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Existe uma classe como abaixo:

class vetor
{
protected:
    int x, y;
public:
    //Construtor
    vetor(int _x=0, int _y=0);
};

e outra:

class pos : public vetor
{

public:
    //Construtor
    pos();

    umaFuncaoQualquer(int _x=0, int _y=0);
    outraFuncaoQualquer(int _x=0, int _y=0, bool algo=false);
    maisUmaFuncaoQualquer(void);
};

Quero fazer isso:

vetor v(1, 3);
pos p;
p = v;

Como faria isso em c++? Precisaria criar uma função para isso, ou estou pensando de maneira errada?

Up 1:

Consegui fazer desta maneira, na classe vetor:

class vetor
{
protected:
    int x, y;
public:
    //Construtor
    vetor(int _x=0, int _y=0);

    //Retorna x
    int getX(void);
    //Retorna y
    int getY(void);
};

na classe pos:

class pos : public vetor
{

public:
    //Construtor default
    pos();
    /*
    Construtor para receber o vetor. É responsável por atribuir a x e y 
    herdados pela classe vetor o x e y de uma instância vetor atribuída, 
    utilizando as funções getX e getY da classe vetor, 
    que pega o x,y que estão protected na mesma.
    Sua implementação:
    pos::pos(vetor _v)
    {
        x = _v.getX();
        y = _v.getY();
    };
    */
    pos(vetor _v);

    umaFuncaoQualquer(int _x=0, int _y=0);
    outraFuncaoQualquer(int _x=0, int _y=0, bool algo=false);
    maisUmaFuncaoQualquer(void);

};

com isso o código abaixo funciona:

vetor v(1, 3);
pos p;
p = v;

Contudo gostaria de conhecer outras maneiras de fazer o mesmo, talvez existam maneiras que se encaixem melhor nesta situação. E não compreendi muito bem porque desta maneira funciona e da primeira não, se ambos possuem x e y. Lembro de ter lido alguma vez sobre isso:

//Funciona sem precisar do construtor de cópia
v = p;
//Apenas funciona se tiver um construtor de cópia
p = v;

li que é assim, mas não me lembro o porque?

Up 2:

Referente a resposta do @Ossetian_Odin, ainda estou sem entender alguns pontos, vou começar de cima p baixo:

1 - Quanto ao uso de friend, não seria necessário no caso de meu exemplo, pois os membros da classe "vetor" são protected e não private, então já poderão ser acessados pela classe derivada. E o construtor de cópia que o compilador declara, é na própria classe recebendo a própria classe, como quero atribuir uma diferente, exige que eu crie um construtor para isso, o problema é que criei na classe "pos" e não na "vetor", o que fica um tanto confuso, mas não poderia ser o contrario, já que seguindo a lógica "é um", "vetor" não é um "pos", e sim "pos" é um "vetor". Estou certo?

2 - Quanto ao "downcasting", você diz para criar uma classe abstrata, então eu criaria a classe "vetor" como abstrata? Não seria melhor utilizar "dynamic_cast" neste caso? E se eu usar "dynamic_cast" o que acontece quando eu fizer "dynamic_cast < pos * > (&v);", p terá todos as variáveis e funções de "pos"(já que herda "vetor", são as de "vetor" e as que só existem em "pos"), recebendo a atribuição de v as variáveis que possuem em comum, ou p terá apenas o que "vetor" possui?

Up 3:

Dei uma estudada, e percebi que a maneira que fiz no Up 2 é a certa para este caso, pelo menos a mais certa que encontrei até agora. Pois o que quero fazer é atribuir um objeto "vetor" a um objeto "pos" da maneira mais "abstrata" possível, abstração para outra pessoa que utilizará, é mais fácil fazer "p = v;" do que "static_cast(&vet);" por exemplo; o que preciso não é de um "downcasting", e nem de utilizar polimorfismo, mas agradeço ambas as repostas que me fizeram estudar mais esses conceitos, pois o que realmente é preciso neste caso é simplesmente atribuir "p = v", onde p tendo um construtor para lidar com a classe atribuída funcionará, não é conversão(Polimorfismo) que necessita, e sim uma cópia. Dei uma lida em um material que encontrei no google, e no capitulo "Conversão de ponteiros" me esclareceu:

https://webserver2.tecgraf.puc-rio.br/ftp_pub/lfm/CppBorgesClinio.pdf

Traduzindo para as variáveis da questão:

 vetor v, *pv; // pv pode apontar para objetos do tipo vetor e derivados
 pos p, *pp; // pp pode apontar para objetos do tipo pos e derivados

 v = p; // copia v parte vetor de p para v (não é conversão)
 p = v; /* erro! v pode não ter todos elementos para a cópia(A questão se 
           refere a este caso, que também não é conversão, e pode ser 
           resolvido da maneira do Up 2, o que queria saber era se existe
           outras maneiras alem da que fiz no Up 2, que seria para cópia, 
           e não mudança de forma ou tratar um classe como uma 
           diferente)
        */

 pv = &v; // ok
 pv = &p; // ok, pv aponta para um objeto do tipo pos
 pp = pv; // erro! pv pode apontar para um objeto do tipo vetor
 pp = &p; // ok
 pp = &v; // erro! pp não pode apontar para objetos do tipo vetor 
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Você está tentando tratar um objeto da classe mãe como sendo um objeto da classe filha. Isso não funciona.

Exemplo concreto

Imagine que você tenha as classes animal, gato (que herda de animal) e urocordato. Um animal possui o método comer. Um gato possui também os métodos miau, serFofo e ignorarDono. Um urocordato tem também os métodos metamorfose, filtrar e brotamento.

Imagine que para o seu algoritmo você precisa de um animal, vamos chamar esse animal de estimacao:

animal estimacao;
estimacao = new gato();
// faz trabalho com um animal do tipo gato
estimacao = new urocordato();
// faz trabalho com animal do tipo urocordato

Não tem problema nenhum o algoritmo acima. Agora, imagine que tenhamos uma função que recebe um gato como argumento. Vamos chamar essa função de mimar, sua assinatura é void mimar(gato xano);. Veja o que acontece abaixo:

//declaração e objeto do tipo gato, tudo certo
gato xaninho = new gato();
mimar(xaninho);

// declaração de animal, objeto gato; possível atribuir, mas não possível chamar 'mimar'
animal bixo = new gato();
mimar(bixo);

// declaração de gato, objeto urocordato; impossível atribuir
gato xaninho = new urocordato();
mimar(xaninho);

Por que disso?

Quando você trabalha com herança, você pode assumir que urocordato e gato podem ser tratados como animais. A definição das classes fala exatamente isso através da herança:

  • classe gato deriva da classe animal: significa que gato é um tipo específico de animal
  • classe urocordato deriva da classe animal: significa que urocordato é um tipo específico de animal

Porém você não pode tratar um animal genérico como um gato. Quando você faz gato xaninho = new urocordato(); você está tentando tratar um animal qualquer como um gato.

Se fosse possível tratar um animal qualquer como um gato, seria possível chamar o método miau() de um urocordato (por exemplo, na implementação de void mimar(gato xano)), sendo que urocordatos não são capazes de fazer miau().

UPDATE

Construção automática

Se em algum momento, você declarar um construtor da classe com apenas um único objeto argumento, você poderá fazer a atribuição do argumento para a variável daquela classe. Internamente, o C++ vai criar um objeto da classe alvo automaticamente, chamando o construtor adequado. Isso não tem nada a ver com herança.

Exemplo sem usar relação entre gato e animal:

int giid = 0;

class animal {
public:
    int id;
    int iid;
    animal(int _id = 0) {
        cout << "construindo um animal..." << endl;
        id = _id;
        iid = giid++;
    }

};

class gato {
public:
    int id, iid;
    gato(animal a) {
        id = a.id;
        iid = giid++;
        cout << "construtor chamado automaticamente, meaw" << endl;
    }
};

//códigos...
animal a;
gato xano = a; // chama o construtor de gato passando um animal

cout << "instance id do animal " << a.iid << endl;
cout << "instance id do xano " << xano.iid << endl;
//códigos...

Veja funcionando no ideone.

Saída da execução:

construindo um animal...
construtor chamado automaticamente, meaw
instance id do animal 0
instance id do xano 1

Também montei um outro exemplo que, este sim, fazia a confusão:

int giid = 0;

class animal {
public:
int id;
int iid;
animal(int _id = 0) {
cout << "construindo um animal..." << endl;
id = _id;
iid = giid++;
}

};

class gato: public animal {
public:
gato(animal a) {
id = a.id;
cout << "construtor chamado automaticamente, meaw" << endl;
}
};

// códigos...
animal a;
gato xano = a;

cout << "instance id do animal " << a.iid << endl;
cout << "instance id do xano " << xano.iid << endl;
// códigos...

Veja funcionando no ideone

Saída da execução:

construindo um animal...
construindo um animal...
construtor chamado automaticamente, meaw
instance id do animal 0
instance id do xano 1

  • E porque quando eu crio um construtor funciona, também não estaria atribuindo? – PerduGames 3/07/17 às 15:10
  • Tem como por um trecho de código com a dúvida? Tipo gato xaninho = new urocordato()? – Jefferson Quesado 3/07/17 às 15:12
  • Está na pergunta um exemplo do construtor, no Up 1. – PerduGames 3/07/17 às 15:19
  • Mas o que estava perguntando utilizando de seu exemplo serial algo assim: porque animal bixo = new gato(); funciona em C++, mas gato gatinho = new animal(); não funciona? mas funciona se eu criar um construtor de copia para lidar com os membros de "animal" e atribui-los ao membros de "gato"? – PerduGames 3/07/17 às 15:29
  • @PerduGames vou estudar antes de atualizar a resposta. Parece que seu criar um construtor que recebe um objeto e tentar atribuir esse objeto para o seu, ele sabe como fazer a coerção – Jefferson Quesado 3/07/17 às 15:33
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Não entendi qual o objetivo/lógica do seu código. Acho que o que você quer fazer se chama "downcasting", que só é possível através de ponteiros e referências:

#include <iostream>
using namespace std;


class vetor
{
protected:
    int m_x;
    int m_y;

public:
    vetor(int x = 0, int y = 0)
    {
        m_x = x;
        m_y = y;
    }

    void imprime()
    {
        cout << "imprimindo como \'vetor\'";
        cout << "\nx: " << m_x;
        cout << "\ny: " << m_y << "\n\n";
     }
};


class pos : public vetor
{
public:
    pos(int x, int y) : vetor(x, y) {} //chama o construtor da classe base

    void imprime()
    {
        cout << "imprimindo como \'pos\'";
        cout << "\nx: " << m_x;
        cout << "\ny: " << m_y << "\n\n";
    }
};


int main()
{
    vetor vet(10, 20);
    vet.imprime();

    pos* ps = static_cast<pos*>(&vet);
    ps->imprime();

    return 0;
}

No entanto, usar um ponteiro/referência de uma classe derivada pra um objeto base não é uma boa prática de programação, porque só irá funcionar se o layout das classe base e derivada forem iguais além de deixar o seu programa com uma lógica confusa, quebrando a hierarquia de classes. E também não iria funcionar se você estivesse usando funções virtuais.

O certo seria você criar uma classe base abstrata e usa-la pra referenciar os objetos derivados, usando a lógica "é um", a que o @Jefferson Quesado explicou:

#include <iostream>
#include <memory>
using namespace std;


class Poligono //classe abstrata
{
public:
    virtual void desenha() = 0; //função virtual pura
    virtual ~Poligono() {} //destrutor é declarado virtual para que seja chamado quando objeto 
     //filho for destruído
};


class Triangulo : public Poligono
{
public:
    void desenha() override //implementa função virtual
    {
        cout << "Desenha triangulo.\n";
    }
};


class Retangulo : public Poligono
{
public:
    void desenha() override
    {
        cout << "Desenha retangulo.\n";
    }
};


void FacaAlgumaCoisa(Poligono& pol)
{
    pol.desenha();
}


int main()
{
    unique_ptr<Poligono> pol; //ponteiro da classe base abstrata

    pol = make_unique<Triangulo>(); //usa pol como triângulo
    pol->desenha();

    pol = make_unique<Retangulo>(); //destroi triângulo e usa pol como retângulo
    pol->desenha();

    //usa uma função para obter o mesmo efeito acima
    FacaAlgumaCoisa(Retangulo());
    FacaAlgumaCoisa(Triangulo());

    return 0;
}

Sobre o construtor de cópia, é o construtor que você define para determinar o comportamento da sua classe quando ela é atribuída:

class Pessoa
{
    string nome;
    int idade;

public:
    //construtor pra inicializar
    Pessoa(const string& nome, int idade)
    {
        this->nome = nome;
        this->idade = idade;
    }

    //construtor de cópia
    Pessoa(const Pessoa& p)
    {
        cout << p.nome << " esta sendo copiado(a)!\n";
        nome = p.nome; //se os objetos fore do mesmo tipo, vc pode acessar os membro privados
        idade = p.idade;
    }
};

Usando a classe:

Pessoa p1("John", 30);
Pessoa p2 = p1; //chama o construtor de cópia
Pessoa p3(p1); //faz a mesma coisa que a linha acima

Você também pode usar o construtor de cópia de uma classe para receber outro tipo de objeto(tal como você fez, por isso o seu código funcionou quando você atribuiu duas classes de tipos diferentes), mas salvo me engano, você precisará marcar a classe como "amiga" do outro objeto com a keyword friend, caso as duas classes nao tenham nenhuma relação. E outro detalhe é que se você não declarar o construtor de cópia, o compilador irá declarar um para o mesmo tipo implicitamente, e o comportamento padrão dele é chamar o operador de atribuição em todos os membros da sua classe.

EDIT:

Respondendo as outras dúvidas:

1 - No caso do seu código, não precisa declarar como friend porque a classe derivada tem acesso aos campos protected da classe base. E não, o compilador gera o construtor de cópia implicitamente em todas as classes que você não declara-lo e implementa-lo. Quando você chama o construtor de cópia, obviamente o construtor default da classe base também é chamado. Eu recomendo que você crie uma classe base e uma derivada e faça testes marcando todos os construtores com std::cout pra você entender melhor o funcionamento:

struct Base
{
    Base()
    {
        cout << "base created!\n";
    }

    Base(const Base& b)
    {
        cout << "copy constructor base\n";
    }
};

struct Child : Base
{
    Child()
    {
        cout << "child created!\n";
    }

    Child(const Child& c)
    {
        cout << "copy constructor child\n";
    }
};

2 - "Downcasting" é quando você tenta usar uma classe derivada como se fosse uma classe base, o que é o oposto do segundo exemplo que eu mostrei. A classe base deveria ser usada como ponteiro/referência, já que as derivadas herdam todas as características da base, e o oposto não ocorre. E sim, "vetor" deveria ser abstrata, mas nesse caso funciona porque ela é idêntica à classe "pos". E dynamic_cast serve para o mesmo propósito que um static_cast normal, a diferença é que esse cast verifica em tempo de execução se a conversão é válida e retorna um ponteiro nulo caso seja inválida, e só funciona com classes com métodos marcados como virtual. No primeiro exemplo do meu post, se você tentasse marcar o método "imprime" como virtual, e substituísse static_cast pelo dynamic_cast, a conversão falharia pelos motivos que eu já citei(e também porque funções virtuais funcionam de uma forma diferente de métodos comuns). Pesquise sobre hierarquia de classes e polimorfismo, para entender melhor esses conceitos.

  • Editei a pergunta "Up 2", estava muito grande para comentar aqui. – PerduGames 3/07/17 às 18:54
  • Quando disse "na própria classe", tava me referindo a isso "Base(const Base& b)", o compilador faz isso implicitamente, não isso "Base(const Child& c)" que é o que acho que quero, digo acho, porque posso está querendo algo de maneira errada, mas o que realmente quero é só que quando eu atribuir um objeto "vetor" a um "pos", que ele pegue os membros em comum(x,y, pois "pos" tem x,y herdado de "vetor" que tem x,y, e essas duas classe seriam diferentes, apenas tendo esses membros em comum) e faça a atribuição. – PerduGames 4/07/17 às 1:58

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