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É o seguinte pessoal ... vou explicar nos mínimo detalhes, de forma simples pra ilustrar a idéia.

Exemplo

for N in `ls $HOME`
do
    tar zcvf `basename`.tgz $N
done

Veja que quero compactar O diretório de origem juntamente com um arquivo por vez ficando assim:

/home/user/0.tgz

/home/user/1.tgz

/home/user/2.tgz

etc ...

Para isso ocorrer, é preciso compactar o arquivo seguido de seu caminho de origem

  • 1
    O objeto de um arquivo tar é ser uma coleção de arquivos, para depois aplicar a compressão gzip em cima e transformar em um .tar.gz, ou tgz por curto. O ideal para o seu caso seria rodar apenas o gzip sobre os arquivos – Jefferson Quesado 10/06/17 às 4:07
  • @JeffersonQuesado Se por acaso puder me ajudar com um exemplo prático com gz ou zip, ja agradeço – Diego Henrique 10/06/17 às 4:16
  • 1
    @JeffersonQuesado Tudo bem! Alias estou tentando ja se faz 1 hora. rsrs – Diego Henrique 10/06/17 às 4:29
  • 1
    Subpasta também? Isso é trabalho para o find pasta/... hoje eu preciso ir, espero ter ajudado – Jefferson Quesado 10/06/17 às 4:39
  • 1
    @JeffersonQuesado Então Jefferson Quesado, como pediu [...]Me marca aqui quando tiver o resultado da sugestão que eu dei. Estou lhe avisando que consegui o que queria. Abraços. – Diego Henrique 13/06/17 às 13:55
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Acho que o maior problema aqui é o de arquivos/diretório com espaço em branco. O comando abaixo procura por qualquer arquivo/diretório a partir do diretório atual e executa o tar com os parâmetros desejados, tratando espaços em branco:

find . -name \* -print0 -exec tar -zcvf '{}'.tgz '{}' \;
  • Uau! Vou testar sua dica. Apesar de ter concluido hoje uma solução um tanto parecido com a sua, mas usa 3 linhas. Ja estava a preparar para postar. Mas em todo caso vou disponibilizar aqui para fins de alternativa e lógica de programação. – Diego Henrique 12/06/17 às 18:49
  • Perfeito! Aceite o meu upVote seguido do meu voto absoluto. vlw! – Diego Henrique 12/06/17 às 19:01
  • É sempre bom poder ajudar! Valeu, [ ]. – cemdorst 12/06/17 às 19:24
  • 1
    Dá uma olhada no que havia feito antes, coloquei o script que escrevi na resposta para agregar valor ao poste e lógico contriubuir com a comunidade experiência. – Diego Henrique 13/06/17 às 13:57
  • Vi agora. Acho que há um erro no do find /* . Não seria do find $HOME ? – cemdorst 13/06/17 às 16:03
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Vamos falar de Unix

O diretório corrente também é conhecido como working directory.

No mundo Unix, há o comando pwd que significa print working directory. Basicamente é um built-in disponível em quase todas as shells disponíveis. Também temos a variável $PWD que é basicamente uma variável com esse valor. Esta resposta do unix.SE trata sobre mais nuanças.

Além disso, também tem um identificador relativo do diretório atual: ./. Todas as paths que começam com ./ são relativas ao diretório atual; por exemplo, ./a.out é o arquivo a.out localizado no diretório atual, enquanto que ./foo/bar é o arquivo bar dentro da pasta foo que está no diretório atual. Também é possível deixar o entendimento implícito do path de um arquivo ao se retirar ./: a.out e foo/bar dos exemplos anteriores.

Quando se compila um arquivo em C com o GCC, ele produz o arquivo a.out. Para executar esse arquivo, normalmente se fala para por ./a.out, mas não falam o motivo. Por que não simplesmente por a.out?, já que está no diretório atual? Porque o primeiro comando na shell precisa ser:

  1. Um built-in
  2. Uma função
  3. O path completo (seja relativo ou absoluto) de um executável
  4. O nome de um executável que está no $PATH

A variável $PATH é relativo a outras coisas, mas é possível colocar . nela.

Expansão Shell

Uma expansão no contexto Shell Script é mudar um texto por outro. Por exemplo, echo $PWD não simplesmente fará uma impressão do caminho atual. Acontecerá aqui uma expansão de variável, onde o texto $PWD será substituído pelo conteúdo da variável $PWD (/home/jeff por exemplo) e passará esse resultado para o comando built-in echo, como se o usuário tivesse escrito echo /home/jeff.

Uma outra expansão muito utilizada é a expansão glob. Você usa essa expansão quando usa ls foo/*.tar.* ou rm *.log. Essa expansão é muito útil para listar conjuntos de arquivos que sigam um padrão. Mas, falando em padrão, isso não é coisa de expressão regular?

Bem, sim. Expressões regulares reconhecem padrões de texto. Expressões glob, por sua vez, reconhecem padrões em caminhos de arquivos.

Uma lista rápida sobre o que vai ser reconhecido em expansões glob:

  • * : qualquer coisa de qualquer tamanho; equivalente ao .* das expressões regulares; obs: ignora arquivos em outros diretórios, leva em consideração apenas o diretório de onde se encontra o * na caminho a ser reconhecido
  • ? : um único caracter qualquer, equivalente ao . das expressões regulares; obs: esse caracter qualquer não pode ser um delimitador se diretório
  • [abc] : é idêntico à lista das expressões regulares; obs: como nos outros, não pode representar mudança de diretório

Por exemplo, se quisermos adicionar ao elenco do git os arquivos pom.xml que estejam dentro de diretórios quaisquer das pastas que começam com java:

git add java*/*/pom.xml

Imagine que seja essa a estrutura de pastas:

jeff/
javado/
  -> jsp/
    -> pom.xml
  -> escovado/
javali/
  -> namesa/
    -> pom.xml
  -> janta/
    -> pom.xml
  -> muito/
javax/

Explicando aos poucos:

  • git add : comando para adicionar arquivos ao elenco do git
  • java*/ : todos os diretórios, a partir do diretório corrente, que comecem com java, como javado, javali, javax
  • java*/*/ : todos os subdiretórios que tem como diretório pai o diretório que funciona no match descrito acima; exemplo: javado/jsp, javado/escovado, javali/namesa, javali/janta, javali/muito; nesse exemplo, javax/ não tem subdiretórios
  • java*/*/pom.xml : os arquivos pom.xml que estão no diretório do match anterior; exemplo: javado/jsp/pom.xml, javali/namesa/pom.xml e javali/janta/pom.xml

Dito isso acima, o shell interpretará a linha de comando como

git add javado/jsp/pom.xml javali/namesa/pom.xml javali/janta/pom.xml

e esse será o comando executado.

Outra expansão muito comum no shell é a expansão de comando. Resumindo, a expansão executará um comando interno e pegará a saída desse programa e o substituirá na linha de processamento. Essa expansão é indicada pela presença de tick oi de$(dólar parêntese; nesse último caso, é necessário ter também um)`

Voltemos ao exemplo acima. Vamos supor que os pom.xml sejam os únicos arquivos .xml de todo o projeto.

Para buscar todos os arquivos que terminam em .xml, posso usar o comando find desse jeito:

find ./ -name '*.xml'

Aos poucos:

  • find : nome do programa
  • ./ : o diretório de busca do find será o diretório corrente
  • -name : um argumento do comando find, indica que o próximo argumento será o nome glob-like do arquivo desejado
  • '*.xml' : em primeiro lugar, esse é o argumento do argumento -name; em segundo lugar, ao usar aspas simples, evitei toda e qualquer expansão; terceiro, como o find é recursivo, *.xml vai marcar positivo qualquer arquivo .xml independente de quão profundo estiver esse arquivo

A saída desse comando seria:

javado/jsp/pom.xml javali/janta/pom.xml javali/namesa/pom.xml

Daí, podemos usar a expansão de comando para o git.

git add `find ./ -name '*.xml'`

Depois da expansão, o comando fica:

git add javado/jsp/pom.xml javali/janta/pom.xml javali/namesa/pom.xml

O comando find permite muito mais ações do que apenas imprimir arquivos que se encaixam em dadas expressões; vide a man page do comando no Linux Die, estou apenas aproveitando o padrão dele que imprime os arquivos encontrados neste caso

Compactação / Agregação de arquivos

Existem duas tarefas comum com gerenciamento de arquivos: compactação e agregação. Mas o que é cada um deles?

  • agregação: a agregação de arquivos coloca vários arquivos em um único canto, de modo que você não precise enviar cada arquivo individualmente; o formato tar agrega arquivos de maneira não compactada, já o formato zip agrega arquivos compactados (cada arquivo inclusive pode ter uma compactação própria)
  • compactação: a compactação tem como preocupação diminuir a quantidade de bytes de um arquivo; o formato gz é uma compactação bem padrão no mundo unix, bz2 também é um formato popular de compactação; as entradas de um zip já estão compactadas, por isso é difícil conseguir compactar o arquivo zip ainda mais

Vale notar que tar.gz é a compactação gzip aplicada sobre um arquivo agregador tar; a extensão tgz é um jeito reduzido de se escrever tar.gz. A extensão tar.bz2 é análogo ao tar.gz para a compactação bz2.

O comando tar serve para criar arquivos agregados tar, assim como manipulá-los também. Para criar um arquivo tar, podemos usar o seguinte comando:

tar -cf agregado.tar arquivoA arquivoB

Aos poucos:

  • tar : comando para criar/manipular arquivos agregados
  • -cf : equivalente a -c -f, nessa ordem; é muito comum opções de linha de comando curtas serem agregadas precedidas por um único traço -
  • -c : flag para indicar que será criado um novo arquivo
  • -f : flag que necessita de argumento, indica qual será o arquivo a ser manipulado (neste exemplo, o arquivo será criado)
  • agregado.tar : o argumento da flag -f, é o nome do arquivo sendo manipulado
  • arquivoA arquivoB : todos os outros argumentos que não sejam argumentos de flag são os caminhos dos arquivos/diretórios que serão agregados; neste caso apenas dois arquivos, arquivoA e arquivoB

Nos primórdios, o comando tar só servia para o fim de manipular arquivos tar, mas então devido à popularidade dos arquivos tar compactado, ele começou a ter opções de compactação também. O seguinte exemplo cria o tar.gz do exemplo anterior em um único comando:

tar -czf compact.tar.gz arquivoA arquivoB

De novidade aqui apenas a flag -z, que indica que se deve usar a compactação gzip sobre o tar gerado.

Compactando todos os arquivos de um diretório individualmente

Como cada arquivo será compactado individualmente, não precisamos agregá-los. Então basta chamar o compactador, gzip. Sabendo qual o comando que será chamado, precisamos agora saber como iremos iterar sobremos arquivos.

Vou colocar o comando a ser executado em uma função, compactfile, assim outro comando de compactação pode ser usado.

Criação de compactfile

A priori, precisamos apenas chamar o comando gzip com o arquivo desejado.

compactfile() {
    arquivo_original="$1"

    gzip "$arquivo_original"
}

E se eu quiser um dry run? Bem, poderíamos emular um dry run assim:

compactfile_dryrun() {
    arquivo_original="$1"

    echo gzip "$arquivo_original"
}

Bem, podemos tentar unificar esses dois comandos em um só... vamos delegar para o próximo momento o como é feita a detecção se é dry run, por hora vai ser hard coded se é ou não dry run:

compactfile() {
    dryrun=true # se não for dry run, só por false aqui
    base_cmd='gzip'

    arquivo_original="$1"

    cmd_args="$base_cmd \"$arquivo_original\""

    $dryrun && cmd_final="echo $cmd_args" || cmd_final="$cmd_args"

    $cmd_final
}

Bem, agora sobre a detecção do dry run... eu vejo normalmente usarem duas alternativas para isso: -n e --dry-run. Vamos por essa detecção com um case?

compactfile() {
    dryrun=false

    case "$1" in
         -n|--dry-run)
             dryrun=true # detectei que quero fazer uma dry run
             shift # remove o primeiro argumento e puxa os seguintes em uma posição
             ;;
    esac

    base_cmd='gzip'

    arquivo_original="$1"

    cmd_args="$base_cmd \"$arquivo_original\""

    $dryrun && cmd_final="echo $cmd_args" || cmd_final="$cmd_args"

    $cmd_final
}

Iteração for, lista com glob

Iterar sobre um glob puro tem a desvantagem de não acessar recursivamente os arquivos. Só conseguimos pegar aqueles que estão no nível do diretório corrente (vou fazer dry run só para mostrar qual será o efeitos cada ponto):

compactdir=.
for arq in $compactdir/*; do
    if [ -f "$arq" ]; then
        compactfile -n "$arq"
    fi
done

Bem, agora eu mostrei duas novas estruturas do shell:

  • if : estrutura sintática da forma if CMD; then CMD_IF; else CMD_ELSE; fi; a parte do else é opcional; se CMD retornar verdadeiro (retorno 0), executa o bloco de comandos CMD_IF; caso seja falso (retorno diferente de 0) e exista else, executa o bloco de comandos CMD_ELSE;
  • comando test conditions, ou sintaxe [ conditions ] : a estrutura sintática que começa com [ tem o mesmo efeito que o comando test, apenas exige que seja fechado com um ]; no caso, -f é um operador unário que verifica a existência de um arquivo comum (diretórios não servem), retornado verdadeiro caso ele exista e falso caso contrário; você pode ler mais sobre o comando test na documentação

Nota sobre a sintaxe [ conditions ]:
Os espaços são OBRIGATÓRIOS, senão o shell vai entender outra coisa

Iteração for, usando expansão do comando find

compactdir=.
for arq in `find $compactdir/`; do
    if [ -f "$arq" ]; then
        compactfile -n "$arq"
    fi
done

Iterando no próprio find

O @cemdorst colocou isso na resposta dele. Devo admitir que não sabia disso até então. Adaptando o que ele usou com a função de compactação personalizado compactfile, temos o código a seguir.

Também devo admitir que demorei muito para responder

compactdir=.
find $compactdir -print0 -exec compactfile -n '{}' \;
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Segue uma alternativa, que havia concluído antes da resposta do colega cemdorst. Coloco aqui apenas para que sirva de estudo podendo ser adptado para diversos fins:

 ls $HOME | while read LINE; do find /* -name "$LINE"; done | while read N; do tar -zcf ${N##*/}.tgz "$N" &>/dev/null; done

Explicação

"$LINE" - Note as aspas duplas que envolve a variável LINE, e esta por sua vez esta recebendo o fluxo de saída do comando ls onde estou apontando para o arquivo(s) e/ou diretório(s). Se nesse(s) arquivo(s) e diretório(s) possuíssem caracteres em branco(espaço em branco), então as aspas duplas "" irá tratar para que o shell não interprete mal o que queremos.

Exemplo:

  • /home/user/Downloads/Music/Mais_que_palavras_-_More_than_Words_(Versão Brasileira).ogg

então ficaria o nome do pacote assim ...

  • Mais_que_palavras_-_More_than_Words_(Versão

Porque isto, ocorreu???

Porque houve um espaço em branco, neste ponto -> (Versão Brasileira)

Ou seja, o espaço em branco acabou com nossa alegria (menos o emprego)! O pacote ainda fora criado com sucesso, para corrigir isto seria necessário o -print0 como fez o nosso caro colega cemdorst, em sua resposta.

${N##*/} - Ja neste outro ponto, estou apenas fazendo uma pequena Expansão do Parâmetro do Shell para que atribua-se o nome do pacote sendo o mesmo do arquivo em questão, ou seja, o nome do arquivo que vier depois da última barra slash /.

Exemplo:

  • /home/user/Downloads/Music/Mais_que_palavras_-_More_than_Words_(Versão_Brasileira).ogg

então ficaria o nome do pacote assim ...

  • Mais_que_palavras_-_More_than_Words_(Versão_Brasileira).tgz

Observe que o uso desta expressão serve para isso, capturar o nome do arquivo depois da última barra invertida.

  • shell script: não importa quanto tempo você o conhece, não importa quantos cursos você já assistiu ou ministrou: sempre terá um detalhe a mais que lhe é novo – Jefferson Quesado 14/06/17 às 10:27
  • 1
    @JeffersonQuesado Então, a existência de diversas linguagens como Perl,Tcl dentre outras que se faz uso da shell juntamente com uso extensivos de comando fica inviável guardar tudo na nossa memória falha. E por outro lado conhecê-los completamente. Ja cheguei a fazer confusão com as função do Bash com a do Javascript por ser um pouco idêntica. Estava desenvolvendo uma página web, implementado uma função em Javascript com recursos do Bash. kkkkkkk – Diego Henrique 14/06/17 às 10:39

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