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Já vi que existem inúmeras terminologias orientadas, como orientado a objetos, orientada a agentes, orientada a aspectos, orientada a classes e vários outros.

Mas o que vi recentemente é orientado a documentos, como dito na descrição do MongoDB:

MongoDB (do inglês humongous, "gigantesco") é uma aplicação de código aberto, de alta performance, sem esquemas, orientado a documentos.

  • O que significa orientado a documentos?
  • Quais as principais qualidades/diferenças desse paradigma?
  • Esse termo, somente é aplicável a banco de dados? Se não, onde mais ele pode ser utilizado?
  • É para contrapor banco de dados relacional. Ele usa o conceito de documento, não de tabelas ligadas. – Jefferson Quesado 10/07/17 às 20:36
  • Se não me engano, o CouchBase também é documental – Jefferson Quesado 10/07/17 às 20:37
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O que significa orientado a documentos?

No contexto do MongoDB significa que dados são armazenados em formato de objeto complexo, como no exemplo abaixo:

{
   title: "MongoDB: The Definitive Guide",
   author: [ "Kristina Chodorow", "Mike Dirolf" ],
   published_date: ISODate("2010-09-24"),
   pages: 216,
   language: "English",
   publisher: {
              name: "O'Reilly Media",
              founded: 1980,
              location: "CA"
            }
}

As duas queries a seguir são equivalentes:

SELECT * FROM BOOKS WHERE pages >= 216;  // Transact-SQL

e

db.getCollection("BOOKS").find({pages: { $gte: 216 } }) // BSON

Perceba que o objeto segue a notação JSON. Isso é por padrão: O MongoDB utiliza JSON para troca de dados, e BSON - uma versão binária, extendida do JSON - para permitir descrições de tipos de dados e operadores lógicos.

Quais as principais qualidades/diferenças desse paradigma?

Tabelas de SGBDs tradicionais são estruturas bidimensionais (colunas x linhas). Isso significa que você precisa decompor um objeto complexo em estruturas aninhadas (ex. NotaFiscalCabecalho, NotaFiscalItens) antes do armazenamento - e, inversamente, coletar registros de várias tabelas para recompor o objeto.

Com um banco de dados que armazena objetos complexos, este passo é desnecessário.

Esse termo, somente é aplicável a banco de dados? Se não, onde mais ele pode ser utilizado?

Eu diria que não. Qualquer estrutura que trabalhe com serialização de objetos complexos - armazenamento em disco de arquivos JSON, por exemplo - pode ser considerado uma estrutura de documentos (de acordo com a definição do MongoDB).

  • E em relação a desempenho (tempo de resposta, capacidade de expansão) vs um relacional? Alguma diferença quando se armazena objetos? – Leonardo Pessoa 11/07/17 às 13:50
  • 1
    @leonardopessoa depende da aplicação. E depende muito. MongoDB não é a bala de prata, mas também não deve ser retirado da conversa para sempre. De modo geral, informações que são armazenadas hierarquicamente são melhor representadas como documentos, mas caso o grafo de dependência seja muito complexo e menos árvore, o modelo relacional funciona bem demais – Jefferson Quesado 11/07/17 às 13:52
  • 3
    @leonardopessoa Se sua aplicação lida com objetos complexos então existe uma economia significativa no seu processo, já que você pode ignorar rotinas de decomposição/composição. Quanto ao tempo de resposta, minha experiência pessoal indica que diferenças são irrelevantes para estruturas simples, e considerável se você utiliza pesquisas em estruturas. – OnoSendai 11/07/17 às 13:53
  • 1
    @JeffersonQuesado Existem operandos que permitem patching (adição/edição parcial) de documentos, o que é útil neste caso. – OnoSendai 11/07/17 às 13:54
  • 1
    @OnoSendai curti essa ideia de patch. Quem sabe saia na terceira versão do sincronismo? :-) – Jefferson Quesado 11/07/17 às 13:58

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