar algumas decisões sem que tenhamos que dar explicações. Ele é mais autônomo; mais independente. O else-if faz isso somente se alguém assim o disser.

Veja o seguinte exemplo:

var foo = 1;
switch (foo) {
    case 0:
    case 1:
    case 2:
    case 3:
        alert('yes');
        break;
    default:
        alert('not');
}

Mesmo que não usemos o default, como no exemplo a seguir, a implementação da função switch estará preparada caso formos o utilizar. Portanto, ele é convexo – se não usarmos algo, estará lá de qualquer jeito, e isso exige hardware; isso exige braço. Veja:

var foo = 1;
switch (foo) {
    case 0:
    // [...]
}

Um else-if, por outro lado, não possui esses "coringas". Ele só vai tratar o que você disser para ele o fazer, do contrário, ele é hostil. Em suma, ainda no else-if, não existem coisas preparadas que podem "engordurar" a sua solução caso você não a utilize – e isso o torna mais simples e quase que consequentemente mais performático.

Contextualização prática

O switch possui as chaves reservadas case, default e et cetera. Se pararmos para pensar, ele precisa saber o que fazer quando o desenvolvedor chamar por default e quando atribuir condições aos cases.

Caso o desenvolvedor não atribua nada à default, sem problemas! Ele possui um padrão de tratamento quando isso ocorrer – e o que esse padrão demanda? Mais código, mais lógica e finalmente mais performance. Como eu disse, o else-if é mais objetivo e "burro" – ele precisa que você explique tudo o que deve fazer porque ele não é inteligente o suficiente para tomar decisões autônomas, o que diverge de um switch.

Sobre processadores JavaScript

Como você pode perceber, o benchmark mencionado anteriormente consiste no navegador da Google, o Chrome, que possui o motor V8 como processador.

Cada motor possui um mecanismo próprio de compilação, sendo que esses mecanismos podem assumir compromissos mais ou menos performáticos dependendo de sua estruturação e implementação. O ponto que eu quero chegar é que, no caso do Chrome, o else-if é "imbatível" porque por nos camarins as coisas funcionam de um jeito específico que dá esse mérito à ele.

Por outro lado, neste benchmark, ele avalia como o switch sendo uma opção de maior performance se relacionado à cadeias de ifs no Firefox. O porquê disso? Compilador. Mais que a implementação do switch lá, a filosofia de desenvolvimento é outra.

else-if ou switch, afinal?

Na minha opinião, pelo fato do Chrome ser mais utilizado que o Firefox e qualquer outro navegador, eu iria de else-if no tema performance.

O switch, em alguns casos, é mais semântico e a sua aplicabilidade se destaca: se a sua procura for essa – o que foge do escopo da pergunta –, então vá com ele.

Mentiras em potencial

Para fortalecer a minha resposta, antecipo algo que o usuário Maniero mencionou nos comentários: benchmarks são extremamente relativos, principalmente de navegadores modernos. Se você visualizar os benchmarks que compartilhei, é fácil identificar uma oscilação bem grande nos resultados ao longo das versões dos navegadores.

Onde quero chegar é: não que benchmarks não sejam confiáveis, mas eles não são totalmente confiáveis. Como repliquei ao Maniero, o ideal é utilizarmos estatísticas como um pouco de base e referência, mas não como a solução definitiva da paz.

  • Executei o benchmark aqui e ele mostrou que a diferença entre switch e if-else é de 0.2% (as vezes para um, as vezes para outro). Negligenciável. Pode mostrar por que "Chrome possui um desempenho superior em condições else-if"? – Guilherme Bernal 20/06/14 às 16:47
  • Para mim o switch ganhou... :p – utluiz 20/06/14 às 16:48
  • Estão vocês usando Firefox? Se sim, me desculpem – deixei ele passar despercebido. Fiz uma abordagem melhor da minha tese (?). Vejam agora. – Guilherme Oderdenge 20/06/14 às 16:52
  • @GuilhermeOderdenge Executei usando o Chrome 35. – Guilherme Bernal 20/06/14 às 16:54
  • 2
    Liar! Liar! Liar! Benchmarks are liars! Benchmarks só funcionam em condições específicas. Sem um bom controle do ambiente o benchmark pode variar muito. E um browser, principalmente moderno, é um ambiente muito instável. É possível fazer benchmark nele, mas não é tarefa fácil. Seria legal existir algo canônico de como fazer benchmark em browsers. A edição melhorou o entendimento. E estatísticas de uso também são mentirosas. Tem para todo gosto: netmarketshare.com/… Só confio nas estatísticas de acesso do meu site. E olhe lá. – Maniero 20/06/14 às 17:00

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