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Em geral, eu já vi alguns lugares dizendo que a programação orientada a objetos tem 3 pilares fundamentais, em outros eu vi dizendo que são 4 pilares.

  • Quantos e quais são os pilares da programação orientada à objetos?
  • Como esses pilares se relacionam?
  • Eles são os mesmos para todas as linguagens que dão suporte a Orientação à objetos?
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Você está perguntando pra quem? Há quem discorde.

Quantos e quais são os pilares da programação orientada à objetos?

A maior parte da literatura disponível cita quatro, os três que são mais ou menos universais são:

  • Herança

    É a capacidade de um objeto ser idealizado baseado em outro objeto.

  • Polimorfismo

    É a capacidade de um objeto se passar por outro em determinada circunstância, desde que eles sejam compatíveis.

  • Encapsulamento

    É a capacidade do objeto juntar tudo em uma coisa só, em geral acaba por ocultar os detalhes de implementação expondo só o que deve ser acessado publicamente, mas estritamente falando isto é abstração.

A maioria ainda aceita a abstração que é a capacidade de expressar algo em termos gerais, sem uma especificidade, isolado do que não importa naquele contexto. Nem todos concordam com isso porque parece ser apenas a soma do encapsulamento e do polimorfismo. Outros dizem que é um pouco diferente. É verdade que os três primeiros são mecanismos bem concretos e a abstração não é tanto assim, então faz algum sentido. Eu já não tenho tanta certeza sobre esta frase quando tinha quando escrevi isto. Há uma possibilidade de no fundo todos esses conceitos serem conceitos abstratos e não concretos, alguns se confundem com mecanismos concretos. Qual é o mecanismo concreto do encapsulamento? Boatar algo como private? Mas isso é information hiding e não encapsulamento em si. Este é um mecanismo que atende ao objetivo do encapsulamento.

Algumas pessoas acham que ter um abstract na linguagem é a abstração, mas não é bem assim. Isso ajuda, a interface não deixa de ser uma abstração, mas o mecanismo em si é da herança ou polimorfismo.

Em um ponto mais conceitual a abstração está mais próxima do encapsulamento já que a abstração é esconder o mecanismo concreto, é esconder o detalhe da implementação.

Alguns ainda citam alguns outros mecanismos como a sobrecarga de operadores, mas há quem diga que isto é só o polimorfismo com a abstração e quem sabe até o encapsulamento.

Já vi até outros mecanismos sendo citados, mas é bem mais raro.

O meu entendimento é que esses mecanismos principais devem estar presentes, todos eles, para dizer que é orientado a objeto. Quando apenas um ou dois deles estão presentes o código vale para outros paradigmas. E sempre achei a herança fundamental. Só encapsular e deixar polimórfico existe em outros paradigmas.

Por outro lado eu cedi ao que muitos falam que o encapsulamento, na forma como está definido, é a melhor definição da orientação a objeto, porque ela faz tudo que se refere a este objeto estar junto, é ele que faz com que o acesso seja sempre só podendo ser feito partindo do objeto.

Ainda acho que a classe por si só não define que algo é orientado a objeto, assim como seja possível ser orientado a objeto sem classe. A forma como a classe é montada é que definirá o que é OO ou não.

Outras definições de orientação a objeto

Há literatura mais conceitual, em geral falando mais do design orientado a objeto, que nem considera esses mecanismos. Alguns são vagos e deixam margem à interpretação. Essas literaturas não focam no reuso de código, na abstração do mundo real em código, nas facilidades das linguagens, nos mecanismos.

Há até quem defina a orientação a objeto como colocar o objeto como foco e o mecanismo mais óbvio disto é você dizer quem é o objeto e depois indicar o que deseja fazer com ele, ou seja, print(objeto) não é OOP, objeto.print() é. Eu acho simples e vago demais, mas parece que isso é o que mais define o assunto.

Como esses pilares se relacionam?

Eles não precisam ter uma relação direta, mas podem. Toda herança envolve subtipo, e o polimorfismo mais tradicional tem a ver com subtipo. Existe herança sem fazer subtipo, mas não é comum, com mixin por exemplo. É possível fazer subtipo mesmo sem herança. Muitas linguagens que não são consideradas orientadas a objeto fazem isto, falta a herança para dizerem que ela é OO.

O encapsulamento é algo bem mais ortogonal, ele não é necessário para os outros conceitos e ele não depende que os outros existam.

A abstração sem encapsulamento e polimorfismo, se dá de uma outra forma, possível, mas diferente. A não ser que esteja falando em abstração de forma geral, aí é muito simples, mas eu entendo que em OO o conceito tem uma definição mais estrita.

Eles são os mesmos para todas as linguagens que dão suporte a Orientação à objetos?

Uma coisa que eu já falei antes e vou repetir, programar orientado a objeto nada tem a ver com linguagens. É verdade que algumas proveem facilidades para programar OO, mas isso não é algo obrigatório, então esses pilares existem para o código ser orientado a objeto, se a linguagem possui mecanismos facilitadores e você não os usa, ou se a linguagem não possui os facilitadores, mas usa os pilares é o que define se o código é orientado a objeto ou não.

respondi uma pergunta com muito mais detalhes sobre o assunto. E tenho a impressão que até é duplicata.

  • Ainda não deu pra terminar, mas quem negativou pode me falar o que está errado pra eu consertar qdo terminar. – Maniero 26/06/17 às 23:43

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