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Encontrei no SO En essa pergunta: Creating meta language with Java, no qual o usuário tem interesse em criar uma meta linguagem usando Java.

Fiz uma breve pesquisa e encontrei no site da Microsoft um tópico falando sobre: Gramáticas, Linguagens e Compiladores: um retorno às bases, onde fala que:

[...].Em computação, uma meta-linguagem muito conhecida é a BNF ou “BACKUS-NAUR FORM“

O que é uma meta linguagem?

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    relacionada: pt.stackoverflow.com/questions/178720/… – MagicHat 27/06/17 às 16:34
  • Eu acho que a sonhada Gramática Universal de Chomsky é uma meta linguagem para definir gramáticas, mas meu estudo na linguística se focou mais no aspecto de compilação/identificação de árvores de sintaxe para uma frase em uma língua de gramática conhecida – Jefferson Quesado 27/06/17 às 16:53
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    Ué, porque o downvote? Será que poderia justificar, não haverá persiguição, o Acklay é uma pessoa bastante madura e sensata, só queremos entender qual exatamente o problema da pergunta. Grato. – Guilherme Nascimento 7/08/17 às 16:13
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Meta linguagem é a linguagem pra criar linguagens. Ou pelo menos uma linguagem para criar códigos que geram códigos.

Meta é algo sobre aquilo mesmo. Assim como temos o meta SOpt que é um site de Q&A para, e sobre, o site de Q&A SOpt.

O mais interessante aí é o paradigma de meta programação que pode ser aplicado à uma linguagem dedicada a isto ou pode ser adicionada à outra linguagem.

Essa meta linguagem não precisa ser de programação, ou seja, não precisa ser Turing Complete.

No exemplo encontrado mostra uma linguagem de definição chamada BNF que é usada para facilitar a criação e o entendimento da gramática de uma linguagem. Mas ela é limitada já que não pode expressar semântica.

Muitas vezes isto é confundido com DSLs.

Meta programação é algo muito interessante porque pode evitar repetição, melhorar o DRY, simplificar código eliminando o boiler plate, criar syntax sugar.

Mas também é algo bem complicado de fazer certo a não ser em casos mais triviais como o uso de genéricos (usado da forma normal como é comum*), o que já é um pouco complicado. Piora com gabaritos e macros.

Lisp é uma linguagem considerada de meta programação e por isso ela é tão fascinante. Ela provê os mecanismos básicos e um forte sistema de macro e o resto o programador vai "criando a linguagem".

Existem também ferramentas de meta programação, como o scaffold.


*Veja o comentário do Victor Stafusa abaixo mostrado que genéricos podem se tornar um drama também quando usado em todo seu potencial. Mas me geral ele é usado para uma substituição simples de um tipo genérico por um específico de forma "plana" e tem pouco a dar errado.

  • Eu não diria que tipos genéricos são "casos "mais triviais". – Victor Stafusa 27/06/17 às 17:56
  • @VictorStafusa em que sentido? – Maniero 27/06/17 às 18:09
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  • @VictorStafusa não sabia disto, foi muito útil pras minhas pesquisas sobre linguagens, editei pra colocar isto. Verei se ocorre o mesmo com C#. – Maniero 27/06/17 às 18:58
  • @VictorStafusa , e eu pensando que o generics do Java tinha alguma vantagem sobre o template do C++, mas com os dois podendo fazer tanto esforço assim, fiquei decepcionado – Jefferson Quesado 27/06/17 às 19:03
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Em suma? Uma linguagem usada para descrever outras linguagens.

BNF descreve regras de derivação para gramáticas livres de contexto, então é possível escrever qualquer linguagem livre de contexto (como a linguagem Java, ou mesmo a linguagem de definição de e-mails) com BNF.

Nessa resposta sobre linguagens livre de contexto, usei uma notação para descrever produções de um subconjunto da língua portuguesa, e também algumas produções de uma gramática sensível ao contexto.

Por mais curioso que seja, é impossível descrever uma expressão regular com uma gramática regular, e também é possível descrever qualquer gramática derivativa usando uma gramática livre de contexto.

P : L ":" R
L : N           #para gramáticas regulares e livres de contexto 
R : N
R : N t         #produção regular, se L for para N
R : S
S : (t | N)*    #forma sentencial, qualquer string de terminais e não terminais
L : S           #produção generalizada, para gramáticas irrestritas
L : S N S       #produção para o lado esquerdo de uma gramática sensível ao contexto

Note que essas regras definem até mesmo a meta linguagem para definir linguagens, com direito a alguns comentários meus sobre algumas características de algumas produções.

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