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Parece haver alguma confusão com a nomenclatura das versões do C# e das tecnologias que estão relacionadas a ela.

Existe um C# 2005? Ou um C# 3.5? Qual a relação das versões do C# com o .Net, o Visual Studio, etc.?

Existem livros que usam nomenclaturas como C# 2008 (outro exemplo). Isto está correto?

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C# CLR .NET Framework .NET Core Visual Studio Lançamento
1.0 1.0 1.0 - .NET (7.0) Janeiro 2002
1.2 1.1 1.1 - .NET 2003 (7.1) Abril 2003
2.0 2.0 2.0 - 2005 (8.0) Novembro 2005
3.0 - Novembro 2006
3.0 3.5 - 2008 (9.0) Novembro 2007
4.0 4 4.0 - 2010 (10.0) Abril 2010
5.0 4.5 - 2012 (11.00) Agosto 2012
4.5.1 - 2013 (12.0) Outubro 2013
4.5.2 - Maio 2014
6.0 4.6 - 2015 (14.0) Julho 2015
4.6.1 - 2015 Update 1 Novembro 2015
4.6.2 1.0 2015 Update 3 Julho 2016
Agosto 2016
7.0 1.1.1 2017 (15.0) Março 2017
7.1 4.7 2.0 2017 (15.3) Agosto 2017
7.2 4.7.1 2015 (15.5) Novembro 2017
7.3 4.7.2 2.1 2017 (15.7) Maio 2018
2.2 2017 (15.9) Dezembro 2018
8.0 4.8 3.0 2019 (16.2) Setembro 2019
- - 3.1 2019 (16.3) Novembro 2019
9.0 - - 5 2019 (16.8) Novembro 2020
10.0 - - 6 2022 (17.0) Novembro 2021
11.0? - - 7 2022 (17.?) Novembro 2022
12.0? - - 8 2022 (17.?) Novembro 2023

Há algumas curiosidades nesta listagem.

  • Existe uma versão do C# chamada 1.2 mas ela é praticamente desconhecida. Além de pequenas mudanças foi criada a interface IDisposable e tudo o que é necessário para seu funcionamento. Alguns recursos, como o IEnumerator, passaram a usá-la.
  • A versão do .NET Framework não é sincronizada com a versão da linguagem, afinal o .NET não é exclusivo do C#. Então alguém pode achar que porque existe um .NET 3.5 deve existir um C# 3.5. Não é o caso.
  • A versão 3.0 do .NET no fundo é o .NET 2.0 com bibliotecas extras (WPF, WCF, WF, etc.).
  • O Visual Studio inicialmente foi chamado de .NET porque todos os produtos da Microsoft seriam chamados assim, mas depois isto foi abandonado. Há uma marca comercial que segue os anos aproximados do seu lançamento e uma versão técnica. Versões anteriores ao 7.0 existiam mas não contemplavam o .NET.
  • O .NET Framework 4.8 é o único que, em algum momento, será suportado por tempo indefinido e não sofrerá evolução.
  • A versão seguinte do .NET Core 3.1 é o .NET 5, sem o termo Core no nome.

Evolução do C#

  • C# 2.0 introduziu generics, partial types, anonymous methods, nullable types, acessibilidade separada para getter/setter, method group conversions (delegates), Covariância/Contra-variancia e static classes.
  • C# 3.0 introduziu variáveis locais implicitamente tipadas, inicializadores para objetos e coleções, propriedades auto-implementadas, anonymous types, extension methods, query expressions, lambda expressions, expression trees e partial methods.
  • C# 4.0 introduziu dynamic binding, named e optional arguments, generic co- e contravariance e embedded interop types ("NoPIA").
  • C# 5.0 passou ter asynchronous methods e caller info attributes.
  • C# 6.0 lançou o .NET Compiler Platform (Roslyn), inicializadores para auto-properties, using importando membros estáticos, exception filters, inicializadores de eventos, await dentro de catch e finally, extension add methods, inicializadores de coleções, propagação de null, expression-bodied members, operador nameof, interpolação de strings.
  • C# 7.0 apresentou tuplas, out var, literais binários e separadores, funções locais, ref returns, expression-bodied em todo lugar, type switch e async arbitrário.
  • C# 7.1 introduziu async Main(), default literal expressions, inferência em nomes de tuplas.
  • C# 7.2 introduziu semântica de referência para tipos por valor ( ref), private proteced, argumentos nomeados fora do final, literal numérico com underscore no final.
  • C# 7.3 passou ter campos fixos sem pinagem e uso em outros tipos que não eram possíveis, inicializadores em stackalloc, novas possibilidades de restrição genérica como enum e delegate, reatribuição de variáveis locais com ref.
  • C# 8.0 introduziu default implementation na interface, tipos por referência anuláveis, patterns recursivos, async streams, using por escopo, ranges e indexes, ??=, sintaxe alternativa para strings interpoladas, stackalooc em contexto aninhado, unmanaged genérica em struct, static local function, membros readonly.
  • C# 9.0 introduziu statements soltos, records, return covariante, target-typed new, relaxamento na ordem de ref e partial, melhorias no pattern matching, skip locals init, lambda discard parameters, int nativos, atributo em função local, ponteiros para função, lambdas estáticas, melhoria no operador condicional, extensão de GetEnumerator(), inicializadores de módulo.
  • C# 10.0 tem record structs, global using, *namespace por escopo em vez de bloco, mais property pattern, record pode selar ToString(), melhorias nos geradores de código e ferramentas para eles e para debugger, melhorias de sintaxe em alguns pontos e sobre async, inferência em lambda, construtor padrão sem parâmetros em struct, caller expression attribute, strings interpoladas constantes e melhorias nas outras.
  • C# 11.0 vem com nameof(parameter), generic attributes, default in deconstruction, qualquer ordem de ref e partial, verificação automático de null em parâmetro, padrões de lista em matching, literais de string bruta, campos automáticos em propriedades, que podem ser required, atributos podem ser usados em top level, construtores primários, interpolação permite quebra de linha, parâmetros de tipos com Span ou stackalloc.

Algumas restrições no uso das tecnologias combinadas existem:

  • Não é possível usar C# 2 (é comum omitirmos o release na versão da linguagem) sem o .NET 2.0. Na verdade isto ocorre com várias versões pelo menos parcialmente
  • O .NET 3.5 é necessário para usar o C# 3. No entanto a maioria das features do C# 3 podem ser usadas mesmo com .NET 2.0 ou 3.0.
  • É possível selecionar a versão do .NET que sua aplicação deverá rodar. O VS 2005 em diante, em condições normais, não pode usar o .NET 1.0 e 1.1 como target da aplicação.
  • Não é possível solicitar a uma versão do VS que ele se restrinja as features do C# de versões inferiores a instalada nele.
  • Cada versão do VS tem um formato diferente do arquivo de projetos e uma conversão da antiga será feita automaticamente.

Não confundir .NET Framework com .NET como plataforma como um todo que obviamente não tem versão. Ou com o .NET Core que é outro produto. O .NET 5 sim passa ser um nome oficial para o que antes era chamado de .NET Core.

O .NET possui algumas divisões como o FCL (Framework Class Library) que é um superset da BCL (Base Class Library). A BCL é necessária em qualquer implementação que desejam compatibilidade com o .NET (Mono por exemplo implementa toda a BCL e partes da FCL). Na FCL está incluso o Windows Forms, WPF, ASP.NET, etc. A FCL faz menos sentido no .NET Core, o modelo mudou e os componentes são mais isolados.

O CLR (Common Language Runtime) é a máquina virtual que controla as aplicações escritas para o .NET. Note que ela é bem mais estável e evolui em raras ocasiões. É nela que tem todo o controle de segurança, garbage collector, manipulação de exceções, o JITter, controle de threads, etc.

Até existia um Visual Studio C# 2010, por exemplo. Ele é o Visual Studio específico para o C# (pelo menos uma forma de usar). Mas a linguagem não chama C# 2010.

Documentação da Microsoft.

A pergunta e a resposta foram inspiradas em post do Jon Skeet.

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  • 2
    Vale citar que o último padrão ISO do C# parou no 2.0 (ISO/IEC 23270:2006). As versões posteriores são iniciativas da Microsoft.
    – gmsantos
    27/11/14 às 11:06

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